Os fãs de carteirinhas do Surrealismo estão espalhados por aí e nós, querendo agradar esse enorme grupo de entusiastas, decidimos reunir as biografias dos 10 maiores nomes do movimento.

Se você se contorce de curiosidade cada vez que vê uma tela intrigante com múltiplos significados possíveis então se junte ao clube e venha conhecer mais sobre esses gênios.

1. Salvador Dalí (1904-1989), pintor espanhol 

Salvador Dalí e parte da obra O sono
Salvador Dalí e parte da obra O sono

Um dos mais celebrados artistas do Surrealismo (aliás, provavelmente o maior nome do movimento) foi o pintor espanhol Salvador Dalí. Dono de uma criatividade ímpar e extremamente polêmico, pode-se dizer sem exagero que Dalí escandalizou a sua geração.

Com uma estética moderna, excêntrica, seus quadros romperam barreiras e fundaram uma nova maneira de fazer arte, lançando mão especialmente de imagens do subconsciente.

Os sonhos eram outra fonte preciosa para as composições do pintor, que criava telas fantásticas, que convidavam a múltiplas interpretações. É dele a famosa imagem dos relógios derretidos (A Persistência da Memória, 1931), lembra-se dela?

Se você é um entusiasta do mundo das artes plásticas e do mestre espanhol não perca a leitura do artigo A vida e obra surreal de Salvador Dalí através de 12 fatos interessantes de sua biografia.

2. René Magritte (1898-1969), pintor belga

Rene? Magritte e a obra O filho do homem
René Magritte e a obra O filho do homem

O pintor belga foi um dos principais nomes do Surrealismo. Sua imaginação fora do comum começou a ser percebida quando o menino tinha apenas 12 anos.

Apesar de ter nascido na Bélgica e ter feito a sua primeira exposição em Bruxelas, a formação artística do pintor deve muito a Paris, cidade para onde se mudou em 1927. Foi lá que Magritte se aproximou do escritor André Breton, que se empenhava na criação do movimento Surrealista.

Magritte, aos poucos, foi desenvolvendo o seu próprio estilo caracterizado pelas imagens fora da realidade e que induziam ao observador a múltiplas reflexões possíveis. Entre as suas principais obras estão A Traição das Imagens, Os Amantes e O Falso Espelho.

Só para dar uma provinha sobre o quadro acima e matar um pouco a sua curiosidade: a fixação de René pelos chapéus provavelmente veio da mãe, que era chapeleira. Sabia dessa?

Conheça a biografia completa do pintor René Magritte.

3. Frida Kahlo (1907-1954), pintora mexicana

Frida Kahlo e parte da obra O veado ferido
Frida Kahlo e parte da obra O veado ferido

Vamos fazer um exercício rápido: pense no México e fale o primeiro nome que te vem a mente. Sou capaz de apostar que você não hesitou ao se lembrar de Frida Kahlo.

Com uma história de vida trágica e uma força descomunal, Frida deu à luz a quadros lindos, coloridos, (muito!) intrigantes e com profunda influência da arte indígena mexicana.

É de sua autoria a imagem que vemos acima, a tela O Veado Ferido, que dá uma prova da inspiração Surrealista que permeava os seus trabalhos.

Comunista e feminista, Frida foi também uma importante militante pelas causas políticas e sociais tendo batalhado muito pelas mulheres.

Os trabalhos de Frida (especialmente os seus famosos autorretratos) entraram para o cânone da pintura ocidental e transcenderam as fronteiras mexicanas para serem admirados por todos.

Desvende a trajetória pessoal e artística de Frida Kahlo.

4. Joan Miró (1893-1983), pintor espanhol

Joan Miro? e a obra Mulher na Frente do Sol
Joan Miró e a obra Mulher na Frente do Sol

"Até uma criança fazia!" Quem nunca ouviu alguém dizer isso?! Foi essa a acusação que muitas vezes Miró ouviu ao longo da vida. Sua obra era inspirada nos traços da infância e nos desenhos rupestres.

Críticas à parte, foi o seu estilo único que lhe proporcionou o título de um dos maiores nomes do Surrealismo.

Nascido em Barcelona, Miró teve o privilégio de beber da cultura espanhola e depois imigrou para Paris, onde se aproximou de Picasso e das vanguardas artísticas.

Encorajado por outros criadores, Miró passou a usar cada vez mais as imagens presentes nos seus sonhos e tentava aceder ao subconsciente para produzir as suas telas fantásticas. Em 1926, o criador chegou a participar da primeira exposição Surrealista.

Com os anos, a sua fama foi crescendo e o artista se tornou um nome internacional chegando a ser convidado para produzir murais no edifício da UNESCO em Paris e na Universidade de Harvard.

Gosta especialmente desse pintor espanhol? Então conheça a biografia de Joan Miró na íntegra.

5. Marc Chagall (1887-1985), pintor russo-francês

Marc Chagall e parte da obra O concerto
Marc Chagall e parte da obra O concerto

Telas que oscilam entre o universo da realidade e da fantasia, essa talvez fosse uma boa definição para mapear o trabalho do francês Marc Chagall. 

Nascido em uma aldeia russa do interior, em 1907, mudou-se para a cidade grande para estudar na Academia de Artes de S. Petersburgo.

Seus primeiros trabalhos foram como pintor de retratos, mas logo que teve contato com a vanguarda modernista, especialmente na França, começou a ter liberdade para criar sem tantas barreiras.

Só para plantar a sementinha da curiosidade: sabia que Chagall também ilustrou livros e chegou a ser convidado para produzir imagens para a Bíblia e para as Fábulas de La Fontaine?

Para matar essa e outras curiosidades consulte a biografia de Marc Chagall.

6. Pablo Picasso (1881-1973), pintor espanhol

Pablo Picasso e parte da obra Les Demoiselles dAvignon
Pablo Picasso e parte da obra  Les demoiselles d'Avignon

Les Demoiselles d'Avignon (1907) provavelmente é dos quadros mais conhecidos do mundo. Seu criador foi Pablo Picasso, um espanhol de vanguarda que ajudou a criar o movimento Cubista.

Nascido em Málaga, filho de um professor de História da Arte, Picasso começou a pintar desde criança e recebeu todo o apoio da família para estimular seu talento. Para se ter uma ideia de como esse moço era precoce, convém dizer que com apenas 14 anos Pablo já pintava modelos vivos.

Espalhando seu trabalho pela Espanha, pela França e pelos grandes centros europeus, Picasso foi um criador dinâmico e que se desafiou a todo momento - a sua pintura passou por diversas fases exploratórias ao longo os anos.

Pablo pintou desde natureza morta até retratos, chegando a alcançar uma quase libertação da representação figurativa de objetos. Em 1925, ele participou da primeira exposição Surrealista.

Convém lembrar que além das telas Picasso também criou gravuras, esculturas e cerâmicas.

Se você gostou dessa provinha, achamos que você também irá gostar de ler: Pablo Picasso: biografia através de suas obras e curiosidades.

7. Max Ernst (1891-1976), artista plástico alemão

Max Ernst e parte da obra Celebes
Max Ernst e parte da obra Celebes

Um pouco menos conhecido do grande público, embora igualmente importante para o movimento Surrealista, Max Ernst foi um dos fundadores do Dadaísmo.

Um criador completo, o alemão foi pintor, escultor e artista gráfico.

Assim como Picasso, Ernst parece ter herdado o gosto pelas artes no berço. Filho de um professor de artes, ainda na adolescência já exercitava seus talentos copiando telas do celebrado Van Gogh.

Aliás, foi assim, copiando grandes nomes, que Ernst foi desenvolvendo a sua arte. Ele ainda tentou persistir no ensino formal tendo frequentado a graduação em filosofia e história da arte na Universidade de Bonn, mas um ano depois desistiu e resolveu ser autodidata.

Junto com alguns colegas artistas (não só pintores como também escritores), em 1916, em Zurique, fundaram o Movimento Dadaísta. Oito anos mais tarde, Max Ernst imigrou para Paris e aderiu ao Movimento Surrealista.

Saiba mais sobre a interessante trajetória de Max Ernst.

8. Paul Klee (1879-1940), pintor suíço

Paul Klee e parte da obra Peixe Ma?gico
Paul Klee e parte da obra Peixe Mágico

O pintor suíço Paul Klee nasceu no seio de uma família artística: o pai era professor de música e a mãe era cantora de ópera. Por esse motivo, logo aos sete anos Paul começou a estudar violino.

Quando perceberam o interesse do filho também por desenho e pintura, Klee foi estimulado a frequentar o atelier do pintor Heinrich Knirr. A música e a pintura foram as duas paixões que acompanharam o criador ao longo da vida.

Para aprofundar os seus conhecimentos, entrou na Academia de Munique e estudou o estilo Art Nouveau. Curioso nato, Paul seguiu depois para a Itália onde mergulhou na arte renascentista.

Em 1914, começou a criar os primeiros trabalhos abstratos pelos quais ficaria conhecido. Suas obras lhe renderam o título de pai do abstracionismo.

Conheça as criações e o percurso de Paul Klee.

9. Man Ray (1890-1976), artista plástico e cineasta norte-americano

Man Ray e a obra Objeto Indestruti?vel
Man Ray e a obra Objeto Indestrutível

Quem pensa que o Surrealismo ficou restrito a um circuito europeu muito se engana! E Man Ray é a prova viva de que o movimento teve importância dos dois lados do oceano.

O estudo formal do fotógrafo, pintor e cineasta norte-americano aconteceu no The Social Center Academy of Art. Foi mais ou menos nessa época que ele adotou o pseudônimo Man Ray (seu nome verdadeiro era Emmanuel Rudnitsky).

A carreira do artista começou em Nova Iorque muito influenciado pelos franceses Marcel Duchamp e Francis Picabia.

Man Ray integrou o movimento Dadaísta e foi profundamente influenciado pelo Surrealismo. Polêmico, seu trabalho almejava liberdade e pretendia provocar o desconforto e o espanto no observador.

Saiba mais sobre a biografia do multitalentoso Man Ray.

10. André Breton (1896-1966), escritor francês

Retrato de André Breton
Retrato de André Breton

Esse não é artista plástico, mas seria impossível redigir um artigo sobre Surrealismo sem citar o nome dele. André Breton foi um escritor francês considerado o líder do Movimento Surrealista.

Insatisfeito com a produção artística do seu tempo, Breton queria inovar e para isso, bebeu muito nas teorias freudianas de associação espontânea. Seu desejo de ter acesso ao inconsciente também foi um dos pilares da estética do movimento que ajudou a criar.

Foi ele o autor do famoso Manifesto do Surrealismo, que pregava uma nova maneira de se pensar e produzir arte. Breton se debatia principalmente contra a ditadura da lógica e da moral e pretendia que a arte fosse mais liberta e independente.

Comunista, o escritor entrou para o partido em 1927. Três anos mais tarde, divulgou o Segundo Manifesto Surrealista.

Se quer entender mais sobre as bases do Surrealismo não perca a leitura da biografia de André Breton.

Gostou de conhecer as biografias dos principais artistas do Surrealismo? Então que tal explorar também os textos: