Jorge de Albuquerque Coelho

Donatário da Capitania de Pernambuco

Biografia de Jorge de Albuquerque Coelho

Jorge de Albuquerque Coelho (1539-1596) foi o terceiro donatário da Capitania de Pernambuco. Filho de Duarte Coelho, o primeiro donatário da Capitania.

Jorge de Albuquerque Colho (1539-1596) nasceu em Olinda, Pernambuco, no dia 23 de abril de 1539. Filho de Duarte Coelho e D. Brites de Albuquerque. Casou-se duas vezes, e no segundo casamento teve dois filhos que governaram Pernambuco: Duarte de Albuquerque Coelho e Matias de Albuquerque.

Em 1553, foi para Lisboa, acompanhado do pai e o irmão Duarte Coelho de Albuquerque, onde permaneceu a maior parte de sua vida. Dedicou-se a carreira militar, que era comum na nobreza da época. Regressou de Portugal em 1560, com seu irmão, quando a Capitania se achava ameaçada pelos índios caetés, que habitavam em toda a faixa litorânea.

Os índios que foram escravizados pelos portugueses, eram utilizados como mão de obra na lavoura e nos engenhos de cana. Após um período de paz aparente, os temíveis caetés se revoltaram e destruíram as propriedades e os engenhos. As lutas e a perseguição dos portugueses levou os índios sobreviventes a migrarem para o interior. Durante sua permanência na Capitania, participou ativamente da luta contra os índios e grande faixa de terra foi explorada, chegando até o rio São Francisco.

Em 1565, Jorge de Albuquerque Coelho retornou à Lisboa. Durante a viagem, sua embarcação foi atacada por corsários franceses e enfrentou grandes tempestades, como foram descritas pelo poeta Bento Teixeira, nos versos de Prosopopeia. Enfrentando grandes dificuldades, conseguiu chegar a Cascais, na costa portuguesa.

Em 1573, retorna a Pernambuco, para assumir o governo da Capitania, em nome de seu irmão Duarte Coelho de Albuquerque. Permaneceu na mesma até 1576, quando retornou ao Reino, a fim de participar da batalha no Marrocos, na sucessão dos Mouros. Durante essa batalha, morre seu irmão Duarte Coelho de Albuquerque e o rei de Portugal Dom Sebastião.

Com a morte de seu irmão, Jorge de Albuquerque Coelho torna-se o donatário da Capitania de Pernambuco, numa época em que a região mantinha grande desenvolvimento e Olinda dispunha de importante atividade comercial. Procurou desenvolver a capital, dando a grande incentivo às ordens religiosas. Interessado pelas artes, promoveu a apresentação, em 1575, da peça "O Rico Avarento e o Lázaro Pobre". Vários engenhos foram construídos na região. O porto do Recife era o ponto de partida do açúcar, que seguia para Europa.

Jorge de Albuquerque Coelho voltou para Lisboa, onde passou a maior parte do tempo, designando representantes para governar sua capitania. Faleceu no ano de 1596.

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Última atualização: 25/02/2019

Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.