Descubra os 5 maiores filósofos contratualistas

Rebeca Fuks
Rebeca Fuks
Doutora em Estudos da Cultura

Você sabe o que é o Contratualismo? Os contratualistas foram os intelectuais que escreveram teorias políticas sobre a origem da sociedade baseada num contrato social entre os séculos XVI e XVIII.

Descubra agora quem foram os principais filósofos contratualistas.

1. Thomas Hobbes (1588-1679)

Hobbes

Filósofo, teórico político e matemático, autor de Leviatã, uma obra essencial no pensamento do ocidente.

O inglês Thomas Hobbes era um defensor ferrenho do absolutismo (de um governo centralizado) e escreveu ao longo da vida sobre o contrato social se opondo a uma série de pensadores da sua época.

Hobbes acreditava na união entre Igreja e Estado, e julgava que cabia ao monarca não só reger questões políticas como também liderar rituais religiosos e interpretar textos sagrados.

É do filósofo a célebre frase:

O verdadeiro lobo do homem era o próprio homem.

Leia a biografia completa de Thomas Hobbes.

2. John Locke (1632-1704)

John Locke

O inglês John Locke foi um dos nomes chave do empirismo - ele defendia que o conhecimento devia ser determinado pela experiência. Isso quer dizer que Locke valorizava tanto as sensações (sinais externos), quanto os pensamentos (sinais internos). 

De origem nobre - o era advogado e capitão de cavalaria - John recebeu o melhor da educação do seu tempo e se tornou professor da Universidade de Oxford, onde dava aulas de Retórica e Grego Antigo. Como filósofo, o seu contributo essencial se deveu principalmente a ideia do Estado de Direito.

Defensor do liberalismo político, o intelectual via com maus olhos o absolutismo monárquico, o que o levou a ter problemas com Carlos II e Jaime II.

Obrigado a se exilar durante algum tempo, Locke se refugiu na Holanda entre 1682 e 1688. Depois que voltou ao seu país, ajudou a escrever a Declaração dos Direitos, essencial para o sistema de monarquia constitucional. É dele a frase:

Onde não tem lei, não tem liberdade.

Muito a frente do seu tempo, John Locke dizia que cabia ao Estado defender a vida, a liberdade e a propriedade. Em relação às crenças religiosas, o filósofo dizia que o assunto se tratava de uma escolha do foro íntimo de cada cidadão.

Tenha acesso à biografia completa de John Locke.

3. Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)

Rousseau

De origem suíça, Rousseau foi um dos maiores nomes do Iluminismo e é autor da grande obra O contrato social.

Rousseau defendia a necessidade de reorganização da sociedade e condenava os privilégios que alguns tinham em detrimento de outros.

Sabia que a sua produção intelectual incentivou a Revolução Francesa? Os ideais de Rousseau de igualdade entre os homens ecoaram no tempo e ficaram marcados como pilares da filosofia ocidental.

Rousseau firmava que a sociedade é que corrompia os indivíduos porque 

O homem é naturalmente bom.

O filósofo, que também era escritor, é autor de Julie ou a Nova Heloísa (1761), obra tida como a primeira manifestação do Romantismo.

Aproveite para ler a biografia completa de Jean-Jacques Rousseau.

4. Johannes Althusius (1557-1563)

Althusius

O político, professor e filósofo calvinista alemão Johannes Althusius era um defensor da soberania popular e é considerado por muitos como o pai do federalismo moderno.

Depois de estudar na Suíça, Johannes deu aulas na Universidade de Herborn. O intelectual escreveu muito ao longo da vida, principalmente sobre direito romano.

Aliás, o seu principal trabalho foi justamente um tratado sobre direito romano escrito em 1603 (Politica methodice digesta atque exemplis sacris et profanis illustrata).

5. Immanuel Kant (1724-1804)

Kant

O fundador da chamada Filosofia Crítica nasceu na Prússia, no berço de uma família luterana modesta bastante religiosa.

Além de intelectual, Immanuel foi professor universitário e lecionou cadeiras de Lógica, Física, Metafísica, Antopologia e Filosofia Moral.

Em 1770, Kant ocupou o cargo de catedrático de Lógica e Metafísica da Universidade de Königsberg. Mais tarde, ele veio a ser considerado como o precursor da filosofia alemã moderna que produziu grandes nomes como Hegel e Schopenhauer.

É do intelectual da frase:

O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.

Desvende a trajetória de Immanuel Kant.

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Rebeca Fuks
Rebeca Fuks
Doutora em Estudos da Cultura
Formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2010), mestre em Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013) e doutora em Estudos de Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa (2018).