Carlos Castello Branco

Jornalista brasileiro

Biografia de Carlos Castello Branco

Carlos Castello Branco (1920-1993) foi um jornalista e escritor brasileiro, foi considerado o maior colunista político da imprensa nacional da segunda metade do século XX. A “Coluna do Castello” foi publicada durante 31 anos no Jornal do Brasil.

Carlos Castello Branco nasceu em Teresina, Piauí, no dia 25 de junho de 1920. Filho do desembargador Christino Castello Branco e de Dulcilla Santana Branco. Viveu sua infância e adolescência em Teresina. Com 14 anos, fundou o jornal A Mocidade, editado pelos alunos do Liceu Piauiense.

Carreira de jornalista

Em 1937, Castello Branco mudou-se para Belo Horizonte quando ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais. Para pagar suas despesas ele entrou para o jornal “O Estado de Minas”.

Dividia seu tempo entre a boemia, o trabalho como jornalista e os encontros literários com intelectuais de sua geração, entre eles, Fernando Sabino e Otto Lara Resende. Em 1943 graduou-se em Direito.

Em 1945, convidado por Carlos Lacerda, então diretor do Diário Carioca, mudou-se para o Rio de Janeiro. Ao chegar à capital da República, Carlos Lacerda não estava mais no jornal e Castello se viu desempregado. Não demorou muito, foi contratado para trabalhar no “O Jornal” de Assis Chateaubriand.

Em 1950 recebeu nova proposta de emprego para trabalhar no “Diário Carioca”, onde permaneceu durante 11 anos. Nessa época publicou: Continhos Brasileiros (1952) e o romance Arco do Triunfo (1959).

Em 1961, Carlos Castello Branco mudou-se para Brasília para trabalhar como secretário de imprensa do presidente Jânio Quadros. Nesse mesmo ano, com a renúncia de Jânio, voltou ao jornalismo.

Passou a escrever na “Tribuna da Imprensa”, época que criou a Coluna do Castello. Também era colaborador da revista “O Cruzeiro”. Nessa época, o Jornal do Brasil comprou a Tribuna, mas manteve o colunista.

Durante 10 anos, Carlos Castello Branco foi o diretor da sucursal do Jornal do Brasil em Brasília. Deixou o cargo depois de sofrer um infarto, mas depois de recuperado continuou como repórter político.

Carlos Castello Branco escreveu numa época em que o país estava atravessando uma ditadura militar. Democrata convicto, com trânsito entre os políticos, era um dos raros jornalistas que o regime militar não rotulava como esquerdista.

Mesmo assim, em dezembro de 1968, logo após a decretação do Ato Institucional n.º 5, Castello Branco foi preso. Em janeiro de 1969 voltou a editar sua coluna no JB e atravessou o período mais duro do regime militar.  Em 1975, reuniu suas colunas e publicou Introdução à Revolução de 1964, em dois volumes.

Em 1976, Castelinho, como era chamado pelos jornalistas, foi eleito presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, cargo que exerceu até 1981.

Prêmios

Carlos Castello Branco recebeu prêmios cobiçados pelos profissionais da imprensa, como o Prêmio Maria Moors Cabot, pela Universidade de Colúmbia, em Nova York, (1978), destinado aos jornalistas notáveis das Américas, o Prêmio Mergenthaler, de Liberdade de Imprensa, e o Prêmio Nereu Ramos de Jornalismo, da Universidade de Santa Catarina.

Em 1982 Carlos Castello Branco foi eleito para a cadeira n.º 34 da Academia Brasileira de Letras. Era membro da Academia Piauiense de Letras, do Pen Clube do Brasil e da Associação Nacional de Escritores.

Durante mais de meio século Carlos Castello Branco foi reporter político. Sua famosa “Coluna do Castello”, foi publicada durante 31 anos no Jornal do Brasil e em mais de 30 jornais brasileiros, quando escreveu sobre todos os acontecimentos políticos desse período.

Vida pessoal

Carlos Castello Branco foi casado durante 44 anos com Elvira Lordello Castello Branco, ministra do Tribunal de Contas da União. Teve três filhos, Rodrigo, Luciana e Pedro. Rodrigo faleceu em 1976, em um acidente automobilístico suspeito.

Outras obras de Carlos Castello Branco

  • Os Militares no Poder, 4 v (1977, 1978, 1980 e 1981)
  • Retratos e Fatos da História Recente (1994)
  • A Renúncia de Jânio (1996)
  • Retratos e Fatos da História Recente (1996)

Carlos Castello Branco faleceu no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, no dia 1 de junho de 1993.

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Última atualização: 24/06/2019

Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.