Salvador Dalí

Pintor espanhol

Biografia de Salvador Dalí

Salvador Dalí (1904-1989) foi um pintor espanhol que se destacou por suas composições insólitas e desconexas. Com seu bigode sinuoso e com disposição para escandalizar foi um grande representante da Estética Surrealista.

Salvador Domingo Dalí Domènech nasceu em Figueres, Gerona, Espanha, no dia 11 de maio de 1904. Filho do tabelião Salvador Dalí Cusi e de Felipa Domènech em 1922 muda-se para Madri e vai morar na Residência dos Estudantes, onde fica amigo do poeta Frederico Garcia Lorca e do futuro cineasta Luís Bunuel. Ingressa na Academia de Belas Artes de San Fernando. Chamava atenção com um figurino que mostrava sua personalidade excêntrica: com cabelos longos, gravata desproporcionalmente grande e uma capa que ia até os pés. Nessa época, realizava pinturas que passavam do realismo para composições cubistas como o “Autorretrato com L’Humanité” (1923).

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Autorretrato (1923)

Em 1925, realizou sua primeira mostra individual na Galeria Dalmau, em Barcelona. Em 1926, foi expulso da Academia de Artes por se desentender com um professor e declarar que ninguém ali era capaz de avaliá-lo. Nesse mesmo ano, viaja para Paris e se encontra com Picasso. Faz uma segunda mostra na Galeria Dalmau. Em 1927 se instala em Paris e torna-se membro oficial do movimento Surrealista, liderado pelo poeta André Breton, que surgiu como reação ao racionalismo e ao materialismo da sociedade ocidental. Usar o potencial do subconsciente como fonte de imagens fantásticas e de sonhos era o objetivo do grupo. Em 1929 volta à Espanha. Produz “Jogo Lúgubre” (1929).

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Jogo Lúgubre (1929)

Ainda em 1929, Dalí faz sua primeira mostra individual em Paris, época em que se torna realmente um pintor surrealista. Nessa época, Gala (Helena Ivanovna Diakonova) entrou na vida de Dalí, depois de deixar o poeta Paul Éluard. Em 1930 muda-se com Gala para o sul da França e depois para Cadaqués, na Espanha, onde compra uma casa. Em 1931 realiza a segunda mostra individual na Galeria Pierre Colle, em Paris. Na mostra, entre outras obras, Dalí apresenta a tela “Persistência da Memória” (1931). A obra, adquirida por um colecionador particular, em 1934, foi doada ao Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

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Persistência da Memória (1931)

Na década de 30, Dalí produziu o melhor de sua obra: telas nas quais pessoas, animais, objetos e paisagens se fundem em composições insólitas. Sua pintura desconexa está bem representada na tela “Composição Surrealista com Figuras Invisíveis” (1936), onde no centro de uma paisagem desolada, uma cama e uma poltrona surgem vazias, mas conservam os contornos dos corpos ausentes. Dalí se valia daquilo que batizou de “Método Paranoico-Crítico” na tentativa de representar o fluxo do inconsciente e dos sonhos. Suas estranhas imagens de sonhos foram retratadas tão nítida e realisticamente quanto possível em um modo de pintura que se assemelhava à fotografia em cores.

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Composição Surrealista (1936)

Em 1938, em uma visita a Londres, Salvador Dalí encontra-se com Sigmund Freud, a quem apresenta o quadro “Metamorfose de Narciso” (1937). Em 1939, o escritor André Breton o expulsou do grupo surrealista e criou um anagrama com o nome do artista para denunciar seu apetite por dinheiro: “Avida Dollars”. Com o início da Segunda Guerra, Dalí refugia-se nos Estados Unidos acompanhado de Gala, onde permanecem por oito anos. Em 1941, termina a autobiografia “Vida Secreta de Salvador Dalí”, publicada em 1942.

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Metamorfose de Narciso (1937)

De volta à Espanha, em 1948, inicia a obra de ampliação de sua casa de Port Lligat. Em 1949, pinta a primeira versão da obra “A Madona de Port Lligat”, que é apresentada ao papa Pio XII. Nos anos 50, Dalí se apresenta como um pintor católico, com obras como a segunda versão da “Madona de Port Lligat” (1950), com mais de 3 metros de altura, que o próprio autor a considera como a sua obra-prima máxima, a “Cabeça Rafaelesca Arrebentada” (1951), que tem a mesma estrutura da cúpula do Pantheon, “Crucificação” (1954) e “A Última Ceia” (1955). Em 1974 inaugurou o Teatro-Museu Dalí, em sua cidade natal, Figueres. Salvador Dali faleceu em Figueres, Espanha, no dia 23 de janeiro de 1989. 

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Madona de Port Lligat (1950)
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Cabeça Rafaelesca (1951) 
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Crucificação (1954)
Salvador Dali
A Última Ceia (1955)

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Última atualização: 16/07/2018