Albert Einstein

Físico alemão
Por Dilva Frazão
Biblioteconomista e professora

Biografia de Albert Einstein

Albert Einstein (1879-1955) foi um físico e matemático alemão. Entrou para o rol dos maiores gênios da humanidade ao desenvolver a Teoria da Relatividade.

Estabeleceu a relação entre massa e energia e formulou a equação que se tornou a mais famosa do mundo: E = mc². Recebeu o Prêmio Nobel de Física, por suas descobertas sobre a lei dos efeitos fotoelétricos.

Infância e Formação

Albert Einstein nasceu em Ulm, na Alemanha, no dia 14 de março de 1879. Filho de um pequeno industrial judeu, em 1880 mudou-se com a família para a cidade de Munique.

Com seis anos de idade, incentivado pela mãe, começou a estudar violino. Logo cedo se destacou no estudo da física, matemática e filosofia. Depois do ensino secundário em Ulm, ingressou no Instituto Politécnico de Zurique, na Suíça, onde em 1900 concluiu a graduação em Física.

Em 1901 escreveu seu primeiro artigo científico "A Investigação do Estado do Éter em Campo Magnético". Em fevereiro deste mesmo ano recebeu a cidadania suíça. Aceitou um lugar no departamento de patentes em Berna. Em 6 de janeiro de 1903 casou-se com Mileva Maric, com quem teve três filhos.

Ensaios científicos

Em 1905, ano em que concluiu o doutorado, Einstein publicou quatro ensaios científicos, cada um deles com uma grande descoberta no campo da física:

  • No primeiro, fez uma análise teórica do movimento browniano, produzido pelo choque das partículas de um líquido sobre corpos microscópicos nele introduzidos.
  • No segundo, formulou uma nova teoria da luz, com o importante conceito de fóton, baseando-se na teoria quântica proposta em 1900 pelo físico Max Planck.
  • No terceiro, expôs a formulação inicial da teoria da relatividade.
  • No quarto trabalho, propôs uma fórmula para a equivalência entre a massa e energia, a célebre equação algébrica: (E = mc²). Isso quer dizer que a energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado.

Teoria da Relatividade

Em 25 de novembro de 1915, ele subiu ao palco da Academia de Ciências da Prússia e declarou ter concluído sua exaustiva pesquisa de uma década em busca de um entendimento novo e mais profundo da gravidade. A Teoria da Relatividade Geral, afirmou Einstein, estava pronta.

No ensaio dedicado à relatividade intitulado “Movimento Eletrodinâmico dos Corpos”, Einstein afirma que espaço e tempo são valores relativos e não absolutos, ao contrário do que se acreditava até então.

Afirma ele que a velocidade máxima do universo é a da luz e acrescenta: “Para o corpo que se deslocasse a essa velocidade, o tempo sofreria uma dilatação, ao mesmo tempo em que se registraria uma contração do espaço.

Dessa forma, o corpo que permanecesse em repouso envelheceria em relação ao outro corpo, em movimento.

A nova e radical visão das interações entre o espaço, o tempo, a matéria, a energia e a gravidade foi um feito reconhecido como uma das maiores conquistas intelectuais da humanidade.

Prêmio Nobel de Física

Em 1919, Einstein tornou-se conhecido em todo o mundo, depois que sua teoria foi comprovada em experiência realizada durante um eclipse solar. Em 1921, Albert Einstein foi agraciado com o “Prêmio Nobel de Física” por suas contribuições à física teórica e, especialmente por sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico.

No dia 10 de novembro de 1922, durante a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel de Física, Einstein estava no Japão e não pode recebe-lo pessoalmente. Foi representado, na cerimônia de entrega, pelo embaixador alemão na Suécia.

Visita ao Brasil

Albert Einstein começou a viajar pelo mundo para expor suas teorias físicas e também para debater problemas como o racismo e a paz mundial. No dia 4 de maio de 1925 chegou ao Rio de Janeiro, então capital do Brasil, sendo recebido pelo presidente Artur Bernardes.

Entre outros compromissos, visitou o Jardim Botânico, o Observatório Nacional, o Museu Nacional e o Instituto Oswaldo Cruz. Em 1932 partiu de Berlim para uma visita a Califórnia, pois sabia que em breve o nazismo controlaria toda a Alemanha.

Últimos anos e o pacifismo

Em 1933, Albert Einstein renunciou seus cargos na Alemanha, onde os nazistas já estavam no poder e exilou-se nos Estados Unidos. Passou a lecionar no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, do qual se tornaria diretor.

Em 1939, preocupado com o desenvolvimento de armas nucleares, o cientista escreveu uma carta para o presidente Franklin Roosevelt sobre o perigo de a Alemanha ter se adiantado na descoberta das possibilidades da energia nuclear. Logo depois, o chefe de estado americano começou o projeto Manhattan. Em 1940, Einstein recebeu cidadania americana.

Seis anos depois, em 6 de agosto de 1945, uma bomba atômica foi lançada sobre a cidade japonesa de Hiroshima, quando devastou seiscentos quarteirões. Alguns dias depois outra bomba foi lançada sobre a cidade de Nagasaki.

Após a Segunda Guerra Mundial, Einstein uniu-se a outros cientistas que lutavam para evitar nova utilização da bomba. Estabeleceu uma organização mundial de controle sobre as armas atômicas.  

Albert Einstein faleceu em Princeton, Estados Unidos, no dia 18 de abril de 1955.

Teoria da Felicidade

Em novembro de 1922, Albert Einstein estava em uma turnê no Japão, realizando conferências e instalado no Hotel Imperial em Tóquio, ao invés de dar uma gorjeta ao carregador de malas, o cientista entregou-lhe duas notas manuscritas explicando como alcançar a felicidade e entregou ao carregador.

Uma nota escrita em papel timbrado do hotel diz: “Uma vida simples e tranquila traz mais alegria que a busca pelo sucesso em uma inquietação constante”. A outra nota, escrita em folha simples, diz: “Onde há um desejo, há um caminho”.

As folhas manuscritas, nas quais Albert Einstein explica como alcançar uma vida feliz, que estavam em poder de um parente do carregador do hotel, foram leiloadas no dia 24 de outubro de 2017, na casa de leilões Winner, por 1,56 milhão de dólares.

Frases de Albert Einstein

  • “A única finalidade da educação deve consistir em preparar indivíduos que pensem e ajam como indivíduos – independentes e livres”.
  • “Se minha teoria da relatividade revelar-se correta, a Alemanha afirmará que sou alemão, enquanto a França declarará que sou cidadão do mundo. Mas se minha teoria fracassar, a França lembrará que sou alemão, e a Alemanha recordará que sou judeu.”
  • “O grande problema da humanidade não está no domínio da Ciência, mas no domínio dos corações e das mentes humanas.”
  • “A vida é um ininterrupto vir a ser, jamais um ser puro e causal.”  
Dilva Frazão
É bacharel em Biblioteconomia pela UFPE e professora do ensino fundamental.
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