George Orwell

Escritor e jornalista inglês
Por Dilva Frazão

Biografia de George Orwell

George Orwell (1903-1950) é o pseudônimo de Eric Arthur Blair, escritor e jornalista inglês, conhecido pelo livro “1984”, cujo enredo se passa num país fictício onde há um regime político totalitário. O personagem principal do livro é um funcionário público consciente da opressão que vivia.

George Orwell nasceu em Motihari, na Índia Britânica, no dia 25 de junho de 1903. Era filho de um funcionário público a serviço da coroa e sua mãe era filha de um comerciante francês.

Em 1911 mudou-se com a família para Sussex, Inglaterra, época em que foi matriculado em um internato, onde se destacou por sua inteligência.

Aprovado no Elton College, escola de elite, ali permaneceu entre 1917 e 1921, graças a uma bolsa de estudos. Sobre o Elton, Orwell escreveu mais tarde no prefácio do livro “A Revolução dos Bichos”:

“Era a mais cara e esnobe das escolas Públicas da Inglaterra”.

Ainda estudante, ele publicou seus primeiros textos no periódico da escola. Foi aluno de Aldous Huxley, autor do livro “Admirável Mundo Novo”.

Em 1922, George Orwell alistou-se na Polícia Imperial da Índia e foi para a Birmânia (hoje Myanmar), onde serviu durante cinco anos, até pedir demissão.

Carreira literária

Após abandonar a carreira militar, Orwell decidiu se dedicar à literatura. Entre 1928 e 1929 vagou pela França e Inglaterra, enquanto desempenhava qualquer tipo de trabalho.

Nessa época, George Orwell começou a escrever os primeiros rascunhos de sua primeira obra “Sem Eira Nem Beira em Paris e Londres.”

O livro, que só foi publicado em 1933, contou com a ajuda da brasileira Mabel Lilian Sinclair Fierz, filha de ingleses, que convenceu o editor a publicar o livro.

A obra, em que usou pela primeira vez o pseudônimo de Geroge Orwell, é um relato autobiográfico dessa época em que perambulava pelas ruas de Paris e Londres e era obrigado a conviver com mendigos e criminosos.

As obras seguintes dão mostra de sua aproximação ao socialismo como escreveu na frase:

“Tornei-me pró-socialista mais por desgosto com a maneira como os setores mais pobres dos trabalhadores industriais eram oprimidos e negligenciados do que devido a qualquer admiração teórica por uma sociedade planificada”.

Em 1935 publicou “Dias na Birmânia”, que denuncia a verdadeira face do Imperialismo britânico na Índia, um relato de sua experiência quando serviu naquela colônia.

A obra seguinte foi “A Estrada para Wigan Pier” (1937), uma coletânea de ensaios, testemunha de sua convivência com os mineiros quando critica as abstrações teóricas dos intelectuais de esquerda.

Em seguida, publicou “Homenagem à Catalunha” (1938), quando narra suas experiências como combatente republicano na Guerra Civil Espanhola e critica a atitude comunista no conflito.

Em 1943, engajado nos movimentos socialistas, foi nomeado diretor literário do periódico socialista “Tribune”, para o qual escreveu numerosos artigos e ensaios.

A Revolução dos Bichos

O prestígio literário de George Orwell se consolidou com a publicação de “A Revolução dos Bichos” (1945), uma brilhante fábula satírica inspirada na traição da revolução soviética e seus próprios ideias, uma das publicações mais vendidas no século XX.

1984

Em 1949, George Orwell publicou o livro “1984”, um romance de antecipação no qual o estado assume o controle absoluto de uma sociedade e nega a própria individualidade dos cidadãos.

Embora a obra tenha despertado grandes controvérsias, constitui um repúdio ao totalitarismo de qualquer espécie.

Morte

George Orwell faleceu vítima de tuberculose, em Londres, Inglaterra, no dia 21 de janeiro de 1950. Foi sepultado na Igreja Anglicana All Saints’ Churchyard, onde a lápide identifica somente “Eric Arthur Blair”, sem mencionar seu pseudônimo.

Frases de George Orwell

  • "A maneira mais rápida de acabar com uma guerra é perdê-la."
  • "Pensamento duplo indica a capacidade de ter na mente, ao mesmo tempo, duas opiniões contraditórias e aceitar ambas."
  • "Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário."
  • "Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade."
  • "Se o pensamento corrompe a linguagem, a linguagem também pode corromper o pensamento."

Última atualização: 30/07/2020

Dilva Frazão
Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.
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