Antonio Gramsci

Ativista político italiano

Biografia de Antonio Gramsci

Antonio Gramsci (1891-1937) foi um ativista político, jornalista e intelectual italiano, um dos fundadores do Partido Comunista da Itália.

Antonio Gramsci nasceu em Ales, Sardenha, Itália, no dia 22 de janeiro de 1891. Filho de Francesco Gramsci e de Guiseppina Marcias nasceu com uma deformidade na coluna, mas sua capacidade intelectual o ajudou a superar todas as dificuldades. Após a prisão de seu pai acusado de desvio de verbas públicas, sua mãe e os sete filhos passaram por sérios problemas financeiros.

Antonio Gramsci era um aluno brilhante e ao ganhar um concurso recebeu como prêmio uma bolsa para estudar Literatura na Universidade de Turim. Nesse período, recebeu grande influência dos socialistas, entre eles, o político e filósofo Benedetto Croce.

Em 1913 filiou-se ao Partido Socialista Italiano. Trabalhou em várias publicações periódicas do partido, entre eles, o “Avanti”, a publicação oficial do partido. Em seguida se converteu em dirigente da ala esquerda do partido. Em 1919, junto com Togliatti e Terracini, fundou a revista “L’ Ordini Nuovo”.

Em 1921, Antonio Gramsci aliou-se ao político Amadeo Bordiga e à ampla facção comunista, dentro do Partido Socialista. Nesse mesmo ano, representaram o partido no XVII Congresso Socialista em Livorno. Romperam com os Socialistas e fundaram o Partido Comunista da Itália. Gramsci tornou-se um dos líderes do partido. Em 1922 representou o partido na Terceira Internacional realizada em Moscou. Nessa época, conheceu a violonista Guilia Schucht, sua futura esposa e mãe de seus dois filhos.

Em 1924 criou o órgão de imprensa oficial do partido o “L’ Unita”. Nesse mesmo ano, foi eleito deputado por Vêneto. Nos primeiros anos de atuação, o partido foi dominado por uma tendência majoritária mais à esquerda formada em torno de Amadeo Bordiga. O partido tinha como objetivos destruir o Estado burguês e abolir o capitalismo através da revolução e da ditadura do proletariado, nos termos definidos por Lenin.

Em janeiro de 1926, por ocasião do III Congresso do partido, realizado clandestinamente na cidade de Lyon, na França, ocorreu uma decisiva mudança de orientação, com a aprovação das “Teses de Lyon”, elaboradas por Gramsci, onde estabeleceu a ampliação das bases sociais do comunismo levando-o a todas as classes de trabalhadores. Em consequência, o grupo de Bordiga passou a ser minoritário e acusado de sectarismo.

Nessa época, o fascismo de Mussolini começava a mostrar sua verdadeira face. Com as leis promulgadas, concentrou poderes de chefe de Estado. Fechou os jornais de oposição, dissolveu os demais partidos e perseguiu seus líderes. Os dirigentes oposicionistas, exilados em Paris, formaram uma frente antifascista. Antonio Gramsci foi processado e no dia 8 de novembro de 1926 foi detido e levado para a prisão romana de Regina Coeli.

Antonio Gramsci foi condenado, passou o resto de sua vida na prisão. Mesmo submetido a maus tratos, Gramsci foi capaz de produzir uma grande obra “Cadernos do Cárcere”, que reúne uma revisão original do pensamento de Marx, no sentido histórico e com tendências a modernizar o legado comunista e adaptá-lo às condições da Itália. Em 1934, com a saúde frágil, Gramsci recebeu a liberdade condicional. Posteriormente, as cartas escritas aos parentes e amigos foram reunidas  e publicadas na obra “Cartas do Cárcere”.

Antonio Gramsci faleceu em Roma, Itália, no dia 27 de abril de 1937.

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Última atualização: 18/07/2017

Dilva Frazão
Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.