Ramsés II

Faraó egípcio
Por Dilva Frazão

Biografia de Ramsés II

Ramsés II (o Grande) foi um faraó egípcio, permanecendo no trono entre os anos de 1279 a 1213 a. C. Seu império foi considerado o mais próspero do Egito.

Ramsés II era descendente de uma família de militares, seu avô chegou ao trono egípcio quando era general do faraó Horemheb, que ao morrer não deixou herdeiros e nomeou o general para iniciar uma nova dinastia.

Ramsés era filho do faraó Sehti I e da rainha Tuya. Foi o terceiro faraó da XIX dinastia egípcia. Com 10 anos de idade Ramsés teve certeza que assumiria o trono ao ser reconhecido como “filho primogênito do rei”.

Para se preparar para assumir o trono, futuramente, seu pai tratou de inserir o filho nas atividades militares ao seu lado. Sua primeira aventura foi participar da conquista do Líbano.

Início do reinado

Em 1279 a. C. Ramsés assumiu o trono, já mostrando que daria muita importância ao setor militar. Mandou construir fortificações nas fronteiras egípcias, que além de garantir proteção, criava uma via que facilitava o deslocamento das tropas militares.

No governo de Ramsés o exército foi profissionalizado. Os guerreiros eram bem treinados, assalariados além de receberem lotes de terra.

Ramsés fundou uma nova capital próxima ao delta do Nilo e das fronteiras, um lugar estratégico para a movimentação das tropas e foi batizada de “Pi-Ramsés”, famosa por sua beleza

Toda a corte egípcia e militar da alta patente se mudou para a nova capital, onde se formou uma indústria bélica, que fabricava carros de guerra, armaduras, armas e até barcos. As outras três capitais egípcias continuavam exercendo papel político e religioso.

Conquistas

A primeira grande expedição de conquistas foi realizada no quinto ano do seu reinado, quando o exército de Ramsés seguiu pelo litoral do Mediterrâneo e, reconquistou Tiro e ocupou a região do Canaã e Amurru.

A tropa com cerca de 30 mil homens chegou ao Líbano, para lutar contra os hititas. Essa guerra ficou conhecida como a Batalha de Kadesh, que aconteceu na divisa dos impérios egípcio e hitita.

A batalha durou 15 anos e só terminou após um acordo de paz assinado pelos dois lados e a anistia aos refugiados e acerto dos territórios.

Com o acordo de paz no norte, Ramsés decidiu expandir o império para o sul, onde os povos que lá viviam não ofereciam perigo, pois eram desorganizados e não tinham equipamentos de guerra.

A região começou a ser explorada, pois era possível encontrar grandes quantidades de pedras preciosas. O povo se rebelou e a reposta dos egípcios foi uma verdadeira carnificina contra os métodos rústicos daqueles povos.

Com a expansão do império, Ramsés conseguiu considerável fortuna com a exploração dos recursos naturais o que fez desta época a mais próspera do Egito.

Construções monumentais

Foram realizadas diversas construções de templos e monumentos, se tornando o faraó que mais construiu obras desse porte.

Das grandes construções que realizou, são conhecidos seis templos na Núbia, dois deles encravados na rocha, em Abul-Simbel, com quatro estátuas colossais do rei.

O templo de Abul-Simbel permaneceu soterrado pelas areias do deserto até 1812, quando foi descoberta por Jean-Louis Burckhardt.

ramsés II

Entre os anos de 1964 e 1968, com a construção de uma barragem em Assuão, as estátuas foram desmontadas e transferidas para um local mais alto, obra que durou quatro anos.

Em Tebas, Ramesés concluiu o templo funerário de seu pai e construiu outro para si mesmo, atualmente conhecido como Ramesseum.

ramsés II

Ramsés teve várias esposas, mas a mais importante foi Nefertari. Com ela teve seu primeiro filho. Há relatos que o casal teve mais três filhos e duas filhas.

O túmulo mais famoso do Vale das Rainhas foi construído para a rainha Nefertari, que teria falecido no vigésimo quarto ano do reinado de Ramsés.

ramsés II

Para alguns pesquisadores Ramsés é considerado o faraó do Êxodo dos hebreus relatado na Bíblia. Teria vivido 90 anos e governado o Egito durante 66 anos.

A múmia do faraó foi encontrada em um túmulo coletivo de Deir Elbari no ano de 1881. Em 1888 foi levada para o Museu Egípcio do Cairo, onde permanece em exposição.

Última atualização: 10/09/2020

Dilva Frazão
Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.
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