José Guilherme Merquior

Crítico e escritor brasileiro

Biografia de José Guilherme Merquior

José Guilherme Merquior (1941-1991) foi um crítico, escritor, pensador, polemista, sociólogo e diplomata brasileiro. Ocupou a cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras.

José Guilherme Merquior (1941-1991) nasceu no bairro carioca da Tijuca, no Rio de Janeiro, no dia 22 de abril de 1941. Filho de Maria Alves Merquior e de Danilo Merquior, que gostava de ler poesia em voz alta e incentivava a formação do filho. Ao matriculá-lo no Colégio Lafaiette, então um dos melhores do Rio de Janeiro, o presenteou com uma conta sem limites de gastos na Livraria Da Vinci. Sua estreia se deu nas páginas de crítica literária do Jornal do Brasil.

Em 1962 licenciou-se em Filosofia, no Rio de Janeiro. Concluiu o bacharelado em Direito, em 1963 e nesse mesmo ano, concluiu o curso de preparação à carreira diplomática sendo em seguida nomeado pra o cargo de secretário do Ministério das Relações Exteriores. Trabalhou na Divisão de Cooperação Intelectual e Oficial de Gabinete do Ministro de Estado.

Em 1966 foi secretário da Embaixada do Brasil em Paris. Nessa época foi aluno do Seminário de Antropologia de College de France (1966 a 1970). Em 1972 doutorou-se em Letras pela Universidade de Paris. Em 1975 foi nomeado primeiro secretário da Embaixada do Brasil em Londres, nessa época ingressou na London School of Economics and Political Science, onde concluiu o PhD em Sociologia, em 1978. Em 1979, de volta ao Brasil, ingressou no curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco.

José Guilherme Merquior foi um pensador que se definia como um liberal social. O liberalismo foi sua grande causa na última década de vida. Apesar de ser considerado de estirpe branda, temperada por uma visão de igualdade e justiça social, que reservava ao Estado um papel na economia – um papel promotor de desenvolvimento, em parceria com o mercado, e um papel provedor de recursos e serviços sociais.

Foi muito questionado por assumir, entre os anos de 1981 e 1983, a cadeira de assessor especial do ministro da Casa Civil, Leitão de Abreu, do governo Figueiredo. Em 1991, estava no auge de sua carreira, escrevia sobre arte, cultura e política nos maiores jornais do Brasil. Diplomata de carreira esteve perto de ocupar um ministério no governo recém-empossado de Fernando Collor de Mello, cujo discurso de posse ajudou a redigir.

Entre outros livros, Merquiou publicou: “Razão do Poema” (1965), “Saudades do Carnaval” (1972), duas monografias escritas em francês - “Verso Universo em Drummond” (1972) e “A Estética de Lévi-Strauss” (1973), “Formalismo e Tradição Moderna” (1974), “As Ideias e as Formas” (1981), “A Natureza do Processo” (1982) e “O Elixir do Apocalipse” (1983).

José Guilherme Merquior faleceu na cidade do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, no dia 7 de janeiro de 1991.

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Última atualização: 18/04/2016