Flávio Rangel

Diretor teatral

Biografia de Flávio Rangel

Flávio Rangel (1934-1988) foi diretor teatral. Um dos maiores nomes do teatro brasileiro. Dirigiu mais de oitenta espetáculos teatrais. Foi também autor, jornalista e tradutor de peças teatrais.

Flávio Rangel (1934-1988) nasceu em Tabapuã, São Paulo, no dia 6 de agosto de 1934. Ingressou no curso de Direito da Universidade de São Paulo. Ainda estudante, inicia sua vida artística, escrevendo e adaptando textos para serem apresentados no Teatro Tupi.

Em 1957, inicia sua carreira profissional no Teatro Brasileiro de Comédias, companhia que modernizou e revitalizou o teatro na década de 50, no Brasil. Participou de diversas montagens. Em 1958 recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Teatrais, com a direção da peça "Juventude Sem Sono", do americano Michael Vicente Gazzo.

Em 1959 dirigiu o espetáculo "Gimba, o Presidente dos Valentes", de Gianfrancesco Guarnieri, com Maria Della Costa, apresentado no Teatro Popular de Arte. A peça é encenada no Teatro das Nações, em Portugal, Roma e Paris. Com menos de 25 anos de idade já estava consagrado.

Em 1960, assume a direção do Teatro Brasileiro de Comédias, a convite de Franco Zampari. Ainda neste ano encenou "O Pagador de Promessas", de Dias Gomes. Em 1965 escreveu em parceria com Millôr Fernandes, o espetáculo "Liberdade, Liberdade", uma das mais importantes montagens do Grupo Opinião, da qual também dirigiu.

Num ato de protesto contra um pronunciamento do Presidente Castelo Branco, no Rio de Janeiro, na Reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), é preso, junto com outros intelectuais. Depois de seguidos protestos da classe artística, é finalmente solto. Em 1969 passa a escrever para o semanário O Pasquim, e no ano seguinte é novamente preso.

Entre 1978 e 1984 escreveu para a Folha de São Paulo. Suas crônicas foram reunidas em quatro títulos: "Seria Cômico se Não Fosse Trágico", "A Praça dos Sem Poderes", "Os Prezados Leitores" e "Diário do Brasil". Outras montagens importantes que dirigiu foram "Amadeus" em 1982, de Peter Shaffer, e o "Cyrano de Bergerac", em 1985, de Edmond Rostand.

Flávio Nogueira Rangel morreu em São Paulo, no dia 25 de outubro de 1988.

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Última atualização: 25/10/2012

Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.