Marguerite Duras

Escritora francesa
Por Dilva Frazão
Biblioteconomista e professora

Biografia de Marguerite Duras

Marguerite Duras (1914-1996) foi uma escritora, cineasta e dramaturga francesa. Chamada “A Imperatriz das Letras”, exerceu grande influência sobre a intelectualidade europeia do pós-guerra.

Marguerite Duras pseudônimo de Marguerite Donnadieu, nasceu em Gia Dinh, na Indonésia, no dia 4 de abril de 1914, onde passou sua infância e adolescência. A vida na antiga colônia francesa foi mais tarde referida em sua obra literária.

Com 17 anos viajou para a França, onde estudou Direito e Ciência Políticas na Sorbonne, em Paris, formando-se em 1935. Durante a Segunda Guerra Mundial engaja-se na resistência francesa contra os nazistas, e filia-se ao Partido Comunista.

Em 1943, publicou seu primeiro livro “Os Imprudentes” e em 1944 publicou “A Vida Tranquila”. Em 1950 se desligou do Partido Comunista. Nesse mesmo ano publicou a obra que a tornou conhecida “Uma Barragem Contra o Pacífico”, uma narrativa repleta de lembranças de sua infância.

Marguerite Duras conquistou a fama com a publicação de “O Marinheiro de Gibraltar” (1952) e com “Os Cavalinhos da Tarquínia” (1953), novelas psicológicas, nas quais revela sua percepção aguda da realidade exterior.

Marguerite Duras publicou os romances, “Moderato Cantabile” (1958), “Destruir, Diz Ela” (1969) e a peça “A Praça” (1955). Em 1959, escreveu o roteiro do filme “Hiroshima, Meu Amor”, que foi dirigido por Alain Resnais e fez grande sucesso.

Escreveu também o roteiro do filme “Uma Tão Longa Ausência” (1961), dirigido por Henri Colpi. Seu romance “O Amante” (1984), além de receber o Prêmio Goncourt, foi adaptado para o cinema em 1992, dirigido por Jean-Jacques Annaud.

Com uma obra inconfundível e repleta de descrições belíssimas, Marguerite apresenta em seu trabalho uma expressão profundamente genuína e humana das paixões, grandezas e da miséria da vida. É por excelência uma escritora da condição humana.

Marguerite Duras faleceu em Paris, França, no dia 3 de março de 1996.

Frases de Marguerite Duras

  • A solidão não se encontra. Nós é que a fazemos.
  • Donde pode nascer o amor? Talvez de uma súbita falha do universo, talvez de um erro, nunca de um ato de vontade.
  • Se não se passou pela obrigação absoluta de obedecer ao desejo do corpo, isto é, se não se passou pela paixão, nada se pode fazer na vida.
  • No amor não há férias nem nada parecido. O amor deve viver-se plenamente, com o seu aborrecimento e tudo.
  • Há ilusões que se parecem com a luz do dia; quando acabam, tudo com elas desapareceu.
Dilva Frazão
É bacharel em Biblioteconomia pela UFPE e professora do ensino fundamental.
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