Frida Kahlo é uma das figuras femininas mais famosas do mundo. Seu trabalho como pintora, fotógrafa e escritora deixou ao mundo das artes um legado muito valioso. 

Frida viveu apenas 47 anos, mas sua biografia é de uma intensidade impressionante! Neste artigo, fizemos uma recapitulação da vida de Frida Kahlo através de suas obras. 

Quem foi Frida Kahlo? O começo de tudo 

Nascida no México em 06 de julho de 1907, Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderó passou a sua infância na residência conhecida como  La Casa Azul (A Casa Azul), em Coyoacán, onde hoje funciona o Museu Frida Kahlo. 

Sua mãe, que deu luz à sua irmã Cristina apenas onze meses depois do seu nascimento, não podia amamentá-la, então Frida foi alimentada por uma enfermeira indígena nativa contratada apenas para este propósito. Tal acontecimento foi retratado em um dos seus quadros mais poderosos, onde a ama aparece com uma máscara funerária pré-colombiana, já que a pintora, adulta, não podia se lembrar do seu rosto. 

vida e trajetória de Frida Kahlo

Mi nana y yo (1937)
Óleo sobre metal | 30,5 x 37 cm
Museu Dolores Olmedo Patiño
Cidade do México, México

Apesar de ter nascido em 1907, quando perguntada sobre sua data de nascimento, Frida sempre dizia que tinha nascido em 1910, ano em que começou a Revolução Mexicana. A artista gostava de pensar que tinha nascido junto com o novo México, não mais regido sob uma ditadura.  

Em seu autorretrato Raízes observa-se uma Frida que funde-se com a terra. É uma alusão à sua forte ligação com o México como país de origem.  

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Raíces (1943)
Óleo em metal | 30,5 x 49,9 cm 
Coleção particular

Quando tinha apenas sete anos de idade, em 1914, Frida contraiu uma doença chamada poliomielite, o que afetou seus movimentos e a deixou com uma perna direita muito fina. Na escola, foi apelidada de perna de pau. Mas este não seria o único problema de saúde de sua vida, como veremos a seguir. 

Frida Kahlo e o acidente que mudou sua vida 

Quando tinha quinze anos de idade Frida conseguiu uma vaga na Escola Nacional Preparatória do México, uma das mais concorridas do país. Foi lá que teve o primeiro contato com quem viria a ser seu esposo da vida, Diego Rivera. Ele, muito mais velho, pintava e expunha algumas de suas obras na escola, Frida apenas admirava o artista de longe. 

Nesta mesma época, a artista teve o seu primeiro romance, com um colega chamado Alejandro Gómez Arias. Foram três anos inseparáveis de cumplicidade, paixão e troca de cartas. Alejandro rendeu um dos poucos retratos que Frida fez de outras pessoas:

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Retrato de  Alejandro Gómez Arias (1928) 
Óleo sobre madeira | 61,5 x 41 cm
Coleção privada, México

Em 17 de setembro de 1925, o ônibus que transportava Frida e alguns colegas de escola, incluindo Alejandro, chocou-se com um bonde. Frida ficou gravemente ferida, entre a vida e a morte por meses em um hospital. Apesar de ter sobrevivido, a artista nunca se recuperou totalmente da tragédia e retratou o episódio e suas sequelas em várias de suas pinturas. Como nas pinturas em que evidencia suas feridas: 

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La columna rota (1944)
Óleo sobre lienzo montado sobre fibra dura | 43 x 33 cm
Coleção de Dolores Olmedo Patiño
Cidade do México, México

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El venado herico (1946) 
Óleo sobre fibra dura | 22,4 x 30 cm
Coleção de Carolyn Farb 
Houston, Texas, EUA. 

Por conta de suas lesões, Frida descobre que nunca poderia ter filhos. O quadro abaixo relata um de seus abortos espontâneos:

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Henry Ford Hospital (La cama volando) (1932)
Óleo em metal | 30,5 x 38 cm
Coleção de Dolores Olmedo Patiño 
Cidade do México, México

O primeiro autorretrato de Frida, sua primeira obra significativa como artista, foi pintado enquanto ela ainda estava presa a uma cama e precisava da ajuda de um espelho para ver a si mesma: 

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Autorretrato con traje de terciopelo (1926) 
Óleo sobre tela | 79,7 x 60 cm
Coleção particular  - Legado de Alejandro Arias 
Cidade do México

Aos poucos, a artista se recuperou a ponto de voltar à escola e à sua vida normal. Nesta época, em 1927, retomou contato com velhos amigos da escola e passou a fazer parte de um grupo de jovens comunistas. A opção política de Frida aparece em dos seus quadros mais famosos, pintado pouco antes de sua morte, e chamado "O marxismo dará saúde aos doentes".

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El Marxismo dará saluda los enfermos (1954) 
Óleo sobre fibra dura | 76 x 61 cm
Museu Frida Kahlo 
Coyoacán, México

Frida e Diego Rivera: romance de novela mexicana 

Foi por causa de suas amizades com jovens comunistas que Frida foi apresentada formalmente à Diego Rivera em 1928. Eles logo começaram a namorar e no ano seguinte casaram-se. Diego era vinte e um anos mais velho, já tinha uma boa experiência como pintor e passou a incentivá-la em seu talento como artista. 

Eles tiveram um relacionamento conturbado, com traições de ambas as partes, separações e uma paixão intensa que rendeu diversas pinturas na carreira de Frida. Veja alguns deles.

Primeiro retrato dos dois pintados pela artista, baseado em uma fotografia de casamento:

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Frieda e Diego Rivera (1931)
Óleo sobre tela | 100 x 79 cm
Museu de Arte Moderna - Coleção de Albert M. Bender 
São Francisco, Califórnia, EUA

Um quadro que ela pintou como presente para o esposo no 15º aniversário de casamento:

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Diego y Frida 1929 - 1944 (1944)
Óleo sobre fibra dura | 13 x 8 cm.
Colecão de Maria Felix
Cidade do México, México

Quadro que ela pintou enquanto esteve separada de Diego (1939-1940). Duas personalidades diferentes são retratadas, ambas com corações expostos e de mãos dadas, sendo a única companhia uma da outra. A pintora escreveu em seu diário sobre o sentimento de dor e solidão que inspirou a pintura. 

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Las dos Fridas (1939)
Óleo sobre tela  | 173,5 x 173 cm. 
Museu de Arte Moderna 
Cidade do México, México 

O quadro abaixo foi pintado quando Frida descobriu que Diego tinha um caso com sua irmã mais nova, Cristina. O coração está partido, ela está desamparada, sem as mãos, e o título, "Memória" sugere lembranças da época que conheceu Diego, quando ainda estava na escola (uniforme pendurado do lado esquerdo). 

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Recuerdo (El corazón) (1937)
Óleo em metal  | 40 x 28,3 cm. 
Coleção Michel Petitjean 
Paris, França

No quadro abaixo Frida se pinta usando uma coroa de espinhos (castigo cristão), um gato preto (má sorte) e um beija-flor morto, pássaro que na tradição folclórica mexicana é símbolo de boa sorte nos casos de amor. 

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Autorretrato con collar de espinas (1940)
Óleo sobre tela  | 63,5 x 49,5 cm. 
Centro de pesquisa de humanidades Harry Ransom 
Coleção de arte da Universidade do Texas, EUA

Frida e sua arte: uma obra que pintou a si e sua dor 

Em meados dos anos quarenta, a saúde de Frida começou a ficar ainda mais debilitada, por infecções renais, anemias e dores que só eram controladas com muita morfina. Em poucos anos, a pintora passou por inúmeras cirurgias, a maioria mal sucedidas. Para piorar, seu pai faleceu, o que afundou a artista em depressão. 

Vários dos quadros desta década são a representação da dor emocional e física de Frida, que ao mesmo tempo que ascende como uma pintora reconhecida no México e no mundo, piorava a sua condição humana. 

No quadro denominado "Sem Esperança" Frida retratou a si presa a uma cama, sendo alimentada à força, sob um cobertor com desenhos de vidas microscópicas, que representa as suas constantes infecções. 

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Sin esperanza (1945)
Óleo sobre tela em fibra dura | 28 x 36 cm 
Coleção de Dolores Olmedo Patiño 
Cidade do México, México

Neste outro, chamado "A Árvore da Esperança, Mantenha-se Firme", Frida havia acabado de sair de uma cirurgia mal sucedida, e retrata a si de duas formas: com cicatrizes da operação, sob o sol que na mitologia asteca se alimenta do sangue humano dos sacrifícios, e saudável e forte, segurando o seu próprio colete cervical sob a lua, símbolo da feminilidade. 

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Arbol de la esperanza, mantente firme (1946)
Óleo sobre lienzo montado sobre fibra dura | 28 x 36 cm
Colecão de Dolores Olmedo Patiño
Cidade do México, México

Já neste autorretrato pintado no final de década de quarenta, Frida aparece vestindo um tradicional cocar de Tehuana, como se estivesse presa. Suas feições são duras e ela está chorando. Em uma carta enviada ao amigo que encomendou o quadro, a artista disse: "[...] esse estado de espírito é refletido em meu autorretrato, talvez você não goste nada, mas eu gosto, porque é a expressão exata das minhas emoções.".   

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Autorretrato (1948)
Óleo em fibra dura | 50 x 39,5 cm 
Coleção de Dr. Samuel Fastlicht 
Cidade do México, México. 

Frida perto da morte 

Nos início dos anos cinquenta, Frida Kahlo já era uma artista de renome, sendo exposta em galerias importantes ao redor do mundo, com quadros comprados pelo Museu do Louvre e outros importantes. 

O que não estava bem era mesmo a sua saúde. Cirurgia após cirurgia e seus problemas espinais continuavam recorrentes, e ela passava a maior parte do tempo no hospital. Em 1953 sua perna foi amputada e ela contraiu uma grave pneumonia. 

Nesta época, provavelmente por não estar feliz com a sua condição física e aparência degradante, ela pintava principalmente naturezas mortas.

O quadro abaixo, por exemplo, apresenta "cocos chorando", como uma expressão de como ela estava se sentindo. Dá para perceber, também, que não é tão rico em detalhes quanto outros que a artista costumava pintar, porque na época já estava muito difícil para ela exercer sua arte. 

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Cocos llorando (1951)
Óleo em fibra dura | 23,2 x 30,5 cm 
Em empréstimo para o jornal de Los Angeles County Museum of Art por Bernard e Edith Lewin
Palm Springs, Califórnia, EUA 

E então chegamos ao último autorretrato de Frida, pintado no ano de sua morte. As pinceladas mais grossas, borradas e imprecisas denunciam a sua degradação física. Diego aparece no peito da artista, uma figura no sol simula Jesus Cristo e, com muito senso de humor, a na sua testa ela retrata a atriz Maria Felix, uma das amantes do seu marido. 

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Autorretrato con el retrato de Diego en el pecho y María entre las cejas (1954)
Óleo em fibra dura | 61 x 41 cm
Paradeiro desconhecido

Tem curiosidade de saber mais detalhes da vida da pintora? Leia a sua biografia completa.

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