Erasmo de Roterdã

Teólogo e escritor holandês

Biografia de Erasmo de Roterdã

Erasmo de Roterdã (1466-1536) foi um teólogo e escritor holandês, o maior vulto do Humanismo cristão, dedicou toda sua vida à causa da reforma interna da Igreja Católica. Seu sonho era uma Europa espiritual unida, com uma língua comum aproximando todas as pessoas. Foi aclamado "Príncipe do Humanismo".

Erasmo de Roterdã (Desidério Erasmo) (1466-1536) nasceu em Roterdã, na Holanda, no dia 27 de outubro de 1466. Era filho de um religioso e de uma mulher da burguesia, o que lhe deixou marcas durante toda a vida. Ficou órfão e foi deixado aos cuidados de um tutor. Estudou no convento de Bois-le-Duc e em seguida no Convento de Santo Agostinho, de Steyn, onde dedicou-se à leitura dos clássico, tornando-se um dos homens mais cultos de seu tempo. Escreveu suas primeiras obras, "Antibárbaros" e “O Desprezo do Mundo”. Em seguida publicou um discurso intitulado “Bem da Paz”. Em 1942 foi consagrado sacerdote.

Em 1495 foi para o Colégio de Montaigu, na Sorbone, onde estudou para o doutorado em teologia, mas abandona o curso. Passou a lecionar buscando sua independência. Em 1499, foi para a Inglaterra onde estuda grego na Universidade de Oxford. Em 1500 publica “Adágios”, coleção de provérbios e citações em latim. A obra representou, para a época, o máximo em literatura de divulgação, tornando célebre o nome do autor.

A vida errante leva o humanista de volta à Paris, onde se dedica ao estudo do Novo Testamento. Em 1505 retorna à Inglaterra. No ano seguinte consegue a dispensa papal de obediência “aos costumes e estatutos do Convento de Steyn”. Em 1506 viaja para a Itália, onde se doutorou pela Universidade de Bolonha. Esteve em Veneza onde travou relações com cardeais e com o papa Júlio II. Em Pádua foi preceptor do filho bastardo de James Stuart.

Em 1509 Erasmo deixa a Itália e hospeda-se em Londres, na casa de Thomas More, um dos seus melhores amigos. Em poucos dias escreve “Elogio da Loucura”, uma obra satírica e de crítica aos costumes dos homens, em que a própria loucura fala em seu nome. No Colégio das Rainhas, em Cambridge, leciona grego e Teologia.

Em 1513, a Inglaterra mergulha na guerra contra a França. No ano seguinte vai para a Universidade de Louvain, na Bélgica. Em 1516 publica suas apreciações críticas do Novo Testamento e das “Cartas” de São Jerônimo, dedicando-as ao Papa Leão X. Vai para Londres e na casa de Thomas More escreve “O Manual do Príncipe Cristão”, dedicado ao futuro Carlos V.

Em 1517 tem início a Reforma Protestante. Atendendo aos desejos de Erasmo, uma sentença de Leão X permite-lhe deixar definitivamente o hábito da Ordem dos Agostinianos. Em 1521 Erasmo segue para a Basileia, na Suíça. Em 1524 cede aos insistentes apelos da Igreja e se pronuncia contra os princípios básicos da Reforma de Lutero. Seu sonho era uma reforma na Igreja sem precisar dividi-la. Entre 1526 publica “Os Colóquios”, sua obra mais importante do ponto de vista teológico, onde cumpre a missão de mostrar uma sociedade justa e razoável, verdadeiramente cristã e amiga da paz, que ele julga possível no futuro.

Durante oito anos permaneceu na Basileia, um refúgio na Europa dilacerada pela guerra, porém, chega a ameaça de uma guerra civil entre católicos e protestantes. Em 1529, o culto católico é abolido, a universidade é fechada e os mosteiros expropriados. Mais uma vez Erasmo precisa partir, vai para Friburgo, que está sob o domínio direto dos Habsburgo, não havendo possibilidade de ser atingido pela Reforma. Em 1536, volta à Basileia, para supervisionar a publicação da obra “Ecclesiastes”, quatro volumes sobre a arte de pregar.

Erasmo de Roterdã morreu na Basileia, na Suíça, no dia 12 de julho de 1536.

Última atualização: 18/04/2016