Maria Callas

Soprano norte-americana

Biografia de Maria Callas

Maria Callas (1923-1977) foi uma soprano norte-americana, com descendência grega. Foi considerada uma das mais importantes sopranos de sua geração tornando-se um mito mundial.

Maria Callas, nome artístico de Maria Sophia Cecilia Anna Kalogeropoulos, nasceu em Nova Iorque, nos Estados Unidos, no dia 2 de dezembro de 1923. Filha dos imigrantes gregos George e Evangelia, com sete anos começou a estudar piano clássico. Quando estava com 10 anos seus pais se separaram. Com 14 anos foi com sua mãe e seu irmão para a Grécia. Ganhou uma bolsa de estudos para a Real Academia de Música. Em Atenas estudou canto com Elvira de Hidalgo, renomada soprano espanhola.

Ainda estudante, com 15 anos, fez sua estreia em “Cavalleria Rusticiana”, no papel de “Santuzza”. Com 17 anos entrou para a Companhia de Ópera de Atenas. Nesse mesmo ano fez sua estreia profissional com “Boccaccio”, no papel de “Beatrice”, na Royal Ópera de Atenas. Nessa época, interpretou diversas óperas, entre elas, “Suor Angelica” e “Tosca”, de Giacomo Puccini.

Após recusar um contrato com o Metropolitan Opera House de Nova Iorque, seguiu para a Itália onde estreou na Arena Verona em 1947 com “La Gioconda de Ponchielli”. Com a proteção do diretor da orquestra Tullio Serafim, cantou “Turandot” de Puccini, “Ainda” e “La Forza del Destino”, de Verdi e “Tristan e Isolda” de Wagner, esta na versão italiana. Em 1948, em Florença, foi protagonista de “Norma” de Bellini.

Na década de 50, Maria Callas se apresentou nas mais importantes casas de espetáculos dedicadas à ópera, como “La Scala”,  “Covent Garden” e o “Metropolitan. Nessa época, iniciou a recuperação de algumas obras de autores como Cherubini “Medea”, Gluck “Ifigenia em Tauride”, Rossini “Armida” e Donzett “Polinto”, prática seguida por outros sopranos como Joan Sutherland e Montserrat Caballé.

Nesse período, realizou com o diretor de cinema e teatro Lucchino Visconti algumas de suas montagens mais importantes de sua carreira, como “La Traviata” em 1955, no Scala de Milão e “Ana Bolena”, em 1957. Em 27 de março de 1958, “a Diva”, como era chamada, estreou em Lisboa com a “La Traviata”, de Verdi, no Teatr Nacional de São Carlos. Maria Callas foi consagrada como a maior soprano de sua geração e uma das mais importantes do século XX.

Maria Callas foi casada com o empresário G. B. Meneghini, entre 1949 e 1959. Manteve uma conturbada relação com o milionário grego o armador Aristóteles Onassis, entre 1960 e 1968. Após a separação, Callas anunciou que se retiraria dos palcos em consequência de sua frágil saúde. Entre 1971 e 1972 se dedicou ao ensino de música na Julliard Scholl, em Nova Iorque. Em 1974 voltou a se apresentar e iniciou uma turnê pela Europa, Estados Unidos e o Extremo Oriente, junto com o tenor Giuseppe Di Stefano, mas a sua voz já não era a mesma. Sua última apresentação foi no Japão, no dia 11 de novembro de 1974. Após a turnê, mudou-se para Paris onde passou a viver reclusa.

Maria Callas faleceu em Paris, França, de um ataque cardíaco, no dia 16 de setembro de 1977.

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Última atualização: 12/09/2017