Milton Santos

Geógrafo brasileiro
Por Rebeca Fuks
Doutora em Estudos da Cultura

Biografia de Milton Santos

Milton Almeida dos Santos, conhecido apenas como Milton Santos, foi um reconhecido geógrafo brasileiro.

O intelectual nasceu em Brotas de Macaúbas (Bahia) no dia 3 de maio de 1926.

Quem foi Milton Santos?

Advogado de formação, Milton Santos foi geógrafo - um dos maiores intelectuais que o nosso país já teve - tendo sido reconhecido nacional e internacionalmente.

A formação acadêmica de Milton Santos

Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia, o pensador tirou o doutorado em 1958 em Geografia pela Université de Strasbourg (França).

Livros de Milton Santos publicados

Com mais de cinquenta títulos publicados, as principais obras do intelectual brasileiro são:

  • Por uma geografia nova (1978)
  • Pobreza urbana (1978)
  • O espaço dividido (1979)
  • Espaço e método (1985)
  • O espaço do cidadão (1987)
  • A urbanização brasileira (1993)
  • Técnica, espaço, tempo (1994)
  • A natureza do espaço (1996)
  • Por uma outra globalização (2000)
  • O Brasil: território e sociedade no início do século XXI (2001)

Frases célebres de Milton Santos

A má índole associada a falta de educação leva ao racismo, preconceito, e até a marginalidade.

Eu me considero um intelectual outsider, coisa que é raro no Brasil: não pertenço a partido, grupos intelectuais, não respondo a nenhum credo, não participo de qualquer militância.

Jamais houve na história um período em que o medo fosse tão generalizado e alcançasse todas as áreas da nossa vida: medo do desemprego, medo da fome, medo da violência, medo do outro.

O mundo é formado não apenas pelo que já existe, mas pelo que pode efetivamente existir.

A carreira acadêmica do intelectual

Milton foi professor de Geografia Humana na Universidade Católica de Salvador entre 1956-1960. Lecionou a mesma cadeira na USP entre 1983-1995. Se tornou professor da Universidade Federal da Bahia em 1961 e professor Emérito da USP em 1997.

Como professor, lecionou em uma série de importantes instituições brasileiras. Também deu aulas fora do país: na Université de Paris, na Universidade de Toronto, na Universidade Nacional de Ingeniería de Lima, na Universidad Central de Venezuela, na Columbia University e na University es Salaam (Tanzânia) entre outras instituições.

Como pesquisador alcançou a categoria 1A do CNPq. Conduziu também pesquisas fora do país em grandes centros europeus e norte americanos.

A vida fora da academia

O geógrafo escreveu para uma série de jornais, foi correspondente e Diretor da Imprensa Oficial da Bahia (entre 1959-1961).

Ocupou alguns cargos políticos importantes como chefe da Casa Civil da Presidência da República no Estado da Bahia (1961), Presidente da Fundação Comissão de Planejamento Econômico da Bahia (1962-1964) e membro da comissão especial de Constituição Estadual (onde ficou responsável por redigir um ante-projeto em 1989).

Foi consultor das Nações Unidas, da UNESCO, da OIT e da OEA.

Atuou também como consultor nacional para o desenvolvimento urbano além de ter sido ativista nas questões do ensino no país. Prestou consultoria para governos externos como Argélia e Guiné-Bissau.

Prêmios recebidos por Milton Santos

O intelectual se tornou Doutor Honoris Causa por uma série de instituições nacionais (Universidades Federais da Bahia, de Sergipe, do Ceará, do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro, de Pernambuco, entre outras) e internacionais (Universidad de Barcelona, de Buenos Aires, de Toulouse, de Montevideo, entre outras).

Vida pessoal

Milton Santos foi casado e teve dois filhos.

A entrevista com o intelectual

Está disponível na íntegra a entrevista concedida por Milton Santos para o programa de televisão Roda Viva no dia 31 de março de 1997:

A morte de Milton Santos

O pensador faleceu vítima de câncer de próstata no dia 24 de junho de 2001.

Última atualização: 06/05/2020

Rebeca Fuks
Doutora em Estudos da Cultura
Formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2010), mestre em Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013) e doutora em Estudos de Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa (2018).
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