Max Ernst

Pintor alemão

Biografia de Max Ernst

Max Ernst (1891-1976) foi um pintor, escultor e artista gráfico alemão. Foi um dos fundadores do Dadaísmo e mais tarde se uniu ao Movimento Surrealista.

Max Ernst nasceu em Brühl, Colônia, Alemanha, no dia 2 de abril de 1891. Filho do professor de artes Philipp Ernst, com 15 anos já copiava as paisagens de Van Gogh. Entre 1909 ingressou na Universidade de Bonn para estudar filosofia e história da arte, mas depois de 12 meses resolveu abandonar os estudos para se dedicar integralmente à pintura.

Sem receber nenhuma educação artística formal, Ernst se dedicou a copiar as técnicas de pintura e desenho dos antigos mestres, entre eles August Macke, um pioneiro do expressionismo alemão. Através de Macke, Ernst foi apresentado ao grupo Der Blaue Reiter, em Munique e, em 1913 expôs na Galerie Sturm, junto com Kandinsky, Paul Klee, Chagal, Delaunay e Macke.

Dadaísmo

Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, reunido em Zurique, com um grupo de jovens escritores, poetas e artistas, entre eles, Jean (Hans) Arp e Marcel Duchamp surgiu o Dadaísmo, um movimento deliberadamente provocativo que pretendia chocar as pessoas para que saíssem de seu estado de complacência e criassem uma forma de arte livre dos valores e ideias que a haviam precedido.

Os artistas fizeram experiência com pedaços rasgados de papel colorido, jogados aleatoriamente sobre um fundo de papel, enfatizando as leis do acaso. A colagem cubista fica evidente na técnica dadaísta da fotomontagem, uma colagem usando fotografias e palavras. A obra de Max Ernst era arraigada na fantasia do Gótico Tardio de Grünewald e Bosch.

Surrealismo

Em 1919, Ernest criou o “Fiat Modes” – oito xilogravuras com influência do surrealista italiano Giorgio de Chirico. Junto com Helmut Herzfelde, Ernst criou numerosas colagens satíricas, retratando o grotesco e o erótico, em um estilo que anunciava o Surrealismo parisiense.

Em 1924, Max Ernst se mudou para a Paris, onde em 1924 se juntou a um grupo adepto do Movimento Surrealista, criado em reação ao nacionalismo e o materialismo da sociedade ocidental. Desenvolveu diversas técnicas de pintura. Em 1925 criou a técnica de “frottage”, quando impressões eram tiradas de superfícies texturizadas como tábuas ou folhas e usadas para sugerir imagens fantásticas. Entre as obras desse período destacam-se: “Le Large Forest” (1925) e “The Beautiful Season” (1925).

Em 1929, Ernst publicou seus primeiros romances de colagem, “A Mulher sem Cabeça” e “Uma Semana de Bondade” (1934), quando alterou gravuras do século XIX através do processo de colagem, criando algumas de suas contribuições mais originais para a arte.

Durante a década de 1930, as obras de Ernst representavam monstros ameaçadores, um reflexo da situação política na Europa. São desse período as telas a óleo “Garden Airplane-Trap” (1935) e “The Angel of Hearth and Home” (1937). Ainda na década de 30, criou uma série de paisagens urbanas. Em 1938, a colecionadora de arte, Peggy Guggenheim comprou várias obras de Ernst e as exibiu no novo museu em Londres.

No início da Segunda Guerra Mundial Ernst foi preso na França, considerado um inimigo estrangeiro. Em 1942, com a ajuda de Peggy, Ernst fugiu para Nova Iorque, onde se casaram no ano seguinte. Durante os anos de guerra, suas pinturas se tornaram cada vez mais coloridas e detalhadas. Ernst usou a técnica da “decalcomania”, que colocava a tinta em superfícies como vidro ou metal e em seguida pressionava sobre um apoio de tela ou de papel. A partir daí, as formas na impressão resultante eram desenvolvidas criativamente, como nas telas: “Europe After The Raim” (1942) e “The Eye of Silence” (1943).

Nessa época, Ernst começou a trabalhar com escultura, criando moldes de bronze. Em 1946, separado de Peggy, casa-se com a americana Dorothea Tanning. Nesse mesmo ano ganha a cidadania americana. Em 1953 retorna para a França e em 1954, ganha o Prêmio da Bienal de Veneza. Em 1958 torna-se cidadão francês. Suas obras que desafiaram convenções materiais e de composições passaram a ocupar os melhores museus de arte em todo o mundo.

Max Ernst faleceu em Paris, França, no dia de abril de 1976.

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Última atualização: 12/01/2018

Por Dilva Frazão
Possui bacharel em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.