Donizete Galvão

Poeta brasileiro

Biografia de Donizete Galvão

Donizete Galvão (1955-2014) foi um poeta e jornalista brasileiro um dos mais expressivos nomes da poesia contemporânea.

Donizete Galvão de Souza (1955-2014) nasceu em Borda da Mata, cidade do interior de Minas Gerais, no dia 24 de agosto de 1955. Estudou no colégio Nossa Senhora do Carmo, dirigido pelas irmãs dominicanas. Filho de Silvio Abel de Souza e de Maria Aparecida de Souza, pequenos sitiantes, despertou interesse pela poesia com a leitura dos poemas de Carlos Drummond de Andrade, publicados no Suplemento Literário de Minas Gerais. Com 18 anos ficou órfão de pai, experiência que aparece em alguns de seus poemas.

Donizete cursou Administração de Empresas na cidade mineira de Santa Rita do Sapucaí. Nesse período trabalhou como professor. Em 1979 mudou-se para São Paulo e ingressou na Faculdade Cásper Líbero. Começou a trabalhar na redação de publicidade da Editora Abril, onde permaneceu por quase trinta anos.

Nessa época, faz parte da antologia Veia Poética, que reúnia poetas que estavam estreando nos anos 80. Publicou também em antologias do Grupo Poeco Só-Poesia, da Universidade Mackenzie e no Suplemento Literário de Minas Gerais.

Em 1988, Donizete Galvão publicou seu primeiro livro “Azul Navalha”, que foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte como autor revelação e seu livro foi indicado ao Prêmio Jabuti de 1989.

Donizete Galvão tinha uma dicção enxuta, herdada do modernismo. Publicou as coletâneas: “As Faces do Rio” (1991), “Do Silêncio da Pedra” (1996), “A Carne e o Tempo” (1997), que foi indicado ao Prêmio Jabuti de 1998, “Ruminações” (2000), “Pelo Corpo” (2002), “Mundo Mundo” (2003) e “O Homem Inacabado” (2010), que foi finalista do Portugal Telecom do mesmo ano e foi indicado ao Prêmio Brasília de Literatura.

Donizete Galvão teve suas poesias publicadas em jornais e suplementos literários, no Brasil e no exterior, entre eles, Nicolau, O Galo, Poiésis, Livro Aberto, Babel (revista de poesia editada na Venezuela), Blanco Móvil, do México, Suplemento Literário de Minas Gerais, A Tarde, de Salvador, Tsé-tsé, da Argentina e o caderno Mais, da Folha de São Paulo.

Donizete Galvão faleceu em São Paulo, no dia 30 de janeiro de 2014.

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Última atualização: 27/06/2016

Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.