Hector Babenco

Cineasta argentino, naturalizado brasileiro

Biografia de Hector Babenco

Hector Babenco (1946-2016) foi um cineasta argentino e naturalizado brasileiro. Foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor no filme “O Beijo da Mulher Aranha”.

Hector Eduardo Babenco (1946-2016) nasceu em Mar del Plata, na Argentina, no dia 7 de fevereiro de 1946. Com 19 anos, veio para o Brasil, época em que trabalhou como vendedor. Apaixonado por cinema estreou sua carreira de cineasta com o filme “O Fabuloso Fittipaldi” (1973), um documentário que dirigiu em parceria com Roberto Farias.

Em 1975, com 29 anos, iniciou o curso do “cinema marginal”, quando preferiu contar histórias em que o heroísmo reside numa insólita força para sobreviver a circunstâncias adversas. Foi assim em seu primeiro longa-metragem “O Rei da Noite”, interpretado por Paulo José, que recebeu o Candango de Melhor Ator no Festival de Brasília, e Marília Pera.

Em seguida vieram: “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977), que recebeu quatro Kikitos de Ouro no Festival de Gramado e foi indicado na categoria de Melhor Filme, foi escolhido como Melhor Filme, pelo Júri Popular, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1981), que foi lançado nos Estados Unidos e deu a Marília Pera o Prêmio de Melhor Atriz, dos críticos de Nova Iorque, “O Beijo da Mulher Aranha” (1985), com Sonia Braga, que recebeu a indicação ao Oscar de Melhor Diretor e deu a William Hurt o Prêmio de Melhor Ator em Cannes e o Oscar de Hollyood.

Em 1987, Hector Babenco dirigiu “Ironweed”, drama norte-americano, com roteiro de William Kennedy, filme que deu a Meryl Streep e a Jack Nicholson indicações ao Oscar. Em 1990 dirigiu “Brincando nos Campos do Senhor”. Nesse mesmo ano, descobriu que estava com um linfoma, e iniciou o tratamento que se prolongou por vários anos.

Em 1998 produziu “Coração Iluminado”, com Xuxa Lopes, sua mulher na época. Seu maior sucesso de público se deu com “Carandiru” (2003), que marcou sua volta ao tema da ética da criminalidade. O filme é uma superprodução baseado no livro Estação Carandiru, do médico Drauzio Varella.

Ao longo de mais de 40 anos de cinema, Hector Babenco produziu uma obra reconhecida que deixou sua marca no cinema brasileiro. Seu último filme “Meu Amigo Hindu” (2015), estrelado por William Dafoe, começa com a seguinte declaração: “O que você vai assistir é uma história que aconteceu comigo e conto da melhor maneira que sei”. Na tela, o que se vê é a luta de um cineasta para vencer um câncer linfático.

Hector Babenco faleceu de parada cardíaca, em São Paulo, no dia 13 de julho de 2016.

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Última atualização: 05/08/2016

Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.