Filipe II da Macedônia

Rei da Macedônia

Biografia de Filipe II da Macedônia

Filipe II da Macedônia (382-336 a.C.) foi rei da Macedônia. Criou a "falange macedônica" - infantaria que tornou-se fundamental para as conquistas de seu filho Alexandre o Grande.

Filipe II da Macedônia (382-336 a.C.) nasceu em Pela, capital da Macedônia, localizada no norte da Grécia, até a região que hoje forma o sul da Albânia. Filho de Amintas III, rei da Macedônia, e Eurídice, neta de Arrabeu, rei de Lincéstide. Aos 14 anos de idade, começou sua carreira política. Foi prisioneiro da guerra de Tebas. Admirava a riqueza da cultura grega, se impressionava com a vastidão territorial e a opulência econômica do império persa.

Com 22 anos volta para a sua terra, preparado para dirigir os macedônios. Tomou o controle dos principados semi-independentes. Estimulou o conflito entre as diversas cidades, que na Grécia antiga, formavam estados. Dominou toda a costa norte do Mar Egeu. Assumiu o controle das minas de ouro e prata, que lhe garantia o financiamento de sua política de suborno dos adversários.

Filipe II organizou um exército nacional, com grande habilidade de guerra. Sua cavalaria se tornara a mais poderosa da Grécia. Criou uma nova infantaria, praticamente imbatível - a falange macedônica - baseada nos princípios espartanos, com uma série de inovações. Armada com as sarissas - lanças mais compridas do que as comuns - as falanges, davam apoio à cavalaria, concentrando o máximo poder de ataque.

As falanges formavam 6 divisões, com 5 mil homens cada uma e Filipe cercou-as com duas alas de cavalaria de choque, formadas pelos companheiros e pelos tessalônicos. Para os movimentos rápidos, havia mais duas alas de cavalaria ligeira. Entre a cavalaria e o bloco de falanges avançava uma infantaria couraçada.
Deslocava-se ainda um corpo de infantaria leve, formado por arqueiros e arremessadores de dardos.

Filipe II foi convidado para intervir na guerra entre Tebas e Phocis. Ele que tramava uma revolta contra atenas, acabou tendo acesso ao Conselho grego, que tratava dos templos e cultos. Os atenienses se recusavam a ter um bárbaro como soberano. Teve início a guerra entre atenienses e tebanos, de um lado, e a falange macedônica de outro. Os gregos perderam, mas tiveram tratamento honroso, pois Filipe queria tê-los como aliados.

Filipe II unificou a Grécia, criando a Liga Nacional das Cidades, aliadas à Macedônia. Em 336 a.C., Filipe II foi assassinado, deixando o Exército Nacional e um vasto território para seu herdeiro Alexandre o Grande, que concluiu a obra do pai, estabelecendo um dos maiores impérios da antiguidade.

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Última atualização: 20/09/2012

Possui bacharel em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.