Maria Della Costa

Atriz brasileira

Biografia de Maria Della Costa

Maria Della Costa (1926-2015) foi uma atriz brasileira consagrada por suas atuações no teatro e na televisão.

Maria Della Costa (1926-2015), nome artístico de Gentile Maria Marchioro Della Costa Paloni, nasceu em Flores da Cunha, Rio Grande do Sul, no dia 1 de janeiro de 1926. Ainda adolescente, chamava atenção por sua beleza e foi descoberta por um olheiro de uma revista de variedades. Durante algum tempo trabalhou como modelo.

Em 1941 casou-se com o produtor Fernando de Barros. Em 1944 foi convidada pela atriz Bibi Ferreira para encenar “A Moreninha”, uma adaptação da obra do escritor Joaquim Manuel de Macedo. Em 1945 separou-se do marido e seguiu para Lisboa, onde ingressou no curso de teatro do Conservatório Dramático de Lisboa.

Em 1946, Della Costa retornou ao Brasil e ingressou no elenco do grupo “Os Comediantes”. Nesse mesmo ano, atuou na peça “A Rainha Morta”, sobre a direção de Ziembinski, onde interpretou Inês de Castro. Durante essa época, conheceu Sandro Palloni, também integrante do elenco, se casam e Sandro torna-se seu mentor e administrador de sua carreira. Ainda no elenco do grupo “Os Comediantes”, ela atua nas peças “Não Sou Eu” e em “Terras do Sem Fim”.

Em 1948, Maria Della Costa e Sandro Palloni fundam a companhia “Teatro Popular de Arte”, que apresentou polêmicos espetáculos como “Anjo Negro” de Nelson Rodrigues e “Lua de Sangue”, ambos dirigidos por Ziembinski. Com a companhia, a atriz percorreu diversas cidades do interior. Em 1951, a atriz atua na peça “Ralé”, no Teatro Brasil de Comédias, sob a direção de Flaminio Bollini.

Em 1954, Maria e Sandro inauguram o “Teatro Maria Della Costa”, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, um projeto de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, com a apresentação da peça “O Canto da Cotovia”, de Jean Anouilh, quando a atriz fez o papel de Joana d’Arc, em um espetáculo de extremo requinte e beleza, cujo coreógrafo Gianni Ratto foi trazido da Itália. Em 1956 protagoniza três espetáculos: “A Casa de Bernarda Alba”, “A Rosa Tatuada” e “Moral em Concordata”.

Em 1954, Flávio Rangel monta o espetáculo “Gimba”, de Gianfrancesco Guarniere. O espetáculo é levado para ser exibido no Festival do Teatro das Nações, em Paris, onde ganha o Prêmio de Melhor Trabalho Folclórico. A apresentação é levada para Madri, Roma e Lisboa. Na capital portuguesa apresentam também a peça “A Alma Boa de Set-Suan”, até então proibida.

Em 1962, de volta ao Brasil, protagoniza “O Marido Vai à Caça”. Em 1964 convida Flávio Rangel para montar um dos seus maiores sucessos “Depois da Queda”, de Arthur Miller. Além de ser responsável por encenações no Brasil de grandes dramaturgos modernos, também revelou talentos – entre eles Fernanda Montenegro e Ney Latorraca. Na TV, Integrou o elenco de novelas como “Beto Rockfeller” (1968) e “Estúpido Cupido” (1976).

Maria Della Costa faleceu no Rio de Janeiro, RJ, no dia 24 de janeiro de 2015.

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Última atualização: 05/05/2017