Dizem por aí que o Brasil é o país do samba... concorde ou discorde da afirmação, a verdade é que temos o privilégio de ter várias pérolas talentosas dedicadas ao ritmo. 

Confira agora quem são os oito maiores sambistas de todos os tempos!

1. Arlindo Cruz (1958)

Arlindo Cruz

Arlindo Domingos da Cruz Filho, para os íntimos apenas Arlindo Cruz, é um nome incontornável no universo do samba. Ele começou a carreira na década de 70 criando o grupo Fundo de Quintal. Por lá ficou durante 12 anos, até decidir arrancar para a carreira solo.

O cantor, compositor e instrumentista era filho de um músico amador e tinha um irmão (Acyr Marques Cruz), que também era sambista. É, parece que a música estava mesmo no sangue da família!

Entusiasta de carnaval, Arlindo integrou a ala de compositores da escola de samba carioca Império Serrano e também ajudou a criar o famoso bloco carnavalesco Cacique de Ramos.

Como compositor de samba criou mais de 500 músicas que foram gravadas não só por ele como também por uma série de parceiros.

Leia a biografia completa de Arlindo Cruz

2. Zeca Pagodinho (1959)

Zeca Pagodinho

Sempre com o seu copinho de cerveja ao lado, provavelmente é essa a imagem que você tem na memória de Zeca Pagodinho. 

O boêmio começou a carreira no subúrbio carioca, cantando principalmente nos arredores de onde morava (Irajá e Del Castilho). Sua primeira gravação aconteceu em 1983, a música Camarão que dorme a onda leva foi um samba escrito em parceria com o camarada número 1 dessa lista: Arlindo Cruz. 

Sua carreira seguiu num crescente tendo Zeca surfado a onda com vários sucessos como Deixa a Vida Me Levar, Faixa amarela e Quando a gira girou

É um fã do cantor? Então confira a biografia completa de Zeca Pagodinho.

3. Beth Carvalho (1946-2019)

Beth Carvalho

Nascida na Gamboa, Beth Carvalho veio ao mundo no berço de uma família apaixonada por música. Dona Ressú, avó de Beth, já ensaiava bandolim e violão. 

Como havia sido mordida pelo bichinho da música, Beth se matriculou na Escola Nacional de Música. Em 1965 fez a sua primeira gravação e, no ano a seguir, teve o privilégio de se apresentar ao lado de Nelson Sargento e Noca da Portela no show A Hora e a Vez do Samba.

Cheia de energia, a cantora participou de uma série de festivais de música durante os anos 60 e 70. Lembra-se do clássico Andança? Então, ela gravou. Mas não foi só esse, ela também gravou outras pérolas como Coisinha do PaiAs Rosas Não Falam1.800 Colinas.

Dê uma espiada na biografia completa de Beth Carvalho.

4. Paulinho da Viola (1942)

Paulinho da Viola

Paulo César Batista de Faria, o Paulinho da Viola, é filho de Benedito César Ramos de Faria, violonista e membro da primeira formação do grupo de choro Época de Ouro. Não por acaso Paulinho teve o privilégio de conviver, quando ainda era criança, com grandes nomes da música como Jacob do Bandolim e Pixinguinha.

Amante do samba, começou a aprender violão sozinho. Boêmio, ia para as festas em Vila Valqueire (interior do Rio). Seu primeiro samba foi Pode ser ilusão, composto em 1962. Completamente imerso no meio, formou o bloco Foliões da Rua Amélia Franco e começou a participar da escola de samba União de Jacarepaguá. Mais tarde migrou para a Portela.

O artista se formou em contabilidade, mas em 1965 jogou tudo para o alto para se dedicar ao seu grande amor, a música. De lá para cá Paulinho continua perseguindo a sua grande paixão tendo gravado discos e fazendo apresentações.

Saiba mais sobre a trajetória de Paulinho da Viola.

5. Cartola (1908-1980)

Cartola

Nascido em Laranjeiras, zona sul carioca, Cartola se mudou para o Morro da Mangueira, onde tomou contato com a boêmia. Foi lá que conheceu as famosas rodas de samba e começou a tocar violão e cavaquinho.

O nome artístico adotado se deu porque desde a adolescência o rapaz tinha por hábito usar um chapéu. Com 15 anos teve que se orientar na vida e trabalhou como pedreiro e tipógrafo. 

Amante do samba, foi um dos fundadores da escola Estação Primeira de Mangueira. Aliás, ele é o autor do primeiro samba da escola (Chega de demanda).

Era no morro que Cartola vivia e fazia as suas músicas, ele é o criador de clássicos como O mundo é um moinho e As rosas não falam.

Quer saber mais sobre o sambista? Então siga para a biografia completa de Cartola.

6. Jorge Aragão (1949)

Jorge Aragão

Cantor, sambista, instrumentista, compositor e autor de clássicos cantados pelos grandes nomes do samba, esse é Jorge Aragão.

O rapaz que nasceu em Padre Miguel (subúrbio do Rio de Janeiro) aprendeu a tocar violão sozinho quando tinha 10 anos. Depois vieram o cavaquinho e a guitarra. Apaixonado por música, ele chegou a ser corneteiro da Aeronáutica!

Jorge Aragão participou também do grupo Fundo de Quintal e gravou o primeiro LP do grupo, mas logo depois resolveu seguir carreira solo. 

Esse moço gosta tanto de samba que não tinha como não se meter com carnaval: Aragão integrou a ala dos compositores do bloco Cacique de Ramos e foi o autor da vinheta para o carnaval da Globeleza. 

Conheça a história de vida de Jorge Aragão.

7. Pixinguinha (1897-1973)

pixinguinha

"Meu coração, não sei por quê / Bate feliz quando te vê /  E os meus olhos ficam sorrindo / E pelas ruas vão te seguindo"... Já começou a cantar junto, aposto! Pixinguinha é autor desse e de uma série de outros clássicos do choro brasileiro.

Sua primeira composição nasceu quando tinha apenas 13 anos. Pixinguinha era filho de flautista e já nessa primeira criação - chamada Lata de leite - dava para se ver o seu talento nato.

Com 15 anos virou músico da orquestra do Teatro Rio Branco. Em 1917 e 1918 lançou discos com canções famosas como Sofre e Rosa. Seu sucesso conquistou o Brasil e transcendeu fronteiras, tanto que Pixinguinha chegou a tocar em Paris e na Argentina. 

Desvende o percurso de Pixinguinha.

8. Noel Rosa (1910-1937)

Noel Rosa

Noel Rosa viveu poucos anos, mas em compensação deixou um vasto legado com mais de 300 músicas. Conhece Com que roupa? E Fita amarela? Que tal Conversa de botequim? Pois é, são todas de autoria dele.

Nascido no bairro de Vila Isabel, Noel Medeiros Rosa era filho de um comerciante com uma professora. Na escola começou a tocar bandolim e logo depois passou para o violão. 

Quando acabou o ensino médio, Noel entrou para a faculdade de Medicina, mas abandonou o curso dois anos depois para seguir com a música e com o seu estilo de vida boêmio.

Famoso nas rádios, com a agenda repleta de shows, aproveitando a companhia dos amigos, Noel viveu uma vida plena e rica. A pena é que tenha acabado tão cedo - o artista teve uma tuberculose e faleceu quando tinha apenas 27 anos.

Conheça mais a fundo o interessante percurso de Noel Rosa.

Se é um entusiasta incondicional de samba aposto que também vai gostar de ler: