Diogo Antônio Feijó

Regente imperial

Biografia de Diogo Antônio Feijó

Diogo Antônio Feijó (1784-1843) foi um estadista, Regente Imperial e padre brasileiro. Foi Deputado Geral por São Paulo, foi Senador e Ministro da Justiça.

Diogo Antônio Feijó (1784-1843) nasceu em São Paulo, no dia 17 de agosto de 1784. Filho de mãe solteira foi criado por um tio, padre Fernando e pela avó. Passou a infância entre as cidades de Cotia, São Paulo, Parnaíba e Guaratinguetá. O padre João Gonçalves Lima, um parente próximo, se encarrega de prepará-lo para o sacerdócio.

Com vinte anos afasta-se da família, vai morar em São Carlos, onde dava aulas de História, Geografia e Francês. Continuou seus estudos da Filosofia e em 1808 ordena-se padre, passando a exercer o sacerdócio. Muito estudioso e familiarizado com as teorias liberais e com a filosofia, a vida na província não lhe permitia progredir nos estudos. Nesse mesmo ano resolve abandonar tudo e vai morar em Itu, uma das sedes da comarca, e com movimentado ambiente político. Feijó logo abre um curso de filosofia racional e moral, que o tornou um dos introdutores do pensamento de Immanuel Kant no Brasil.

Em 1820, com a Revolução Liberal do Porto, pretendiam os revolucionários portugueses, entre outras reivindicações, estabelecer uma constituição para o país, que depois da vinda da família real para o Brasil, se encontrava em grave crise econômica. No dia 7 de março de 1821, D. João VI determina que as províncias brasileiras elejam seus deputados para a Assembleia Constituinte que se reuniria em Lisboa para redigir a nova Carta. No dia 26 de abril de 1821, D. João parte para Lisboa, atribuindo a D. Pedro a regência do Brasil.

Diogo Antônio Feijó é eleito deputado por São Paulo, no dia 19 de maio de 1821, seguindo para Lisboa em fevereiro de 1822. Feijó encontrou um ambiente hostil. Para os portugueses a função dos brasileiros era apenas assinar a Constituição. Depois de três meses de sessões na Corte de Lisboa, Diogo Feijó pede a palavra e os portugueses estarrecidos ouviram o padre falar em independência das províncias brasileiras e depois abandonar o recinto. Em consequência do movimento de agitação contra os brasileiros separatistas, Feijó viu-se obrigado a fugir para a Inglaterra.

No dia 21 de dezembro, depois da proclamação da Independência, Feijó desembarca em Pernambuco, seguindo depois para Itu. Foi Ministro da justiça, em 1831, no gabinete formado pela Regência Permanente, tomando parte ativa na política. Destaca-se dentre as iniciativas de Feijó: a proteção que dispensou à colonização que deveria substituir o trabalho escravo, a regulamentação do ensino primário e a reorganização do serviço alfandegário.

Diogo Feijó desejava que José Bonifácio fosse destituído da tutoria dos príncipes. Foi presidente do Senado em 1833, pelo Rio de Janeiro. Em 1835, foi eleito regente uno, assumindo a chefia do Poder Executivo, tendo que enfrentar uma forte oposição política a algumas revoltas que agitaram o Brasil. Não conseguiu encontrar solução para os problemas nacionais. A Câmara negou fundos para debelar as rebeliões. Os atritos entre a Câmara e o Executivo passaram a ser constantes. Em 1837, incapacitado de vencer a oposição, Feijó renuncia.

Durante os levantes liberais de 1842, Feijó assumiu a liderança em Sorocaba. Foi preso, levado para Santos, depois para o Espírito Santo. Defendeu-se da acusação em 15 de maio de 1843, conseguindo ser absolvido. Considera-se Feijó um dos fundadores do Partido Liberal. Teve grande importância na política imperial, tanto por seus atos, como por sua influência, ocupando um lugar de destaque na História do Brasil. Suas obras: Demonstração da Abolição do Celibato, Preliminares da Filosofia e outras.

Diogo Antônio Feijó morreu em São Paulo, no dia 10 de novembro de 1843.

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Última atualização: 17/08/2017

Possui bacharel em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.