Dalai Lama

Monge budista tibetano

Biografia de Dalai Lama

Dalai Lama (1935) é um Monge Budista e líder espiritual tibetano. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1989, em reconhecimento à sua campanha pacifista para acabar com a dominação chinesa no Tibete.

Dalai Lama nasceu na aldeia de Takster, no leste do Tibete, região localizada no sudoeste da China, no dia 6 de julho de 1935. Filho de uma família de agricultores recebeu o nome de Lhamo Dhondrub.

Com 2 anos de idade, foi reconhecido pelos monges tibetanos como a reencarnação do 13.º Dalai Lama Thubten Gyatso.

Preparação do Dalai Lama

Com 4 anos de idade, a criança foi separada de sua família, e levada para o Palácio de Potala, situado na montanha Hongsham, na capital Lhasa, onde começou sua preparação para assumir a liderança como o 14.º Dalai Lama.

Foi empossado como o líder espiritual do Tibete e o 14.º Dalai Lama, passando a se chamar Jamphel Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso.

Começou sua rigorosa preparação, aos seis anos de idade, que inclui entre outros estudos, aulas de filosofia budista, arte e cultura tibetana, gramática, inglês, astrologia, geografia, história, ciências, medicina, matemática, poesia música e teatro.

Invasão do Tibete

Em 1950, após a invasão do Tibete, pela China, o partido comunista chinês, passou a controlar a província de Kham. Dalai Lama, com apenas 15 anos, assume o poder político do país.

Em 1951, o 14º Dalai Lama, e integrantes de seu governo, assinam o "Acordo de Dezessete Pontos", com o qual a China pretendia adotar medidas para a libertação do Tibete.

Em 1954, o Dalai Lama vai a Pequim, realizar acordos com Mao Tsé-Tung, presidente do Governo Popular da China, mas a tentativa de buscar soluções pacíficas para a libertação do Tibete foi frustrada.

Em 1959, com 23 anos, Dalai Lama realizou o exame final no Templo Jokhang de Lhasa, durante o Festival anual de Monlam (oração), tendo passado e premiado com o grau de doutorado em filosofia budista.

Exílio de Dalai Lama

Em 1959, após o fracasso de uma rebelião nacionalista contra o governo chinês, Dalai Lama, junto com um grupo de líderes tibetanos e com seus seguidores, a convite do governo indiano, exila-se na Índia e aí instala provisoriamente o governo tibetano, nas montanhas de Mussoorie.

Em maio de 1960, ele se transfere definitivamente para a região de Dharamshala. Desde então, milhares de refugiados se transfere para o local, que se tornou o maior centro de exilados tibetanos na Índia.

Com o governo fora do Tibete, o Dalai Lama luta para preservar a cultura tibetana. Funda assentamentos agrícolas, para receber o grande número de refugiados, e oferece escolas onde ensina a língua, a história e a religião tibetana.

Várias propostas de paz já foram levadas ao governo chinês, entre elas, transformar o Tibete em santuário, onde todos poderiam viver em harmonia.

Em 1967 o Dalai Lama iniciou uma série de viagens por diversos países, levando sua crença e a esperança de encontrar a paz entre os povos. Esteve com o Papa Paulo VI em 1973 e com João Paulo II em diversos momentos.

Foi aos Estados Unidos, Inglaterra, França, Suíça, Áustria, Brasil, entre outros países, quando fez palestras para um grande número de admiradores.

Em 1989 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Recebeu também o título de Doutor Honoris Causa, conferido pela Universidade de Seattle, em Washington, em reconhecimento por seu trabalho difundindo a filosofia budista e por seus esforços em busca dos direitos humanos e da paz mundial.

Em 2011 Dalai Lama anunciou que deixaria o comando político dos tibetanos. O sufrágio ocorreu na Índia, onde o Parlamento se reúne no exílio desde 1959. Embora não tenha nenhum efeito prático, já que o Tibete não é reconhecido como nação independente e a eleição constitui uma mudança de costumes.

Em abril de 2019, o Dalai Lama, de 83 anos, esteve internado no hospital de Nova Delhi, com uma infecção pulmonar. Depois de recuperado, voltou para Dharamsalei, no norte da Índia, onde ele reside.

Frases de Dalai Lama

  • "Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver."
  • "Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a melhor saúde mental e a felicidade."
  • "Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los. Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."
  • "Torne o resto da sua vida tão significativo quanto possível. Consiste apenas em agir levando os outros em consideração. Assim, encontrará paz e felicidade para si mesmo."
  • "Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior."
Veja também as biografias de:

Última atualização: 22/07/2019

Dilva Frazão
Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.