Todos os anos no dia 22 de agosto comemoramos o Dia do Folclore, sabia? Lembra da data anotada no calendário da escola?

Essa é a ocasião perfeita para celebrar a nossa identidade social e valorizar aquilo que a nossa cultura tem de melhor. Já parou para pensar como as preciosas histórias vão sendo transmitidas de geração em geração e chegam até nós nos dias de hoje?

Vamos relembrar aqui as biografias dos seis maiores folcloristas brasileiros.

1. Mário de Andrade (1893-1945)

Mario de Andrade

Um dos maiores nomes do modernismo, Mário de Andrade sempre foi um apaixonado pela cultura brasileira. Crítico de arte, escritor, jornalista, músico, Mário de Andrade atuou em diversas frentes sempre tentando apresentar o Brasil para os brasileiros.

Esse senhor de óculos redondos foi um dos grandes nomes do Modernismo (da primeira fase) e participou ativamente da Semana de Arte Moderna em 1922. Seu maior sucesso, o romance Macunaíma (1928), foi um sucesso de público e crítica e acabou por ser adaptado para o cinema.

Suas mais variadas obras partiam de uma pesquisa profunda do folclore nacional e procuravam integrar o brasileiro à sua terra, instigando a curiosidade e sublinhamos o que temos de particular. 

Conheça a biografia completa de Mário de Andrade.

2. Florestan Fernandes (1920-1995)

Florestan Fernandes

O intelectual Florestan Fernandes se desdobrou em muitos papéis diferentes: foi professor universitário, escritor, sociólogo e deputado (eleito pelo PT). 

Em todas essas facetas via-se o seu entusiasmo pelo Brasil e a sua vontade de conhecer a nossa história e a nossa cultura. Florestan teve um início de vida duro, nasceu no berço de uma família pobre e desde muito cedo precisou trabalhar. Foi engraxate, copeiro e chegou a ser auxiliar de uma barbearia.

Apesar das dificuldades entrou para a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e aos 21 anos virou assistente do professor. Dez anos mais tarde conseguiu concluir o doutorado com a tese A função social da guerra na sociedade tupinambá (só pelo título já é possível dá para notar o seu interesse nas nossas origens, né?). 

Uma curiosidade: sabia que Florestan chegou a ser professor do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?

Saiba mais sobre a biografia dessa figura multifacetada: Florestan Fernandes.

3. Câmara Cascudo (1898-1986)

Câmara Cascudo

Certamente esse nome já cruzou o seu caminho alguma vez. Luís da Câmara Cascudo foi provavelmente o maior pesquisador da cultura brasileira. 

Nascido em Natal, Câmara Cascudo era filho de coronel e cresceu em uma chácara rodeado por intelectuais. Aos 19 anos começou a trabalhar como jornalista, aos 26 entrou para o curso de Direito e, alguns anos mais tarde, veio a ser correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB).

O sujeito era tão fascinado pela nossa cultura que em 1941 fundou a Sociedade Brasileira de Folclore. Dois anos mais tarde, foi convidado para redigir o Dicionário do Folclore Brasileiro, publicado em 1954. Durante anos Câmara Cascudo deu aulas, organizou livros e redigiu textos especialmente voltados para os mitos folclóricos brasileiros. 

Gostou de saber um pouquinho sobre a vida do folclorista? Então descubra mais lendo a biografia completa de Luís da Câmara Cascudo.

4. Pedro Teixeira (1915-2010)

Pedro Teixeira

O professor Pedro Teixeira gostava mesmo era de lecionar línguas e folclore, reza a lenda. Ele trabalhou em alguns estabelecimentos de ensino diferentes e ajudou a inaugurar uma série de escolas.

Sempre que podia, o intelectual organizava com parceiros eventos folclóricos para celebrar a nossa cultura. Graças a essa sua paixão, Pedro foi convidado para proferir uma série de palestras no Brasil e no exterior. Foi graças a ele que muitas das nossas lendas ficaram conhecidas no estrangeiro.

Em 1977, fundou o Núcleo Folclórico Beatriz Vasconcelos, que ajudou a divulgar a nossa cultura popular.

Entre as suas obras mais famosas estão Folclore: música, dança e torneio (1978) e Andanças pelo Folclore (1998).

5. Inezita Barroso (1925-2015)

Inezita barroso

Ignez Magdalena Aranha de Lima, para os íntimos só Inezita Barroso, foi das maiores cantoras sertanejas do Brasil. Ela começou a atuar na década de 40 e, apesar de ter nascido na capital de São Paulo, desde o princípio da carreira demonstrava ter profundo orgulho da cultura caipira. 

Inezita foi uma das responsáveis por divulgar o trabalho de Mário de Andrade ao ler as suas obras folclóricas na Rádio Clube do Recife. 

Fã de música, organizou uma série de recitais e saraus, sempre promovendo a música genuinamente brasileira. Inezita foi também professora da disciplina de folclore na Universidade de Mogi das Cruzes e na Faculdade Capital. 

Durante nove anos - entre 1990 e 1999 - esteve a frente do programa Estrela da Manhã, na Rádio Cultura AM. O seu programa de televisão Viola, Minha Viola, ficou no ar por quase 35 anos divulgando especialmente as canções do interior.

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