Tito Lívio

Historiador romano

Biografia de Tito Lívio

Tito Lívio (59 a. C – 17) foi um historiador romano, autor da grande história de Roma conhecida pelo título de Ab Urbe Condita, que tentou reconstruir a evolução romana desde as origens da cidade, com o propósito de exaltar os feitos das personalidades importantes de Roma. A obra o colocou entre os mais celebrados historiadores de todos os tempos.

Tito Lívio (em latim, Titus Livius) nasceu em Patavium (Pádua), rica cidade do Vêneto, na Itália, no ano 59 a. C. Cresceu em meio às guerras civis que assolaram a Itália naquela época. A base de sua educação foi o estudo de retórica e filosofia e da literatura grega. É provável que tenha se instalado em Roma a partir do ano 30 a. C., e que tenha desfrutado de uma situação econômica confortável.

Acredita-se que Tito Lívio tenha adquirido prestígio muito cedo e que tenha sido admitido nos círculos literários de Roma, pois escreveu diálogos filosóficos e obteve o apoio do imperador Augusto para suas pesquisas historiográficas. Por volta do ano 8 da era cristã foi contratado pelo Imperador Augusto para preceptor do jovem Cláudio, futuro imperador romano.

História de Roma

Tito Lívio desenvolveu uma obra historiográfica composta originalmente de 142 livros, o “Ab Urbe Condita” (literalmente, desde a fundação da cidade), que é frequentemente referida como “História de Roma”, mas que apenas 35 livros foram preservados (I a IX e XXI a XLV). A leitura da obra permite concluir que o projeto teve início em 29 a. C. e consumiu grande parte da vida do historiador, sendo interrompida no ano 9 da era cristã.

Devido a grande extensão da obra, a partir do século I da era cristã, muitos sumários foram produzidos, a partir dos quais se conhece o conteúdo dos volumes perdidos. Acredita-se que os últimos vinte livros tenham sido publicados somente após o ano 14 da era cristã, ano da morte do imperador Augusto, uma vez que contêm passagens críticas sobre seu reinado.

Os cinco primeiros livros contêm o relato de episódios da época da realeza e dos primórdios da república, até o saque de Roma pelos Gauleses. Seguem-se a conquista da Itália dos livros VI a XV, a primeira Guerra Púnica do XVI a XX, a segunda Guerra Púnica do XXI ao XXX e a conquista do Oriente até as guerras com a Síria nos livros XXXI ao XLV.

Daí em diante, Tito Lívio abandona a divisão da narrativa em grupo de cinco livros. Os principais episódios do período final da república aparecem nos volumes LXXI a LXXX (a guerra social) e CIX A CXVI, estes últimos denominados “Belli Civilis Libri” (Livros da Guerra Civil).

Estilo Poético

Ao contrário dos historiadores de seu tempo, Tito Lívio não se envolveu diretamente em política, apesar disso, teve duplo mérito como historiador, um por enfocar a história do ponto de vista moral, e apontar a grandeza ou a indignidade de seus protagonistas, outro por elevar a prosa latina ao mais alto grau de expressividade e correção, pois ao relatar episódios passados, procurava captar até mesmo a atmosfera original.

Certos episódios foram valorizados pelo estilo poético do narrador e acabaram se tornado frequentemente lidos nas escolas, como exemplo o caso da história dos Horácios e Curiácios, citadas como importantes para a formação dos educandos.

Maquiavel e Tito Lívio

As narrações históricas de Tito Lívio exerceram influência duradoura, sendo contadas por autores como Montesquieu, Vico e Maquiavel - político, historiador e literato florentino que viveu entre 1469 e 1527 e participou ativamente da política de Florença. Em sua obra “Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio”, Maquiavel faz uma análise da República romana, onde procura nas experiências passadas, buscar uma solução para os problemas da Itália contemporânea.

Tito Lívio faleceu em Patavium (Pádua), Itália, no ano 17 da era cristã.

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Última atualização: 20/11/2018

Possui bacharel em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.