José Wilker

Ator e diretor brasileiro

Biografia de José Wilker

José Wilker (1947-2014) foi um ator, crítico de cinema e diretor brasileiro. Teve presença marcante em personagens como Roque Santeiro, na novela de mesmo nome, e como Vadinho no filme Dona Flor e Seus Dois Maridos.

José Wilker Almeida (1947-2014) nasceu em Juazeiro do Norte, Ceará, no dia 20 de agosto de 1946. Filho de Severino Almeida, um caixeiro viajante, e de Raimunda Almeida, dona de casa, ainda na adolescência se mudou com a família para Recife, capital do estado de Pernambuco, onde começou sua carreira de ator e radialista. Sua primeira participação no teatro foi com apenas 13 anos, numa “ponta” como cobrador na peça “Um Bonde Chamado Desejo” no teleteatro da TV Clube de Pernambuco.

Em 1962 atuou na peça “Julgamento de Novo Sol”. Ingressou no Movimento de Cultura Popular (MCP), onde dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre a cultura popular. Em 1964 decidiu ir para o Rio de Janeiro estudar Sociologia na USP, mas logo desistiu do curso para se dedicar à carreira de ator. Estudou técnicas de cinema com o diretor cinematográfico sueco Arne Sucksdorff.

Em 1965 atuou em seu primeiro filme, “A Falecida”, contracenando com Fernanda Montenegro. Seu primeiro prêmio veio com sua atuação na peça “O Arquiteto e o Imperador da Assíria” (1970), quando recebeu o Prêmio Molière de Melhor Ator. Nesse mesmo ano foi convidado pelo escritor Dias Gomes para integrar o elenco da novela Bandeira 2 (1971), quando interpretou Zelito, um dos filhos de Tucão, interpretado por Paulo Gracindo).

Ainda na década de 70, José Wilker atuou em diversas novelas da Rede Globo, entre elas, O Bofe (1972), Cavalo de Aço (1973), Os Ossos do Barão (1973), Gabriela (1975), uma adaptação do romance Gabriela, Cravo e Canela de Jorge Amado, quando se destacou no seu primeiro protagonista, Mundinho Falcão, e em Anjo Mau (1976) com destaque no papel do protagonista Rodrigo.

Nos anos 80 atuou nas novelas: Plumas e Paetês (1980), Brilhante (1981), Final Feliz (1982), Louco Amor (1983), Transas e Caretas (1984), Roque Santeiro (1985), quando viveu Roque Santeiro, o personagem principal da trama, novela que marcou a teledramaturgia brasileira, Carmem (1987) e Corpo Santo (1987), ambas na Rede Manchete, quando dirigiu e atuou, Salvador da Pátria (1989) e na minissérie, Bandidos da Falange (1983).

Na década de 90, atuou nas novelas: Mico Preto (1990), Fera Ferida (1993), Renascer (1993), A Próxima Vítima (1996) e O Fim do Mundo (1996), e na minissérie Anos Rebeldes (1992) e Agosto (1993). Entre os anos de 1997 e 2002, dirigiu o humorístico Sai de Baixo.

Em 2000, atuou nas minisséries A Muralha, e O Bem Amado (2010), e nas novelas: O Anjo Caiu do Céu (2001), Desejo de Mulher (2002), O Quinto dos Infernos (2002), Senhora do Destino (2004), quando interpretou um ex-bicheiro, que usava diversos bordões, como “felomenal” e “o tempo ruge e a Sapucaí é grande”, Duas Caras (2007) e Amor à Vida (2013), seu último trabalho na televisão.

José Wilker foi diretor-presidente da Riofilme, e também fez papéis memoráveis no cinema, entre eles: Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), Xica da Silva (1976), Bye Bye Brasil (1979), O Homem da Capa Preta (1986), Guerra de Canudos (1997) e o Bem Amado (2011). Wilker assinava uma coluna semanal sobre cinema, no Jornal do Brasil e no canal Telecine.

José Wilker faleceu no Rio de Janeiro, no dia 5 de abril de 2014, vítima de um infarto fulminante enquanto dormia.

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Última atualização: 26/01/2017