O movimento pop art surgiu no Reino Unido e nos Estados Unidos durante a década de 1930. O apogeu dos artistas, no entanto, se deu no final dos anos 50 e 60.

Quem não se lembra da colorida Marilyn Monroe? E das latas de Campbell Soup? As imagens criadas por esses gênios das artes plásticas entraram no imaginário coletivo e se reproduziram rapidamente ao longo do globo servindo de influência para toda uma nova geração de artistas.

Conheça agora as biografias dos maiores nomes da pop art! 

1. Andy Warhol (1928-1987)

Andy Warhol e Untitled from Marilyn Monroe
Andy Warhol e Untitled (Marilyn Monroe)

Esse foi o cara da arte pop, responsável pelas imagens divertidas de Marilyn, pelas reproduções das latas de Campbell Soup, pela ilustração da famosa banana amarela. Nascido na Pensilvânia, filho de imigrantes tchecos, Andy desde sempre se interessou pelo universo da arte.

Formado pelo Carnegie Institute of Technology (1949), o jovem queria virar um ilustrador comercial e, por isso, se mudou para Nova Iorque. Além de ilustrar, também fazia esculturas, anúncios publicitários e displays para vitrines e lojas.

Andy era também um entusiasta do cinema e criou uma série de filmes underground. Além de tudo isso, o artista foi produtor de uma banda musical.

Usando a técnica da serigrafia, o criador fez uma série de reproduções de artistas famosos como Elvis Presley, Che Guevara e a mais consagrada de todas: Marilyn Monroe. 

Já bastante reconhecido, Warhol ganhou diversos prêmios e teve alguns trabalhos expostos no MOMA (Museum of Modern Art - Nova Iorque).

 Saiba cada detalhe da trajetória curiosa de Andy Warhol.

2. Roy Lichtenstein (1923-1997) 

Roy Lichtenstein e Masterpiece
Roy Lichtenstein e Masterpiece

E as obras feitas a partir de histórias em quadrinhos, quem não se lembra? As telas enormes e bem humoradas foram o meio escolhido por Roy Lichtenstein para cativar o grande público.

Nascido em Nova Iorque, frequentou a Art Students League e a Escola de Belas Artes da Ohio State University, em Columbus. A vida de Roy parou quando ele foi recrutado para o exército, mas depois de ter saído do conflito, o criador de mãos cheias voltou para o universo das artes, tendo se estabelecido na França.

De volta à Nova Iorque, além de se dedicar à criação, Roy foi decorador, designer e professor de arte. Sua primeira obra pop foi The Dollar Bill, uma litografia criada em 1956. Depois dela, outras criações o consagraram como Look Mickey (1961) e Crying Girl (1964).

Reconhecido em vida, Roy foi profundamente celebrado e assistiu o seu trabalho ser exposto em uma série de galerias na América e na Europa. 

Conheça a vida pessoal e profissional de Roy Lichtenstein.

3. Jasper Johns (1930)

Jasper Johns e Flag
Jasper Johns e Flag

Pintor, gravurista e escultor, esse é Jasper Johns, o artista que ficou famoso especialmente pelas representações que fez da bandeira norte-americana. Desde menino, Johns sabia que queria seguir a carreira artística e mudou para Nova Iorque para galgar o seu grande sonho. 

Considerado pelo New York Times como o artista vivo mais importante dos Estados Unidos, Jasper recebeu a Medalha Nacional de Artes em 1990 e a Medalha Presidencial da Liberdade, em 2011. Até hoje, as suas obras que vão a leilão, batem recordes de venda.

O trabalho do artista norte-americano começou a despontar na década de 50 e Jasper logo ficou conhecido pelo seu estilo único, marcado especialmente pelas criações de mapas e bandeiras que foram consideradas inovadoras e, ao mesmo tempo, polêmicas no seu tempo. 

4. Richard Hamilton (1922-2011)

Richard e O que torna as casas de hoje tão diferentes, tão atraentes?
Richard e O que torna as casas de hoje tão diferentes, tão atraentes?

Tido por muitos como o pai da pop art, o britânico Richard parece que sempre soube o que queria fazer da vida. Já aos doze anos, começou a frequentar aulas noturnas de pintura no LCC Centre, em Londres. De lá, seguiu para a Westminster School of Art e para a St Martin's School of Art. 

Foi desenhista profissional, embora também se interessasse por música, literatura e gastronomia. Durante a carreira, atuou muito com desenho técnico, especialmente na área da engenharia.

Seu trabalho ficou muito conhecido pelo pioneirismo, uma vez que Richard usava colagens para parodiar a cultura contemporânea dos anos 50 e 60. O artista participou de um famoso movimento de artistas formado em 1952 em Londres chamado Independent Grup (IG).

Um dado curioso: sabia que Richard Hamilton foi o responsável pela capa do White Álbum (1968), dos Beatles? Uma das suas colagens mais famosas, apresentada na exposição This is tomorrow (1966), é a imagem acima nomeada O que torna as casas de hoje tão diferentes, tão atraentes?

5. Yayoi Kusama (1929)

Yayoi Kusama e Abóbora.
Yayoi Kusama e Abóbora

Como pensar em Yayoi Kusama e não lembrar imediatamente dos seus pontinhos infinitos? A artista contemporânea viva com maior público (suas exposições são famosas pelas filas intermináveis) vive há mais de quarenta anos em um hospital psiquiátrico, onde se internou voluntariamente em 1975. 

Desde muito cedo, Yayoi se interessava por arte e também remonta dessa época as alucinações que começou a sentir. Lutando contra o conservadorismo, Yayoi decidiu sair da cidade de Matsumoto (Japão), para seguir rumo à América, onde pretendia viver das suas criações. Em Nova Iorque, a artista foi muito falada durante os anos 60. 

Seus trabalhos consistem em pinturas, esculturas, colagens, instalações e performances, sempre utilizando padrões. Desde 2011, ela é colaboradora de estampas para a Louis Vitton, a convite de Marc Jacobs. A criadora japonesa também escreve poemas e romances.

Seus trabalhos fazem sucesso mundo afora e já há em Tóquio um museu com o seu nome.

Conheça a curiosa história de vida de Yayoi Kusama.

6. Romero Britto (1963)

Romero Britto e Garrafa de Vinho e Taça.
Romero Britto e Garrafa de Vinho e Taça

O único brasileiro da lista é o responsável pelas telas coloridas e cheias de vida que saíram de Pernambuco para conquistarem o mundo. Radicado há muitos anos em Miami, nos Estados Unidos, ele é o pintor brasileiro vivo mais bem sucedido fora do país.

A infância no nordeste foi marcada pela curiosidade e Romero gostava de usar todos os objetos que tinha ao redor para criar. Muito influenciado pela arte do grafite, o criador foi treinando até encontrar o seu próprio estilo.

Apesar de ter ingressado no curso de Direito na Universidade Católica de Pernambuco, Romero logo percebeu que não gostaria de advogar e embarcou rumo à América, onde investiu pesado na carreira artística.

Suas telas, marcadas pelas estética cubista e pelas cores vibrantes, conquistaram os americanos. As obras de Romero, atualmente podem ser encontradas em galerias do mundo inteiro.

Casado com a americana Cheryl Ann Britto, o casal tem um filho.

Quer conhecer mais a história do artista? Então descubra a biografia de Romero Britto.

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