Cardeal de Richelieu

Político francês

Biografia de Cardeal de Richelieu

Cardeal de Richelieu (1585-1642) foi um político francês. Primeiro-Ministro de Luís XIII de 1628 a 1642. Partidário do lema “todo poder do rei” levou o absolutismo até às últimas consequências.

Cardeal de Richelieu (1585-1642) nasceu em Paris, França, no dia 9 de setembro de 1585. Ingressou na carreira militar, mas optou pela carreira religiosa. Ordenou-se em 1606 e foi sagrado bispo em 1607, quando substituiu seu irmão no Bispado de Luçon, mas seus objetivos eram muito mais ambiciosos e certamente não religiosos.

Por meio de cartas e sermões tentou fazer-se conhecido de Maria de Médici, mãe do rei Luís XIII e regente durante sua menoridade. Acabou por conhecer o italiano Concini, protegido da rainha. Era o primeiro passo de uma longa carreira política. Em 1614, apesar de já ter atingido a maioridade, o rei Luís XIII ainda permanecia afastado do conselho, enquanto o poder estava nas mãos de Concine.

Em 1616 Richelieu foi nomeado ministro do Interior e da Guerra. Em 1617, Luís XIII trama a morte de Concine, que é decapitado. O rei toma o poder e com a intervenção de Richelieu a Rainha Mãe é exilada no Château de Blois. Excluído temporariamente, Richelieu retira-se para Avignon. Em 1622 é nomeado “Cardeal” pelo papa, e depois de sete anos conquista a confiança do rei. Em 1624 é nomeado Chefe do Conselho Real e pelo resto de suas vidas os dois trabalham juntos.

Em relação à política interna combateu as duas principais forças políticas do reino: a nobreza e os protestantes (huguenotes). As duas formavam verdadeiro Estado dentro da França, negociando com a Inglaterra e a Alemanha e com outras casas reais e opunham-se à centralização do poder preconizado pelo Cardeal. Enfrentou uma série de conspirações que visavam a sua derrubada do poder. O resultado foi prisão, desterro ou decapitação para seus inimigos.

O porto de La Rochelle era a principal fortaleza do hunguenotes e contava com a proteção de Carlos I, da Inglaterra. Richelieu investiu contra a cidadela em 1627, cercando-a. La Rochelle resistia sob o comando de Jean Guiton. Após um ano de sítio, cerca de três quartos de seus habitantes haviam morrido de fome. A vitória de Richelieu não significou o fim da resistência dos protestantes, que se refugiaram nos montes Cévennes, no sul da França. Só em 1629 a paz foi assinada e o Governo publicou o Édito de Alès.

Para gerir os negócios do Estado, por intermédio de funcionários eleitos pela burguesia, fiscalizava os nobres que governavam as províncias, com que fortaleceu o absolutismo, proibiu os duelos, ampliou a Marinha, intensificou a colonização, reorganizou a Sorbonne, fundou a Academia Francesa e tornou o francês a língua diplomática.

No quadro da política externa, Richelieu entendia que para ter um Estado politicamente forte era necessário ter suas fronteiras asseguradas. Seus vizinhos mais incômodos eram os Habsburgos, que detinham o poder na Espanha, na Áustria, nos Países Baixos e em parte da Itália. Assim, não teve escrúpulos e aliou-se a nobres protestantes contra os Habsburgos católicos. Para conseguir dinheiro e financiar a ativa política durante a Guerra dos Trinta Anos, elevou a tributação entre as classes mais baixas o que criou um estado de revolta em diversas províncias.

O Cardeal Richelieu aliou-se aos calvinistas alemães e da Boêmia, a príncipes suíços e italianos, aos reis da Dinamarca e da Suécia. Seu objetivo era tomar a Alsácia e enfraquecer a posição dos Habsburgos na Holanda e na Itália, mas não viveu até a vitória final. A Paz de Vestfália, que pôs fim a Guerra dos Trinta Anos, só foi assinada em 1648, por seu substituto o Cardeal Mazarino.

Armand Jean du Plessis, Cardeal de Richelieu faleceu em Paris, França, no dia 4 de dezembro de 1642.

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Última atualização: 17/05/2016

Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.