Edith Piaf

Cantora francesa

Biografia de Edith Piaf

Edith Piaf (1915-1963) foi uma cantora francesa, considerada uma das maiores personalidades do cenário musical da França, por sua grande contribuição à música francesa.

Edith Piaf (1915-1963), nome artístico de Edith Giovanna Gassion, nasceu no distrito de Belleville, em Paris, França, no dia 19 de dezembro de 1915. Filha de um acrobata e de uma cantora de cabarés teve uma infância difícil e solitária. Foi criada pela avó materna, mas depois de maus-tratos, foi entregue à avó paterna, que dirigia um bordel na Normandia.

Com sete anos, teve uma inflamação na córnea que lhe tirou temporariamente a visão. Depois de recuperada, em 1922, passou a acompanhar o pai em suas apresentações em circos itinerantes. Com 15 anos já mostrava dons musicais e passou a se apresentar cantando nas ruas de Paris. Com 16 anos, morando em um quarto de hotel, se apaixonou pelo entregador e com 18 anos teve uma filha, que faleceu vítima de meningite com dois anos de idade.

Cantora dos cabarés de Paris

Em 1935, cantando nas ruas de Pigalle, foi descoberta por Louis Leplée, que a levou para cantar no cabaré de sua propriedade, o Le Gerny’s. Com ele, aprendeu as técnicas de apresentação no palco, recebeu orientação no uso do figurino preto e foi apelidada de “La Môme Piaf” (pequeno pardal). Sua noite de estreia contou com a presença de várias celebridades, entre elas, o ator Maurice Chevalier, e a compositora Marguerite Monnot, que se tornou amiga e autora de várias músicas de Piaf.

Primeiro disco

Em 1936, Edith Piaf gravou seu primeiro disco “Les Mamês de la Cloche”, que foi bem aceito pela crítica e pelo público. No entanto, sua carreira foi abalada após ser acusada de cúmplice no assassinato de Louis  Leplée, seu mentor, mas acabou sendo inocentada. Para reerguer sua carreira, foi em busca de ajuda do compositor Raymond Asso, que se tornou seu novo mentor, mudou seu nome artístico para “Edith Piaf” e aprimorou seu estilo de cantar, para se tornar uma cantora do Music Hall.

Entre 1936 e 1937, Edith Piaf se apresentou no Bobino, um Music Hall do bairro de Montparnasse. Em 1937 fez sua estreia no Music Hall ABC, conquistando em pouco tempo o seu lugar de vedete no cenário musical francês. Suas músicas foram encomendadas a Marguerite e expressava claramente sua trágica história de vida passada nas ruas de Paris, como “Mon Légionnaire”, “Milord” e “Les Amants d’um Jour”. Em 1940, estreou no teatro com a peça “La Bel Indifférent” escrita especialmente para ela. Em 1941 contracenou com seu companheiro Paul Maurisse, no filme “Montmartre-sur-Seine”.

Carreira internacional

Mesmo durante a ocupação da França pelos alemães, na Segunda Guerra Mundial, Piaf continuou cantando. Em 1945, escreveu “Le Vie em Rose”, um dos seus maiores clássicos. Em 1947, fez seu primeiro show nos Estados Unidos. Em 1948, de volta ao país, conheceu o pugilista Marcel Cerdan, com quem teve um grande romance, mas que terminou com a morte de Marcel em um acidente de avião em 1949. Em sua memória, Piaf gravou a célebre “Hymne à l’amour” e “Mon Dieu”.

Abalada emocionalmente pela morte do companheiro e com fortes dores provocadas pelo reumatismo, Piaf passou a fazer uso da morfina e se entregou ao álcool. Em 1951, sofreu um sério acidente de carro, sendo submetida a várias cirurgias e novas injeções de morfina. Mesmo fragilizada, realizou apresentações memoráveis no Olympia de Paris e no Carnegie Hall de Nova Iorque.

Após um rápido romance com Charles Aznavour e um casamento de quatro anos com Jacques Pills, ela se envolveu com o cantor Georges Moustaki. Em 1958, ao lado dele, Piaf sofreu outro grave acidente de carro, que lhe causou um traumatismo craniano e fragilizou de vez sua saúde. Em algumas tentativas de retorno aos palcos, foi hospitalizada diversas vezes. Depois de tanta tragédia em sua vida, em 1960, Piaf interpretou “Non, Je Ne Regrette Rien”, que se tornou um de seus maiores sucessos. No ano seguinte, recebeu o “Prix du Disque de L’Académie Charles-Cros”, por sua contribuição à música francesa.

Últimos dias e morte

Sem condições de retomar a carreira, Piaf se retirou para o sul da França, onde viveu seus últimos dias ao lado de seu marido Theo Sarapo e de sua enfermeira. Edith Piaf faleceu em Plascassier, no sul da França, no dia 10 de outubro de 1963, vítima de uma hemorragia causada por um câncer no fígado.

Pequena, frágil e feiosa, mas dona de uma voz espetacular e senso dramático exacerbado, Edith Piaf foi a maior estrela da canção francesa do século XX. Sua vida passional e trágica rendeu vários livros, um espetáculo de teatro e um filme que deu o Oscar à atriz Marion Cotilllard.

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Última atualização: 10/08/2018