Paulinho da Viola

Cantor e compositor brasileiro

Biografia de Paulinho da Viola

Paulinho da Viola (1942) é um cantor, compositor e violonista brasileiro, um dos mais importantes representantes do samba e da Musica Popular Brasileira.

Paulinho da Viola (1942), nome artístico de Paulo César Batista de Faria, nasceu no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, no dia 12 de setembro de 1942. Filho de Benedito César Ramos de Faria, violonista e integrante da primeira formação do grupo de choro Época de Ouro, desde pequeno conviveu com grandes nomes do choro, como Pixinguinha e Jacob do Bandolim.

Ainda jovem, observando o pai tocando, decidiu que iria tocar o mesmo instrumento, mas seu pai não gostou da ideia e dizia que o filho teria que ser doutor (mais tarde ele contaria essa história no samba Catorze anos). Enquanto estudava no colégio Joaquim Nabuco, Paulinho tentava aprender a tocar violão por conta própria. Depois teve como professor Zé Maria, amigo de seu pai.

Paulinho passava os fins de semana na casa de uma tia, em Vila Valqueire, onde começou a frequentar as noitadas no bairro. Com um grupo de amigos formou o bloco Foliões da Rua Amélia Franco. Em 1959, conheceu o violonista Chico Soares, o Canhoto da Paraíba e passou a estudar com mais entusiasmo. Nessa época, entrou pela primeira vez em uma escola de samba, a União de Jacarepaguá, onde passou a ter contato com grandes sambistas e compôs seu primeiro samba para a escola, “Pode Ser Ilusão” (1962), mas nunca chegou a ser gravado.

Em 1963, foi convidado para mudar de escola, por Oscar Bigode, diretor da bateria da Portela, e primo de Paulinho. O primeiro encontro de Paulinho com a ala de compositores da Portela se deu no Bar do Nozinho, quando mostrou a música “Recado”, um samba do qual só havia feito a primeira parte. Naquele momento, junto com Casquinha, fez a segunda parte e Paulinho estava aprovado como compositor, e ganhara seu primeiro parceiro.

Começou a se enturmar na Portela, mas continuou seus estudos e concluiu o curso de técnico em contabilidade. Trabalhava em um banco e a noite saía para as noitadas de samba. Ao conhecer o poeta Hermínio Bello de Carvalho e colocar música em seus versos, foi levado para participar dos shows no recém-inaugurado na Rua da Carioca, o Zicartola, de Cartola e Zica, sua mulher, que virou um reduto do samba e do chorinho.

Em 1964 passou a se dedicar exclusivamente à música. Em 1965 participou do musical “Rosa de Ouro”, que foi apresentado no Rio, em São Paulo e na Bahia, que resultou na gravação do disco, “Roda de Samba”. Em 1965, as músicas de Paulinho: “Coração Vulgar”, “Conversa de Malandro” e “Jurar com Lágrimas”, já apareciam no conjunto A Voz do Morro, formado por diversos integrantes, entre eles, Zé Kéti e Oscar Bigode.

Em 1968, Paulinho lançou seu primeiro disco solo. Participa de festivais e classifica suas músicas. Em 1970 grava seu segundo disco, que lançou a música “Foi Um Rio Que Passou em Minha Vida”, sucesso do carnaval da Portela, que se tornou um clássico de seu repertório. Em 1974, Paulinho tentou preservar o choro, com o show “Sarau”, apresentado no Teatro da Lagoa, em homenagem a Jacob do Bandolim.

Entre os sucessos do cantor, destacam-se: “Sei Lá, Mangueira”, “Dança da Solidão”, “Jurar Com Lágrimas”, “Guardei Minha Viola”, “Argumento”, “Amor à Natureza”, “Perdoa”, “Sentimento Perdido” e “Coração Leviano”. Em 2003, Paulinho lançou o documentário “Meu Tempo é Hoje”, que conta a rotina do artista e mostra os encontros musicais com a Velha Guarda da Portela, Marina Lima, Elton Medeiros, Zeca Pagodinho e Marisa Monte. Em 2017, Paulinho da Viola recebe Marisa Monte para um show nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

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Última atualização: 06/05/2017