Lygia Clark

Artista plástica brasileira

Biografia de Lygia Clark

Lygia Clark (1920-1988) foi uma pintora e escultora brasileira. Abdicou do rótulo de artista, exigindo ser chamada de “propositora”.

Lygia Clark (1920-1988), pseudônimo de Lygia Pimentel Lins, nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, no dia 23 de outubro de 1920. Em 1947, já casada e com três filhos, muda-se para o Rio de Janeiro e inicia-se na arte da pintura sob a orientação do artista plástico Burle Marx.

Em 1950 Lygia foi morar em Paris, onde permaneceu até 1952. Nessa época, estudou com Fernand Léger, Arpad Szens e Isaac Dobrinsky, e expôs na Galeria do Institut Endoplastique de Paris. De volta ao Rio de Janeiro, integrou o Grupo Frente, liderado por Ivan Serpa. Entre 1954 e 1957 desenvolveu uma pintura construtivista, com o uso do branco e do preto, com tinta industrial. Mudou a natureza e o sentido dos quadros, estendendo a cor até à moldura, anulando-a ou até mesmo trazendo ela para dentro do quadro. É o que a artista denominou de “Linha Orgânica”.

Em 1959, com o objetivo de estabelecer uma nova linguagem abstrata na arte brasileira assina o Manifesto Neoconcreto. Nesse mesmo ano, participou da Primeira Exposição Nacional de Arte Neoconcreta, no MAM, no Rio de Janeiro, junto com Lygia Pape, Amílcar de Castro, Sérgio Camargo, Ferreira Gullar, entre outros artistas.

Em 1964, Lygia Clark lecionou no Instituto Nacional dos Cegos. Entre os anos de 1960 e 1964 criou a série “Bicho”: esculturas metálicas geométricas que se articulavam por meio de dobradiças, onde buscava a participação do público com seu trabalho e a “Obra Mole”, formada por pedaços de borrachas laminadas entrelaçadas. Fazia uso também de sacos plásticos, pedras, conchas etc.

Entre seus trabalhos destacam-se: “Nostalgia do Corpo” (1968), que propões ao público sentir coisas simples, como o sopro da respiração e o contato com uma pedra na palma da mão, “A Casa É o Corpo: Labirinto” (1968), que simula um útero onde o visitante pode percorrer e experimentar sensações táteis ao passar pelos diversos compartimentos, e a “Baba Antropológica” (1973), no qual várias pessoas derramam sobre alguém deitado, fios que saem de sua boca.

Entre 1970 e 1975 morou em Paris. Nessa época, lecionou no curso de Comunicação gestual na Faculdade de Artes Plásticas St. Charles, na Sorbonne, quando desenvolveu diversas experiências terapêuticas com seus alunos, fazendo uso de objetos sensoriais. De volta ao Rio de Janeiro, se dedicou ao estudo das possibilidades terapêuticas da arte sensorial e dos objetos relacionados. Passou a dar consultas terapêuticas particulares, entre 1978 e 1985, considerando seu trabalho definitivamente alheio à arte e próximo à psicanálise. Sua obra ganhou reconhecimento internacional com retrospectivas em diversas capitais internacionais.

Lygia Clark faleceu no Rio de Janeiro, no dia 25 de abri de 1988.

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Última atualização: 06/02/2017