Stanislaw Ponte Preta

Escritor brasileiro

Biografia de Stanislaw Ponte Preta

Stanislaw Ponte Preta (1923-1968), pseudônimo de Sérgio Porto, foi um escritor, cronista, jornalista e radialista brasileiro. Marcou presença na literatura nacional com a publicação de livros de paródia e humor, com crônicas satíricas e corrosivas, e com a criação de diversos personagens, entre eles, “A Velha Contrabandista” e “Tia Zulmira”.

Stanislaw Ponte Petra (1923-1968) nasceu no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, no dia 11 de janeiro de 1923. Filho de Américo Pereira da Silva Porto e de Dulce Julieta Rangel Porto foi registrado com o nome de Sérgio Marcus Rangel Porto. Foi uma criança alegre e despertou cedo sua vocação para o humor e desenvolveu a arte de dar apelidos e fazer imitações.

Sérgio Porto ingressou na Faculdade de Arquitetura até o terceiro ano, quando abandonou o curso para começar a trabalhar no Banco do Brasil, em 1942, onde permaneceu durante quinze anos. Ainda bancário, iniciou sua carreira jornalística fazendo um pouco de tudo, inclusive reportagem policial e comentário esportivo.

Em 1949 começou a escrever para a revista Sombra, e em 1951 passou para o Diário Carioca, onde começou a usar o pseudônimo “Stanislaw Ponte Preta”, inspirando-se no nome de um personagem satírico de Oswald de Andrade – o Serafim Ponte Grande. Inicialmente fazia uma mistura de crítica teatral e crônica social, mas depois se dedicou apenas à crônica da vida artística. Em 1952 casa-se com Dirce Pimentel Araújo, com quem teve três filhas.

Em 1953 transferiu-se para o jornal Tribuna da Imprensa. Grande apreciador da Música Popular Brasileira e do Jazz escreveu “Pequena História do Jazz”, publicado em Cadernos de Cultura do Ministério da Educação. Em 1954 começou a escrever na Última Hora, iniciando-se no estilo satírico, com seu constante bom humor e sua vocação para se divertir. Nesse mesmo ano, começou a trabalhar na rádio Mayrink Veiga, onde permaneceu durante oito anos.

Em 1956, em parceria com Nestor de Holanda, escreveu a revista teatral “TV para Crer”. No ano seguinte colaborou com o Diário da Noite e com O Jornal, voltando depois para a Última Hora. Com Luís Iglesias editou a revista teatral “Quem Comeu Foi Pai Adão”. Criou vários shows para a televisão, entre eles, a célebre eleição das “Dez Mais Certinhas do Lalau”, numa paródia aos concursos das dez mais elegantes, promovidos por cronistas sociais. Todo ano ele escolhia dez das mais bonitas atrizes e vedetes do “teatro rebolado”.

Em 1958 escreveu os diálogos do filme “É de Chuá” e lançou “O Homem ao Lado”, primeiro livro de crônicas de “Sérgio Porto”. Em 1961 publicou “Tia Zulmira e Eu”, o primeiro livro de “Stanislaw Ponte Preta”, que reúne crônicas selecionadas de vários jornais e revistas. Ainda como Stanislaw, publicou: “Primo Altamirando e Elas” (1962), “Rosamundo e os Outros” (1963) e a “Casa Demolida”, uma ampliação e reedição do livro O Homem ao Lado.

Em 1966 Stanislaw escreveu argumentos dos episódios do filme “As Cariocas”. Escreveu “Febeapá – Festival de Besteira que Assola o País”, crônicas dedicadas, segundo o autor, aos abusos cometidos pela “redentora”, nome que ele deu ao golpe militar de 1964. Em 1967 escreveu “Febeapá nº 2”.

Em 1968 escreve seu último livro “Na Terra do Crioulo Doido”. Nesse mesmo ano, foi vítima de um envenenamento em seu café, no intervalo do “Show do Crioulo Doido”, apresentado no teatro Ginástico, baseado no sucesso do “Samba do Crioulo Doido”, uma sátira aos enredos das escolas de samba do Rio de Janeiro. Logo após o incidente teve seu terceiro enfarte.

Stanislaw Ponte Preta faleceu no Rio de Janeiro, no dia 30 de setembro de 1968.

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Última atualização: 04/11/2016