Ellen G White

Ellen G. White (1827-1915) foi uma escritora adventista norte-americana
Por Dilva Frazão
Biblioteconomista e professora

Biografia de Ellen G White

Ellen G. White (1827-1915) foi uma escritora adventista norte-americana, uma das pioneiras da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Escreveu mais de cinco mil artigos e quarenta livros.

Ellen Gould Harmon e sua irmã gêmea Elizabeth nasceram em uma fazenda no nordeste dos Estados Unidos, na vila de Gorham, próximo a Portland, Maine, Estados Unidos, no dia 26 de novembro de 1897.

Filhas do fazendeiro Robert e de Eunice Harmon cresceram entre os seis irmãos. Depois de alguns anos após o nascimento das gêmeas, Robert abandonou o trabalho na fazenda e se dedicou à manufatura de chapéus na cidade de Portland.

Infância de Ellen

Ellen era uma criança ativa e alegre. Ela estudava e ajudava nos serviços da casa. Quando estava com nove anos, ao voltar da escola para casa, foi atingida no rosto por uma pedra que uma colega de classe atirou.

Ellen foi ferida na região do nariz e ficou inconsciente durante três semanas. Nos anos seguintes, Ellen sentia dificuldade de respirar, tontura e suas mãos apresentavam um tremor. Ellen precisou deixar a escola, pois tinha dificuldade de memorizar o que lhe era ensinado.

Quando estava com 12 anos, Ellen e sua família participavam de uma reunião campal metodista em Buxton, Maine e ao voltar para casa ela insistiu que queria ser batizada pelo ministro metodista.

No dia 26 de junho de 1842, Ellen foi batizada por imersão, pelo ministro metodista, em Casco Bay, Portalad. No mesmo dia, a jovem foi aceita como membro da Igreja Metodista.

Movimento Millerita e o Grande Desapontamento

Entre 1831 e 1844, William Miller – um pregador batista, após estudar a Bíblia, chegou à conclusão que Jesus Cristo retornaria à Terra entre a primavera de 1843 e a primavera de 1844.

O período passou e nada aconteceu. Miller e outros pastores voltaram novamente ao estudo da Bíblia para descobrir o erro. Chegaram à conclusão que Jesus retornaria em 22 de outubro de 1844. Quando Jesus não apareceu, os seguidores de Miller experimentaram o que veio a se chamar “O Grande Desapontamento.”

Com a amargura do Grande Desapontamento, Ellen buscou fervorosamente a Deus. Embora vários núcleos se dissolvessem após o fracasso das previsões, alguns grupos prosseguiram nas pesquisas, realizando novos cálculos, tornando-se conhecidos como adventistas.

Início do ministério

Em dezembro de 1844, Ellen teve sua primeira experiência visionária. Enquanto orava, o poder de Deus desceu sobre ela e rodeada de luz sentiu-se elevada acima da Terra. Várias visões se seguiram, mas temendo uma reação negativa ela evitou compartilhar com a comunidade Milerita.

As notícias de suas visões propagaram-se e em seguida Ellen fez diversas viagens a fim de pregar suas experiências aos grupos de seguidores Mileritas. Ela dizia que estava envolvida por uma luz brilhante e sentia a presença de Jesus e de anjos que lhe mostravam eventos e lugares e lhe passava orientações valiosas.

No dia 24 de janeiro de 1846, o relato de sua primeira visão “Letter From Sister Harmon” foi publicado em Day Star, um folheto Milerita publicado em Cincinnati, por Enoch Jacobs.

Ao longo dos anos, seu relato foi republicado diversas vezes e posteriormente passou a fazer parte do primeiro livro de White, “Christian Experience and Views” (1851).

Ao realizar uma viagem para Orrington, Maine, Ellen encontrou um pregador adventista, James White. A afeição que surgiu entre eles levo-os a se casarem em 30 de agosto de 1846.

Ellen e James se entregaram ao estudo de uma publicação do pastor José Bates “The Seventh-day Sabbath” (O Sábado do Sétimo Dia), que apresentava evidências das Escrituras quanto a santidade do sétimo dia.

Os Adventistas do Sétimo Dia

Dois anos depois da Grande Decepção, surgiram os adeptos que guardavam o sábado como o dia do Senhor. No começo, essa religião não tinha uma doutrina definida, embora seus adeptos cressem na Bíblia como única fonte de inspiração.

Em 1850, James começou a dirigir a organização dos Adventistas Guardadores do Sábado. No ano de 1860, eles passaram a ser chamados "Adventista do Sétimo Dia". Em seguida, foram definidas as concepções como a abstinência de álcool e cigarro e o discernimento entre animais puros e os considerados impuros.

Somente em 21 de maio de 1863 a identidade foi assumida oficialmente. Nessa época, eles já contavam com aproximadamente 125 Igrejas e 3.500 adeptos.

Os adeptos da Igreja Adventista do Sétimo Dia passaram a acreditar em vinte e sete princípios essenciais, entre eles a fé na Bíblia e na Trindade, o respeito ao sábado como dia santificado e de repouso, o pecado, a luta entre Jesus e o Diabo, Jesus como um ser humano morto e ressuscitado e que eles são o povo escolhido por Deus para testemunhar o Evangelho.

A crença na fé como salvação só apareceu em 1888, quando foi esclarecida a questão do desempenho da Lei da Graça Divina na existência cristã.

Filhos

Ellen e James tiveram quatro filhos: Henry Nichols (1847), James Edson (1849). William Clarence (1854) e John Herbert (1860). Somente James Edson e William viveram até a vida adulta.

Morte

Ellen G. White faleceu em Elmshaven, Deer Park, California, Estados Unidos, no dia 16 de julho de 1915.

Obra literária de Ellen G. White

Ellen White é considerada uma das escritoras mais significativas da literatura adventista norte-americana. Ela contratou assistentes que lhe ajudavam na preparação de seus livros. Mantinha intensa correspondência com líderes da Igreja e escreveu mais de 5 mil artigos e 40 livros.

As obras de Ellen tratam de teologia, evangelização, vida cristã, educação e também de saúde, uma vez que era defensora do vegetarianismo.

Nos seus livros ela evidencia a existência de um grande conflito cósmico sendo travado entre o bem (Deus e o mal (Satanás). Esse conflito é chamado de “O Grande Conflito” e foi fundamental para o desenvolvimento da teologia adventista. Entre seus livros destacam-se:

  • O Grande Conflito (1858)
  • Testemunhos Para a Igreja (1868)
  • O libertador (1898)
  • Paz na Tempestade (1892)
  • Obreiros Evangélicos (1892)
  • O Libertador (1898)
  • O Desejado de Todas as Nações (1898)
  • A Ciência do Bom Viver (1905)
  • Mensagens aos Jovens (1910)
Dilva Frazão
É bacharel em Biblioteconomia pela UFPE e professora do ensino fundamental.
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