Francisco Franco

Ditador espanhol
Por Dilva Frazão

Biografia de Francisco Franco

Francisco Franco (1892-1975) foi um general, chefe de estado e ditador espanhol. Instalou uma ditadura fascista na Espanha que ficou conhecida como “franquismo”, que se estendeu por quase quarenta anos, até sua morte em 1975.

Francisco Paulino Hermenegildo Teódulo Franco Bahamonde, conhecido como Francisco Franco, nasceu na cidade de El Ferrol, Espanha, no dia 4 de dezembro de 1892, em uma família de militares.

Carreira militar

Francisco Franco iniciou sua carreira militar na Academia de Infantaria de Toledo, concluindo seus estudos em 1910. Entre 1912 e 1929 serviu em Marrocos quando organizou a Legião Estrangeira Espanhola.

Por se destacar nas campanhas bélicas, em 1925, com apenas 33 anos, foi promovido a General de Divisão. Entre 1929 e 1931, comandou a Escola de Toledo.

Carreira política

Entre 1923 e 1930 a Espanha viveu sob uma ditadura fascista do general Primo Rivera (preservando a monarquia), que caiu sob a pressão popular.

Em 1933, com a vitória da direita nas eleições, Francisco Franco voltou à Espanha e comandou a repressão às greves dos mineiros nas Astúrias. Em 1934, foi indicado para a chefia do Estado-Maior do Exército.

Após a vitória republicana nas eleições de fevereiro de 1936, Francisco Franco afastou-se da chefia do Exército e foi enviado para as Canárias.

Em julho do mesmo ano, desembarcou secretamente no Marrocos e juntou-se à rebelião comandada pelo general Sanjurjo, porém, com a morte dele, Franco assumiu a chefia do movimento.

Guerra Civil Espanhola

Em outubro de 1936 a junta de Burgos o nomeou generalíssimo e chefe do governo nacional. Em janeiro de 1938 foi nomeado chefe de Estado.

Depois de três anos de sangrenta guerra civil, marcada por atrocidades de ambos os lados, a vitória foi assegurada pela intervenção militar da Itália fascista e da Alemanha de Hitler.

De um lado os falangistas (fascista), pretendendo derrubar o governo republicano eleito e restaurar a monarquia, de outro as forças populares e democráticas, lutando pela sustentação das reformas sociais e políticas.

A Alemanha nazista usou a Espanha como centro de experimentação de suas novas e potentes armas, pois pretendia ter a Península Ibérica como uma aliada, em caso de nova guerra com a França.

As forças republicanas, sem grandes condições de resistência, pois tiveram apenas um pequeno apoio da União Soviética e das Brigadas Internacionais, formadas por operários e intelectuais de outros países, foram derrotadas em 1939.

Depois de três anos de combate, que causaram 1 milhão de mortes, as forças de Franco ocuparam toda a Espanha. Era o início de um regime totalitário que ficou conhecido como “franquismo”, isto é, a ditadura fascista do generalíssimo Francisco Franco.

O Franquismo na Espanha

Terminada a Guerra Civil, Franco impôs à Espanha um regime inspirado no fascismo de Hitler e Mussolini, que eram seus aliados.

Em setembro de 1939, alguns meses depois da vitória franquista, começou a Segunda Guerra Mundial. Finalizada a Guerra, com a derrota das forças do Eixo, aliadas a Franco, seu regime sofreu um isolamento diplomático, mas conseguiu se consolidar. 

A liberdade de pensamento foi pouco a pouco sendo reprimida. O Estado intensificou a perseguição aos opositores. A propaganda oficial tentava mobilizar a opinião pública saudando Franco como um mito, um herói de guerra e o salvador da Espanha.

Durante o período de 1936 a 1975 estima-se que mais de 114 mil pessoas foram consideradas “desaparecidas”. Houve denúncias da existência de campos de concentração para os adversários políticos e o medo tomava conta da população.

As bases do regime ditatorial eram definidas pelo autoritarismo, unidade nacional, promoção do catolicismo, nacionalismo castelhano (com a supressão dos direitos de outras culturas, como a dos bascos e catalães), militarismo, corporativismo nos moldes fascistas, anticomunismo e anti-anarquismo.

O franquismo levou a Espanha a atravessar um atraso econômico que só veio mostrar um rápido crescimento na década de 60, com a industrialização, a abertura e a urbanização, o que facilitou a permanência de Franco no poder apesar da forte repressão aos seus opositores.

O espírito oposicionista continuou a manifestar-se através de greves operárias e manifestações estudantis eram cada vez mais frequentes.

Após a morte de Franco, e a ascensão ao trono do rei Juan Carlos, neto do último rei da Espanha, Afonso XIII,  a Espanha voltou a ser uma democracia parlamentar.

Francisco Franco faleceu em Madri, Espanha, no dia 20 de novembro de 1975.

Última atualização: 02/10/2020

Dilva Frazão
Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.
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