Francisco Matarazzo

Empresário italiano

Biografia de Francisco Matarazzo

Francisco Matarazzo (1854-1937) foi um empresário italiano, radicado no Brasil, que criou o maior complexo industrial da América Latina no início do século XX.

Francesco Antonio Maria Matarazzo (1854-1937), conhecido no Brasil por Francisco Matarazzo, nasceu em Castellabate, província de Salermo, na Itália, no dia 9 de março de 1854. Com poucos estudos, o mais velho de nove irmãos, então com 19 anos, teve que assumir os negócios agropecuários da família, após a morte do pai. Em 1881, resolveu vir para o Brasil em busca de melhores condições de vida. Comprou uma grande carga de banha de porco e despachou para o país. Ao chegar, recebeu a notícia que as duas toneladas de banha haviam naufragado a bordo de uma barca na Baía da Guanabara.

Pouco depois, segue para Sorocaba, no interior de São Paulo, para se encontrar com o amigo Francesco Grandino, sendo muito bem recebido pela colônia italiana. Com o dinheiro que trouxe, comprou quatro mulas e alguma mercadoria e iniciou o comércio móvel pelas diversas fazendas da região. Em 1882, com algum dinheiro que juntou, abriu um pequeno armazém de secos e molhados em Sorocaba. Com o sucesso do armazém, investiu em uma fábrica de banha de porco. Começou também a fabricar as latas para transporte e comercialização do produto.

Em 1890, Francisco Matarazzo foi para São Paulo onde começou a construção de seu império. Abriu na rua 25 de Março com os irmãos Guiseppe e Luigi a “Matarazzo & Irmãos”, onde distribuía diversos produtos. Abriu mais uma fábrica de banha, agora em Porto Alegre. Em 1891 dissolveu a Matarazzo & Irmãos e criou, em sociedade com o irmão Andrea, a “Companhia Matarazzo S.A.”, com 41 acionistas, muitos deles italianos. A principal atividade era a importação de farinha de trigo e algodão dos Estados Unidos.

Em 1898, a importação dos produtos foi interrompida em consequência da guerra entre os Estados Unidos e a Espanha pela independência das colônias espanholas na América Central. O empresário decidiu produzir farinha no Brasil. Foi para a Inglaterra onde comprou um moinho de última geração. Estava criado o “Moinho Matarazzo”, que na época se tornou a maior unidade industrial de São Paulo.

Expandindo seus negócios construiu uma metalúrgica para a fabricação de latas para embalagem e uma tecelagem de algodão para a fabricação de sacos para armazenar os seus produtos. Em 1991 fundou a “Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo”, que em pouco tempo, tinha mais de 200 fábricas espalhadas pelo país, com ramificação em Buenos Aires, Nova Iorque, Londres e Roma.

Em 1914, de férias na Itália, eclode a primeira guerra mundial. Matarazzo se oferece para ajudar no abastecimento de produtos para a Itália e a França. Em reconhecimento recebe do rei da Itália Vittorio Emmanuelle III, o título hereditário de conde. Em 1919 volta ao Brasil. Admirador de Mussolini contribuiu financeiramente para sua campanha na Itália.

Em 1928 se juntou a outros empresários e criou o “Centro da Indústria do Estado de São Paulo”, se tornando o primeiro presidente. Em 1931 é criada a "Federação da Indústria do Estado de São Paulo", também assumindo a presidência. Dono de grandes imóveis na cidade de São Paulo, entre 1920 e 1970 viveu na “Mansão Matarazzo”, na AV. Paulista. A casa foi demolida em 1996, cercada de grande polêmica. O Edifício Matarazzo, onde foi sede de suas indústrias, entre 1930 e 1972, é hoje a sede da Prefeitura da Cidade de São Paulo, conhecido também como Palácio do Anhangabaú.

Francesco Matarazzo foi casado com a italiana Filomena Sansivieri Matarazzo, com quem teve 13 filhos: Giuseppe Matarazzo, Andrea Matarazzo, Ermeliano Matarazzo, Teresa Matarazzo, Mariangela Matarazzo, Attilio Matarazzo, Carmela Matarazzo, Lydia Matarazo, Olga Matarazzo, Ida Matarazzo, Claudia Matarazzo, Francisco Matarazzo Júnior e Luís Eduardo Matarazzo.

Francisco Matarazzo, faleceu em São Paulo, no dia 10 de dezembro de 1937.

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Última atualização: 31/01/2017