Emílio Garrastazu Médici

Ex-presidente do Brasil

Biografia de Emílio Garrastazu Médici

Emílio Garrastazu Médici (1905-1985) foi presidente do Brasil, eleito pelo Congresso Nacional, exerceu o cargo entre 30 de outubro de 1969 e 15 de março de 1974. Durante seu governo foram atingidos altos índices de crescimento econômico. Foi a época do chamado "milagre brasileiro".

Emílio Garrastazu Médici nasceu em Bagé, Rio Grande do Sul, no dia 4 de dezembro de 1905. Com 12 anos de idade foi levado por seu avô, Anselmo Garrastazu, para estudar no Colégio Militar de Porto Alegre.

Carreira Militar

Em 1924 ingressou na Escola Militar do Realengo, Rio de Janeiro, onde se tornou Aspirante, em 7 de Janeiro de 1927. No dia 8 de Julho de 1929, promovido a Tenente, serviu no 12.º Regimento de Cavalaria, em Bagé. Promovido a Major, serviu na 3.ª Divisão de Cavalaria, também em Bagé, sendo promovido a Tenente-Coronel em 1948.

Garrastazu Médici foi convidado pelo general Costa e Silva, para ser Chefe do Estado Maior, onde permaneceu durante dois anos. Já no posto de General de Brigada passou a comandar a 4.ª Divisão de Cavalaria em Campo Grande, Mato Grosso em 1961.

Garrastazu Médici foi nomeado subcomandante da Academia Militar de Agulhas Negras. Em 1967, ocupou a Chefia do Serviço Nacional de Informações (SNI). Foi adido militar em Washington. Promovido a General de Exército, foi nomeado Comandante do III Exército, em 28 de março de 1969, em Porto Alegre.

Presidente da República

Em agosto de 1969, durante o regime militar, o presidente Costa e Silva, foi acometido de um derrame cerebral que o afastou do poder, sendo substituído por uma Junta Militar.

No dia 25 de outubro, o Congresso Nacional foi convocado para eleger o novo presidente. O general Emílio Garrastazu Médici foi eleito e assumiu o poder no dia 30 de outubro de 1969, com promessas de restabelecer a democracia.

O governo Médici herdou uma crise política que se arrastava desde o início do governo de Costa e Silva. As manifestações estudantis pediam a queda do governo e setores radicais de oposição iniciaram a luta armada contra o regime militar.

Formaram-se organizações clandestinas que se dicavam à guerrilha urbana e rural. Bancos eram assaltados e diplomatas sequestrados, como o embaixador norte-americano no Brasil, Charles Elbrick. Foram os anos mais duros do período militar.

O milagre econômico

Durante o governo Médici foi criado o Plano Nacional de Desenvolvimento. Foram atingidos altos índices de crescimento econômico. Foi a época do chamado “milagre” brasileiro.

O principal ideólogo do “milagre” foi o economista Antônio Delfim Neto, ministro da Fazenda desde o governo Costa e Silva. O milagre deveu-se ao ingresso maciço de capitais estrangeiros, atraídos pela estabilidade política promovida pelos governos militares.

A expansão econômica foi espetacular, com a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mantendo-se elevada a cada ano. Campanhas oficiais incentivavam o povo, criando slogans como: “Ninguém mais segura este país”, “Brasil, ame-o ou deixe-o”, “Pra frente, Brasil”.

A própria conquista do tricampeonato mundial de futebol no México, em 1970, colaborou para criar um clima de quase euforia e reforçar a imagem positiva do país junto ao discurso oficial.

O governo investiu em grandes projetos, foi assinado o acordo com o Paraguai para construção da Hidrelétrica Itaipu Binacional, foi construída a ponte Rio-Niterói, iniciada no governo anterior, a rodovia Santarém-Cuiabá e estimulou-se a exploração econômica da Amazônia e da Região Centro-Oeste.

No entanto, a dependência em relação ao capital estrangeiro era bastante expressiva e a dívida externa crescia em proporções alarmantes. Porém, a manutenção de baixas taxas de juros no mercado internacional e a expansão acelerada do PIB fazia com que o problema fosse minimizado.

Entretanto, a maioria da população tinha seu salário real diminuído. Na verdade, o “milagre” gerou uma acentuada desigualdade da distribuição de renda. Uma frase comum nesse período foi: “A economia vai bem e o povo vai mal”.

A sucessão

Em 1974, o ritmo de crescimento da economia começou a diminuir. O governo Médici, se prolongou, sob uma forte repressão, até 15 de março de 1974, quando foi substituído pelo General Ernesto Geisel.

Emílio Garrastazu Médici faleceu no Rio de Janeiro, no dia 9 de outubro de 1985.

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Última atualização: 28/05/2019

Dilva Frazão
Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.