Toni Morrison

Escritora norte-americana
Por Dilva Frazão
Biblioteconomista e professora

Biografia de Toni Morrison

Toni Morrison (1931-2019) foi uma escritora, editora e professora norte-americana, vencedora do Prêmio Nobel da Literatura em 1993, tornando-se a primeira mulher negra a conquistar a honraria.

Toni Morrison, nome literário de Chloe Ardelia Wofford, nasceu em Lorain, Ohio, Estados Unidos, no dia 18 de fevereiro de 1931. Filha do operário George Wofford e da dona de casa Ramah era a segunda dos quatro filhos do casal e cresceu em uma família pobre que passou por muitas dificuldades.

Em casa, seu pai contava muitas histórias sobre a comunidade negra dos Estados Unidos o que marcou profundamente sua infância e posteriormente influenciou em sua carreira literária.

Em 1949 Toni ingressou na Universidade de Howard onde cursou filologia, formando-se em 1953. Em seguida, ingressou na Universidade de Cornell, em Nova Iorque, onde completou o mestrado em Filologia Inglesa em 1955.

Depois de formada, Toni lecionou literatura inglesa na Universidade do Sul do Texas, Houston, durante dois anos. Entre 1957 e 1964 lecionou na Universidade Howard.

Em 1958, Toni se casou com o arquiteto jamaicano Harold Morrison, que também lecionava em Howard. O casal teve dois filhos. Em 1964 se divorciam e depois da separação, Toni foi morar na cidade de Syracuse no estado de Nova Iorque onde se tornou editora da Random House.

Na Randon House, uma das principais editoras de livros em língua inglesa do mundo, Toni Morrison publicou pensadores e autores afro-americanos, entre eles Angela Davis, Henry Dumas, Gayl Jones e o pugilista Muhammad Ali.

Em 1984, Toni começou a lecionar na Universidade de Nova Iorque, em Albany onde permaneceu até 1989 quando ingressou na Universidade de Princeton. Aposentou-se em 2006.

Carreira de escritora

O livro de estreia de Toni Morrison só foi publicado quando a escritora estava com 39 anos: “O Olho Mais Azul” (1970), um romance de ficção que ela começou a escrever na época em que fazia parte de um grupo de escritores no período em que estudava na Universidade Howard

O livro “O Olho Mais Azul” fala sobre uma criança que almeja ser branca de olhos claros e critica os padrões de beleza disseminada pelos sucessos de Hollywood na década de 40.

Depois de algumas obras a popularidade de Toni Morrison veio com a publicação da trilogia iniciada com “Amada” (1987), livro vencedor do Prêmio Pulitzer, baseado na história real de uma escrava fugitiva que ao se ver perto da recaptura, mata sua filha pequena para poupa-la de uma vida de escravidão. A trama ganhou uma adaptação cinematográfica “Bem Amada” lançada, em 1998, estrelada por Oprah Winfrey.

O segundo livro da trilogia foi “Jazz” (1992), que conta uma história de violência e paixão ambientada no Harlem, bairro negro de Nova Iorque, nos anos de 1920.

Em 1993, Toni Morrison foi premiada com o Prêmio Nobel de Literatura, tornando-se a primeira e única mulher negra a conquistar a honraria, com seus livros que escancaram as cicatrizes deixadas pela escravidão e a discriminação racial nos Estados Unidos.

O terceiro livro que completa a trilogia “Paraíso” (1998) fala de uma cidade fictícia habitada apenas por negros, em Oklahoma, que se desestabiliza com a chegada de uma branca.

Morrison e seu filho mais novo Slade escreveram juntos vários livros infantis, entre eles “Remember” (2004), que narra as dificuldades dos alunos negros durante a integração do sistema público escolar americano, “Who’s Got Game?” (2007) e “Please, Louise” (2014).

Em 2010, Morrison foi nomeada Oficial da Legião de Honra Francesa. Em 2012 recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade dos Estados Unidos. Em 2019 foi lançado “Toni Morrison: The Pieces I Am” (2019) um documentário sobre sua vida e carreira.

Toni Morrison faleceu em Nova Iorque, no dia 5 de agosto de 2019, das complicações de uma pneumonia.

Frases de Toni Morrison

“Se você quer voar, tem que largar aquilo que te puxa para baixo.”

“Escrever é realmente uma forma de pensar - e não apenas sobre sentimentos, mas também sobre coisas que são díspares, não resolvidas, misteriosas, problemáticas, ou apenas doces.”

“Libertar-se era uma coisa; reclamar a propriedade desse eu libertado era outra.”

“A raiva é uma emoção paralisante, você não consegue fazer nada. As pessoas parecem pensar que é uma sensação interessante, apaixonada e inflamada. Eu não acho que seja nada disso - é impotência, ausência de controle - e eu preciso de todas as minhas habilidades, todo o controle, todos os meus poderes.”

Dilva Frazão
É bacharel em Biblioteconomia pela UFPE e professora do ensino fundamental.
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