26 personalidades negras que fizeram a diferença no Brasil

Rebeca Fuks
Rebeca Fuks
Doutora em Estudos da Cultura

Personalidades na política, na música, nas artes, na literatura e no ativismo, muitas foram as pessoas negras que lutaram pela inserção social do povo negro no Brasil.

Assim, reunimos uma lista de grandes mulheres e homens de várias gerações, que ajudaram de forma significativa na diminuição da desigualdade racial no nosso país.

1. Zumbi dos Palmares (1655-1695)

Zumbi

Uma das personalidades mais importante da nossa história é o líder da resistência negra Zumbi dos Palmares, que nasceu no Quilombo dos Palmares (região de Alagoas). 

No Quilombo, que foi um verdadeiro centro de luta contra a escravidão, chegaram a viver cerca de trinta mil pessoas, homens e mulheres escravizadas que escaparam dos seus senhores e outras pessoas marginalizadas na sociedade colonial.

Durante aproximadamente dezoito anos, Zumbi defendeu o Quilombo contra capitães do mato e governantes que queriam destruir a comunidade.

A morte de Zumbi foi trágica: denunciado por um dos companheiros, foi capturado, morto e degolado. Sua cabeça ficou exposta em praça pública para desencorajar outros escravizados e escravizadas de se rebelarem.

O Dia da Consciência Negra (22 de novembro) - dia do assassinato brutal de Zumbi - é uma importante data que relembra e fortalece a luta e a força do povo negro no Brasil.

Descubra a biografia completa de Zumbi dos Palmares.

2. Machado de Assis (1839-1908)

Machado de Assis

Considerado por muitos como o maior escritor brasileiro de todos os tempos, Joaquim Maria Machado de Assis teve uma origem difícil e, embora sua negritude tenha sido negada por muito tempo, hoje finalmente é reconhecido como um homem negro.

Nascido no berço de uma família pobre carioca, o futuro grande escritor precisou trabalhar cedo e foi um autodidata. Um dos seus primeiros empregos foi como aprendiz de tipógrafo. Depois de publicar o seu primeiro conto - aos 16 anos - não parou mais de escrever, tendo criado romances, crônicas, poemas e textos dos mais variados gêneros.

Atuando também como tradutor e jornalista, Machado deixou um legado ímpar na nossa literatura. Ativista, o intelectual foi ainda o fundador (e primeiro presidente) da Academia Brasileira de Letras.

Conheça a trajetória de Machado de Assis.

3. Luís Gama (1830-1882)

Luís Gama retrato

Um dos patronos da abolição da escravidão no Brasil é o advogado e escritor Luís Gama.

Nascido em 1830 em Salvador (BA), Luís era filho da negra liberta Luísa Mahin (outra figura importantíssima na luta pela libertação) e de um aristocrata português.

Aos dez anos, o pai o vendeu como escravizado, o que o levou a viver em São Paulo. Com esforço, Luís aprendeu a ler e escrever e pagou pela sua alforria.

Ele ainda estudou direito por conta própria, já que não foi aceito na Universidade por ser negro. Tornou-se um intelectual e atuou intensamente pela libertação do povo negro.

Gama publicou poemas abolicionistas e escreveu para jornais. Como advogado, mesmo sem diploma, trabalhou pela alforria de negros e negras, salvando mais de 500 pessoas do cativeiro.

Só foi reconhecido como advogado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em 2015, após mais de130 anos de sua morte.

4. Maria Firmino dos Reis (1825-1917)

Maria Firmino

A primeira romancista brasileira nasceu em São Luís do Maranhão, da união de pai negro e mãe branca. 

Criada por uma tia, teve acesso à educação formal e quando tinha 25 anos passou num concurso e se tornou professora primária.

Aos 34 anos publicou a sua primeira obra, chamada Úrsula (1859). Esse foi o primeiro romance lançado por uma mulher no nosso país e teve a particularidade de ser também o primeiro livro antiescravagista publicado em solo brasileiro. 

Além desse romance, lançou uma série de contos e um livro de poemas. 

5. Mãe Menininha do Gantois (1894-1986)

Mãe Menininha

Nascida em Salvador, descendente direta de escravizados libertos, Mãe Menininha assumiu o Terreiro do Gantois aos 28 anos. Os seus antepassados fundaram o primeiro terreno Nagô do Brasil, em 1849.

Maria Júlia da Conceição Nazareth foi a primeira mãe-de-santo que ganhou fama no nosso país e era a avó de Mãe Menininha.

Mãe Menininha foi fundamental na luta pela aceitação e divulgação do candomblé no Brasil e convidou brancos e católicos para conhecerem o terreiro. 

A religiosa ajudou na queda da Lei de Jogos e Costumes (de 1930), que proibia rituais depois das 22 horas.

6. Milton Santos (1926-2001)

Milton Santos

O maior geógrafo do Brasil ficou conhecido internacionalmente e chegou a dar aulas em uma série de universidades estrangeiras.

Milton Santos nasceu na Bahia e, como era filho de professores, começou a dar aulas desde cedo, ainda com 13 anos. Depois de se formar em direito, fez doutorado na área que sempre despertou a sua paixão: a geografia.

Durante a ditadura militar foi perseguido no Brasil e se exilou na França. Reconhecido pelo seu trabalho, Milton Santos recebeu o título de doutor honoris causa por mais de 20 instituições no Brasil e no exterior.

Ele foi também o único brasileiro a receber o prêmio Vautrin Lud (o Nobel da Geografia), em 1994.  

Saiba mais sobre o percurso de Milton Santos.

7. Carolina Maria de Jesus (1914-1977)

Carolina Maria de Jesus

Uma importante escritora brasileira, Carolina Maria de Jesus foi autora de uma das grandes obras da nossa literatura: Quarto de Despejo: diário de uma favelada.

Com uma história de vida difícil, Carolina nasceu no interior de Minas Gerais, era neta de escravizados e filha de uma lavadeira analfabeta. 

A família, numerosa (Carolina tinha sete irmãos), passou muita necessidade. A jovem só pode estudar porque teve a ajuda de uma das patroas da mãe. Quando se mudou com a família para São Paulo, Carolina trabalhou como lavradora, empregada doméstica, faxineira e catadora de papel. 

Com três filhos, ela foi mãe solo e passou por momentos dramáticos vivendo na favela do Canindé. Nas horas livres, Carolina escrevia e, em 1941, teve um poema publicado no jornal Folha da Manhã. Um dos repórteres descobriu o seu talento e a ajudou a publicar o seu diário anos mais tarde.

Lançado em 1960, o livro autobiográfico fez tanto sucesso de público como de crítica, sendo publicado em muitos países e traduzido em 13 idiomas.

Conheça o percurso de Carolina Maria de Jesus.

8. Pixinguinha (1897-1973)

Pixinguinha

Mestre do choro, o carioca Alfredo da Rocha Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha, foi um músico extraordinário. É dele a música Carinhoso, que permanece no imaginário do brasileiro até os dias de hoje.

Filho de um flautista, começou a compor com apenas treze anos. Aos quinze já era membro da orquestra do Teatro Rio Branco. Pixinguinha tocava flauta, cavaquinho, saxofone e uma série de instrumentos.

Além de ter feito sucesso no Brasil, o músico fez uma série de turnês no exterior.

Se quiser saber mais sobre a história do artista vá para a biografia Pixinguinha.

9. Grande Otelo (1915-1993)

Grande Otelo Novo

O ator Grande Otelo foi um dos maiores das artes cênicas brasileira no século XX. Os seus trabalhos, especialmente com Oscarito, fizeram muito sucesso no cinema. 

Sebastião Bernardes de Souza Prata nasceu em Minas Gerais e começou a atuar em festas populares. Quando tinha sete anos participou de uma apresentação de circo e ganhou de vez o gosto pela atuação.

Depois de ter ficado órfão de pai se mudou para São Paulo e entrou na Companhia de Teatro  Mambembe. A partir de então não parou mais de trabalhar: atuou nas grandes estações de rádio e nos principais canais de televisão do país, além de ter protagonizado uma série de filmes, como o importante Macunaíma, em 1969.

Grande Otelo protagonizou um marco importante: os negros não podiam entrar pela porta da frente nos cassinos, o que só foi superado depois que Grande Otelo foi contratado para trabalhar como ator em um deles.

Desvende mais sobre a carreira de Grande Otelo.

10. João da Cruz e Sousa (1861-1898)

O poeta mais importante do simbolismo brasileiro nasceu filho de escravizados alforriados, e portanto, veio ao mundo já liberto. Adotado por um marechal e pela sua esposa, recebeu uma boa educação formal.

Em 1877 começou a publicar em jornais locais e desde cedo foi um personagem importante na campanha abolicionista. Escreveu durante muitos anos para o Jornal Tribuna Popular.

Negro, sofreu um enorme preconceito social. Em 1885 lançou a sua primeira obra literária e assumiu a direção do jornal O moleque

Ao longo da vida trabalhou como jornalista e arquivista. Em termos literários teve um papel importantíssimo porque rompeu com o parnasianismo e inaugurou o movimento simbolista no Brasil.

Conheça mais a biografia de Cruz e Sousa.

11. Aleijadinho (1738-1814)

Aleijadinho

Escultor, entalhador e arquiteto, Aleijadinho foi um dos maiores artistas do Brasil colonial. As suas obras podem ser admiradas até os dias de hoje nas cidades mineiras de Ouro Preto, Mariana, São João del Rei e arredores.

Filho bastardo de pai escultor e carpinteiro, Aleijadinho aprendeu o ofício em casa ao ver o pai trabalhando especialmente na madeira e com figuras religiosas. O seu pai, Manuel Francisco Lisboa, teve Aleijadinho da relação que manteve com a escravizada Isabel. 

Aleijadinho viveu durante o período de ouro do estado de Minas Gerais. 

Com muitas obras - principalmente religiosas - o seu trabalho como entalhador e projetista foi encomendado com bastante frequência. O estilo de Aleijadinho era principalmente o rococó e o barroco. 

Quer saber mais sobre o artista? Então consulte a biografia de Aleijadinho.

12. Elza Soares (1930)

Elza Soares

Conhecida pela voz rouca, Elza Soares é uma das maiores cantoras do Brasil.

A menina nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro e era filha de um operário com uma lavadeira. O pai, que cantava nas rodas de samba nos tempos livres, introduziu a menina no mundo da música. 

Elza Soares trabalhou como encaixotadora numa fábrica de sabão e se casou quando tinha apenas 12 anos. Ela fez o primeiro teste para a Rádio Tupi em 1953, no show de calouros do famoso Ary Barroso, e ficou em primeiro lugar. 

A cantora atuou na Orquestra Garam Bailes, na Rádio Vera Cruz, participou do Festival Nacional da Bossa Nova e foi representante do Brasil na copa do mundo do Chile. 

A BBC elegeu em 2000 Elza Soares como a melhor cantora do universo.

Aproveite para saber mais sobre a cantora consultando a biografia de Elza Soares.

13. Gilberto Gil (1942)

Gilberto Gil

Cantor, músico, instrumentista e ministro da cultura, Gilberto Gil foi importante de muitas formas para o Brasil.

A música entrou desde cedo na vida do artista - já com nove anos, Gil começou a estudar música na Academia Regina. Em 1963 conheceu outros jovens talentosos: Caetano Veloso, Maria Bethânia, Tom Zé e Gal Costa. Juntos com outros artistas criaram o Movimento Tropicalista.

Gilberto Gil participou dos históricos Festivais da Canção e foi um contestador dentro da sua geração.

Com a ditadura, em 1969, foi obrigado a se exilar e só retornou ao Brasil em 1972.

Na política, Gil trabalhou como vereador na Câmara Municipal de Salvador (1989-1992) e em 2003 foi nomeado para Ministro da Cultura (2003-2008).

Conheça a biografia completa Gilberto Gil.

14. Conceição Evaristo (1946)

Conceição Evaristo

A escritora e professora Conceição Evaristo é um dos maiores nomes da literatura brasileira contemporânea, sendo uma das grandes ativistas do movimento negro. 

As suas publicações vão desde poemas, ensaios e até mesmo ficção. De origem humilde, Conceição é filha de uma lavadeira e não teve contato com o pai, sendo criada pelo padrasto, que era pedreiro. 

A escritora começou a trabalhar como empregada doméstica aos oito anos de idade. Formada em Letras, Conceição fez Mestrado e Doutorado e deu aulas em escolas e na Universidade. Em 2018 ganhou o Prêmio de Literatura do Governo de Minas Gerais. 

15. Lélia Gonzales (1935-1994)

retrato em preto e branco de Lélia Gonzales sorrindo

Umas das maiores vozes femininas na luta pelos direitos do povo negro é a de Lélia Gonzales. A ativista e intelectual se dedicou aos estudos de gênero e raça no Brasil e se tonou uma grande referência no país para pensar sobre o lugar que a mulher negra ocupa na sociedade.

Nascida em Belo Horizonte (MG) em 1935, veio de uma família pobre e tinha muitos irmãos. Se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde trabalhou como empregada doméstica e babá. Conseguiu, com dificuldade, se formar em História e Filosofia na UFRJ.

Deu aulas em universidades e no ensino médio. Participou ativamente do movimento negro, em diversas organizações sociais, e contribuiu também com artigos em jornais e revistas.

16. Djamila Ribeiro (1980)

Djamila Ribeiro

Nascida em Santos, Djamila atua como jornalista, feminista e  é ativista do movimento negro e dos direitos humanos.

Com graduação e mestrado em filosofia política, Djamila herdou do pai a veia politizada e intelectual, que, apesar de ter pouco estudo, era um militante comunista e levava os três filhos desde pequenos para os atos políticos.

Além de ativista e pensadora, Djamila tem uma atuação bastante prática: a jovem já ocupou cargos públicos e foi secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

Conheça a biografia completa de Djamila Ribeiro.

17. Benedita da Silva (1942)

Benedita da Silva

Ativista do movimento negro e feminista, Benedita fez toda a sua carreira na vida pública. A política, que viveu no morro Chapéu Mangueira (no Rio de Janeiro) durante 57 anos, começou a atuar na comunidade através da Associação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro.

Benedita foi responsável por alfabetizar uma série de jovens adultos da comunidade através do método Paulo Freire e, em paralelo, se manteve estudando tendo se formado em Serviço Social e Estudos Sociais aos 40 anos.

Em 1979 foi uma das responsáveis pela criação do PT e três anos mais tarde foi eleita a primeira vereadora do partido. Mais tarde, Benedita também se elegeu como deputada, senadora e foi governadora do Rio de Janeiro. No primeiro governo Lula foi também Ministra do Desenvolvimento Social.

18. Sueli Carneiro (1950)

Sueli Carneiro

Sueli Carneiro é uma das intelectuais e ativistas contemporâneas mais importantes do país. Nascida em São Paulo, Sueli fez o doutorado em Educação pela USP e fundou o Geledés Instituto da Mulher Negra.

A frente dessa instituição que milita pela consciência racial no Brasil, Sueli tem feito fortes contribuições sociais. Ela também escreve regularmente livros e artigos: a autora já tem mais de 150 artigos publicados, além de 17 livros que abordam a situação dos negros e negras no país. 

Sueli Carneiro é uma referência de militância política do movimento negro.

19. Elisa Lucinda (1958)

Elisa Lucinda

Atriz, poeta, cantora, jornalista: Elisa Lucinda tem muitas facetas. Nascida em Vitória (ES), a artista se mudou para o Rio de Janeiro para trabalhar como atriz em 1986 e se estabeleceu de vez na cidade.

O primeiro livro publicado, O semelhante (1994), virou peça de teatro onde declamava os seus poemas. O mesmo se passou com várias outras publicações literárias de Elisa Lucinda que foram adaptadas para os palcos.

A artista, multifacetada, mantém também uma associação no Rio de Janeiro que promove saraus e estimula a declamação de poesias.

20. Abdias Nascimento (1914-2011)

Abdias Nascimento

Nascido em Franca, no interior de São Paulo, Abdias Nascimento foi professor, poeta, político, escritor e ator. Ao longo de toda a vida procurou implementar políticas de afirmação do povo negro, militando já na década de quarenta no Movimento Negro Brasileiro.

Durante a ditadura militar foi obrigado a se exilar nos Estados Unidos, onde deu aulas no ensino superior. Quando regressou ao Brasil se elegeu deputado federal e senador. 

O seu legado e pensamento ficou eternizado nos mais de vinte livros que o autor deixou publicados.

21. Leci Brandão (1944)

Leci Brandão

Leci Brandão nasceu no Rio de Janeiro e é cantora, compositora e política. Uma das mais importantes intérpretes de samba, Leci começou a trabalhar com música na década de setenta.

Na ocasião quebrou uma importante barreira ao se tornar a primeira mulher da ala de compositores da escola de samba Mangueira. Apaixonada por carnaval, Leci foi durante muitos anos comentarista dos desfiles na televisão. 

No campo político foi Conselheira da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (2004) e foi eleita deputada estadual por São Paulo (2010, 2014 e 2018). Leci foi a Segunda deputada negra da história da Alesp. 

22. Milton Nascimento (1942)

Milton Nascimento

Cantor e compositor, Milton Nascimento é dos nomes mais importantes da MPB. Nascido no Rio de Janeiro, depois de perder a mãe foi viver com a avó em Minas Gerais, onde foi criado.

Quanto tinha 13 anos começou a tocar violão, aos 15 criou um grupo com amigos e passaram a se apresentar em bailes da região.

Em 1966 teve a sua primeira música gravada por Elis Regina. No ano seguinte, três das suas criações foram classificadas para o Festival Internacional da Canção. 

Milton seguiu fazendo sucesso numa série de festivais e fortaleceu grandemente sua carreira nacional e internacional.

Reconhecido no Brasil e no exterior, Milton ganhou quatro Grammys.

Descubra mais sobre a trajetória de Milton Nascimento.

23. Marina Silva (1958)

Marina Silva

Marina Silva é uma importante política e ambientalista e chegou a receber o prêmio Champions of the Earth, o maior prêmio da ONU pela sua luta em defesa da Amazônia.

Marina levou para casa também o prêmio da Fundação Norueguesa Sophie e a Medalha Duque de Edimburgo.

Nascida em Rio Branco, no Acre, Marina passou enorme dificuldade e só aprendeu a ler e a escrever aos 16 anos. 

Na política, ingressou em 1984 ao lado de Chico Mendes, com quem fundou a CUT (Central Única dos Trabalhadores). 

Marina Silva foi vereadora, deputada estadual, senadora, Ministra do Meio Ambiente. Foi candidata à presidência em 2011, 2014 e 2018.

Conheça mais sobra a biografia de Marina Silva

24. Glória Maria

Gloria Maria

A reconhecida jornalista Glória Maria nasceu no Rio de Janeiro. Filha de um alfaiate com uma dona de casa. Para se formar em jornalismo, precisou conciliar o seu horário na universidade com o emprego de telefonista na Embratel.

Na televisão o seu primeiro grande trabalho foi como repórter na cobertura do desabamento do Elevado Paulo de Frontin, em 1971, no Rio de Janeiro.

Na rede Globo participou de vários programas jornalísticos: Jornal Hoje, Bom Dia Rio, RJTV, Jornal Nacional. Também integrou a equipe do Fantástico trabalhando como apresentadora e fazendo matérias especiais.

25. Pelé (1940-)

retrato do Pelé

Considerado o maior jogador de futebol do mundo, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, nasceu em Três Corações (MG) em 1940. Sua infância foi muito pobre e ele aprendeu futebol com seu pai, que também foi jogador.

Começando em pequenos times, Pelé foi crescendo na carreira, até que na década de 50 ingressa no Santos Futebol Clube.

Com uma habilidade fora do comum, Pelé integrou a seleção brasileira nas copas do mundo de 1958, 1962 e 1970, das quais o Brasil saiu vitorioso.

É eleito o jogador do século em 2000 pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol, além de ter recebido muitos prêmios que reiteram sua importância no futebol.

26. Bezerra da Silva (1927-2005)

Bezerra da Silva

Cantor e compositor, Bezerra da Silva começou na área da música tocando trompete. Foi militar, trabalhou como pintor de paredes e na construção civil. Sem conseguir se sustentar viveu mesmo como mendigo, no Rio de Janeiro, durante sete anos. 

Depois de conseguir se estabelecer numa favela na Gávea, zona sul carioca, começou a participar em discos de sambistas importantes como Clementina de Jesus. Com a visibilidade foi parar na rádio nacional, onde venceu o concurso de carnaval de 1965.

Quatro anos mais tarde lança o seu primeiro compacto e permanece cantando na rádio. Integra também a orquestra da Rede Globo e vai crescendo na carreira. 

Bezerra da Silva chegou a receber 11 discos de ouro e três de platina. 

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Rebeca Fuks
Rebeca Fuks
Formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2010), mestre em Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013) e doutora em Estudos de Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa (2018).