Joseph Haydn

Compositor austríaco
Por Dilva Frazão
Biblioteconomista e professora

Biografia de Joseph Haydn

Joseph Haydn (1732-1809) foi um compositor austríaco, o primeiro nome do classicismo vienense, seguido de Mozart e Beethoven. Sua obra, que compreende sinfonias e óperas, aberturas, cantatas, oratórios e outras peças, o converteu em uma das mais importantes figuras da música instrumental.

Franz Joseph Haydn nasceu na pequena aldeia de Rohrau, situada às margens do rio Leitha, Áustria, no dia 31 de março de 1732. Filho de um marceneiro e músico amador, desde pequeno revelou excepcionais dotes musicais.

Em 1738, com seis anos, foi levado pelo pai para a cidade de Hainburg, onde estudou com o primo e mestre de escola Johann Frankh.

Em 1740, Haydn ingressou como solista no coro infantil da catedral de Santo Estevão, em Viena. Em 1747, com a mudança da voz, foi substituído por seu irmão Michael, e passou a ganhar a vida por conta própria, em Viena.

Lecionou para filhas de comerciantes ricos e completava orquestras desfalcadas. Foi apresentado ao professor Niccolò Porpora, que o colocou em contato com grandes compositores da época.

Mestre de Capela

Em 1754, Joseph Haydn foi nomeado diretor musical da câmara do conde Ferdinand Morzin, na Boêmia. Em 1761, após um casamento fracassado, foi contratado pelo príncipe Esterházy, como segundo mestre de capela em Eisenstadt.

Posteriormente, instalou-se no castelo como mestre de capela. Em uma corte que pretendia rivalizar com Versalhes, Haydn permaneceu durante quase trinta anos como diretor musical, com uma orquestra à sua disposição.

Joseph Haydn e Mozart

Em uma de suas viagens a Viena, Haydan torna-se amigo de Mozart, 24 anos mais novo que ele, e passaram a se corresponde com frequência.

Mesmo afastados, realizaram um valioso intercâmbio artístico, que veio a enriquecer tanto a um como a outro. Seus talentos se harmonizavam numa completa perfeição: Haydn, mais audacioso na estrutura musical, Mozart, mais inventivo e requintado nas melodias e orquestrações.

As melhores obras dos dois grandes músicos surgiram exatamente nessa época. Em 1791, a influência de Mozart sobre Haydn ficou evidente de modo claro nas “Sinfonias de Solomon”, nos seus últimos quartetos e nos famosos oratórios: “A Criação” e “As Estações”.

Certa vez declarou a Leopold Mozart: “Considero seu filho o maior músico que já ouvi”. Ao contrário de Mozart, Haydan tornou-se famoso internacionalmente ainda em vida.

Joseph Haydn e Beethoven

Em 1792, depois de um ano de ausência, Haydn foi para Viena, onde foi recebido com pompas e honrarias, se estabeleceu em uma casa no subúrbio de Gumpendorf, mais tarde transformada em museu.

Passou a conviver com os maiores artistas da época e a lecionar para jovens talentos, entre os quais o temperamental Beethoven, vindo da Alemanha, então com 22 anos de idade.

Morte

Joseph Haydan faleceu em Viena, Áustria, no dia 31 de maio de 1890, sendo sepultado em solene cerimônia fúnebre, ao som do Requiem, de Mozart, sendo conduzido ao cemitério da igreja do subúrbio onde ele havia morado. Onze anos depois, seus restos mortais foram ransladados, por ordem do príncipe Esterhazy, para a Igreja de Eisenstadt.

Obra de Joseph Haydn

A produção de Haydn foi imensa, abrangendo meio século de atividades. Embora tenha sido compositor instrumental, sua produção compreende todos os gêneros instrumentais e vocais, sacros e profanos.

Conhecem-se 108 sinfonias, 83 quartetos, 52 sonatas para piano, 41 trios (com piano, 27 concertos para diversos instrumentos, 16 óperas (nove das quais cômicas), 16 aberturas orquestrais, 35 peças religiosas, cerca de 70  lieder e perto de duas dezenas de outros trabalhos.

Entre suas obras destacam-se:

  • Sinfonia nº 48 em dó maior “Maria Teresia” (1772)
  • Sinfonia nº 63 em do maior “Roxolane” (1777)
  • Sinfonia nº 85 em si bemol maior “A Rainha” (1786)
  • Sinfonia nº 100 em sol maior, “Militar” (1794)
  • Quarteto de cordas opus 76, nº 3 “Imperador” (1798)
  • Quarteto de cordas opus 1, nº 1 em si bemol maior “A Caça”
  • Quarteto de cordas opus 74, nº 1 em dó maior (1793)
  • Quarteto de cordas opus 76, nº 2 em ré menor “Quarteto das Quintas” – considerado sua obra prima no gênero, pela riqueza de contrastes
  • Sonata nº 37, em ré maior, para piano
  • Sonata nº 49 em bi bemol maior, para piano (1790)
  • Trio para piano e cordas nº 1, em sol maior “O Cigano”
  • Concerto em mi bemol maior, para pistão e orquestra
Dilva Frazão
É bacharel em Biblioteconomia pela UFPE e professora do ensino fundamental.
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