Marquês de Pombal

Político e estadista português

Biografia de Marquês de Pombal

Marquês de Pombal (1699-1782) foi um político e diplomata português. Foi Embaixador nas cortes inglesa e austríaca. Foi Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e também Ministro do Reino.

Sebastião José de Carvalho e Mello, o Marquês de Pombal e Conde de Oeiras, nasceu em Lisboa, Portugal, no dia 13 de maio de 1699. Filho de Manuel de Carvalho e Ataíde e de Teresa Luísa de Mendonça e Mello, fidalgos e ascendentes de uma dinastia de desembargadores, ingressou no curso de Direito na Universidade de Coimbra. Em 1723 casou-se com Teresa de Noronha e Bourbon Mendonça e Almeida.

No dia 2 de outubro de 1738, ainda no reinado de D. João V, numa consolidação de aliança luso-britânica, foi nomeado embaixador de Portugal na corte de Londres. Sua esposa muito doente não pode acompanhá-lo falecendo no mesmo ano. Em 1743, Pombal retornou para Lisboa e, no ano seguinte foi nomeado embaixador de Portugal na corte de Viena, na Áustria. Chegou a Viena em 17 de abril de 1745. Nesse mesmo ano casou-se com Maria Leonor Ernestina Daun, condessa de Daun.

No dia 31 de julho de 1750, morre o rei D. João V e assume o trono de Portugal, seu filho o rei D. José I. No dia 2 de agosto do mesmo ano, Pombal foi nomeado Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, um dos três ministérios que concentravam as decisões do reino. Logo se envolveu em intrigas. Fez oposição ao tratado de Madri que implicava na demarcação do território dos Sete Povos das Missões, ocupado por aldeamentos indígenas organizados por jesuítas espanhóis no Sul do Brasil.

A partir de 1753, o Marques de Pombal, inspirado no modelo inglês, criou várias companhias de comércio, entre elas, da Ásia, do Grão-Pará e Maranhão, de Pernambuco e Paraíba, e das vinhas do Alto Douro, que comandavam as atividades econômicas e monopolizavam os negócios. Foi o responsável pelo aumento na arrecadação dos impostos sobre o garimpo – medida cada vez mais impopular.

No dia 1 de novembro de 1755, quando se comemorava o dia de Todos os Santos, um terremoto atingiu Lisboa. O rei D. José I, de seu palácio em Belém, deu plenos poderes ao seu ministro Pombal. Quem sobreviveu ao tremor teve que enfrentar um maremoto que veio depois. Logo, Pombal coordenou o socorro aos sobreviventes. Ordenou que os saqueadores fossem sumariamente enforcados, fixou os preços dos alimentos e do material de construção e fez com que os corpos das vítimas fossem amarrados a pesos e jogados o oceano.

Os efeitos sobre o patrimônio edificado foram devastadores, mais de dois terços da cidade se encontravam inabitáveis. Cerca de trinta e cinco igrejas foram destruídas ou corriam risco de ruir. Os prejuízos materiais foram incalculáveis. Em 1756, o Marquês do Pombal ocupou a Secretaria do Reino o que lhe deu o controle do país. Organizou um plano de reconstrução urbanística da cidade: as ruelas foram substituídas por ruas com traçado reto, edificações monumentais foram erguidas para sediar a administração pública. Em 1759, quando foi nomeado conde de Oeiras, o ministro já tinha se tornado praticamente um governante absoluto.

No dia 3 de setembro de 1958, outro acontecimento marcou a era pombalina, quando foram disparados tiros sobre a carruagem onde seguia o rei. Em dezembro, as prisões começaram, atingindo o duque de Aveiro, o conde de Atouguia, o marquês e a marquesa de Távora e seus filhos, além de muitos outros fidalgos.  O marquês de Távora e sua mulher foram torturados e executados em púbico.

Em 1759, a exemplo da Espanha e da França, o Marques de Pombal expulsou a Companhia de Jesus de Portugal e dos seus territórios, com o aval do papa Clemente XIV. A tarefa do confessionário passou para os padres da confiança de Pombal e a Inquisição passou para o controle do Estado. Nesse mesmo ano, Iniciou uma reforma no ensino, antes gerido pelos jesuítas. Criou novas escolas como o Real Colégio dos Nobres. Em 1960 criou o Erário Régio, a Imprensa Real e a Escola do Comércio. Em 1769 recebeu o Título de Marquês de Pombal.

Em 1777, com a morte do rei D. José I, o poder de Pombal ruiu. Rapidamente, seus inimigos conseguiram neutralizar sua influência na corte. No dia 4 de março o Marquês de Pombal é demitido por decreto-régio. Foi forçado a abandonar a capital e partir para sua propriedade em Oeiras. A reclusão não foi suficiente para acalmar a reação daqueles que tiveram que aceitar sua tirania durante anos. Em 1779, depois de várias queixas contra o Marquês, é elaborada uma ação judicial, onde é acusado de abuso de poder, corrução e fraude. Em 1781 é condenado, afastado de Lisboa e exilado em seu palácio em Pombal.

Marquês d Pombal faleceu em Pombal, Portugal, no dia 8 de maio de 1782.

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Última atualização: 29/01/2018

Dilva Frazão
Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.