Mary Stuart

Rainha da Escócia

Biografia de Mary Stuart

Mary Stuart (1542-1587) foi rainha da Escócia de 1542 a 1567 quando abdicou do trono. Foi rainha consorte da França entre 1559 e 1560.

Mari Stuart ou Maria I nasceu no Palácio de Linlithgow, na Escócia, no dia 8 de dezembro de 1542. Filha do rei Jaime V da Escócia e da rainha consorte, a francesa Marie de Guise. Sua avó Margaret Tudor era irmã do rei Henrique VIII. Mary tinha apenas seis dias quando seu pai morreu. A Escócia seria governada por regentes até a rainha alcançar a idade adulta.

Após a morte do rei, duas facções entraram em confronto pelo poder. Uma era a dos católicos liderados pela rainha-mãe Marie de Guise e pelo rico cardeal David Beaton, o outro era a massa protestante encabeçada por James Hamilton, conde de Arran, descendente do rei Jaime II, além de ser o próximo na linha de sucessão após a morte de Mary. No dia 3 de janeiro de 1543 proclamou-se governador do reino, porém não recebeu o apoio da maioria católica.

Henrique VIII rei da Inglaterra decidiu traçar um plano para unir as duas coroas sob a liderança da Inglaterra, casando a rainha com seu filho Eduardo, príncipe de Gales. Para se proteger desta pretensão, a rainha mãe se refugiou com a filha no Castelo de Stirling. Enquanto isso, o cardeal Beaton tentava apaziguar o estado de tensão com a assinatura do Tratado de Greenwich, que dizia que Mary se casaria com Eduardo aos 10 anos de idade e se mudaria para a Inglaterra.

O regente Arran resolve abandonar o apoio aos ingleses e à religião protestante e começa a defender uma política pró-católica e pró-francesa. Como vingança, Henrique inicia uma série de invasões, incêndios, massacres e pilhagens na Escócia. No dia 28 de janeiro de 1547 morre Henrique VIII e assume o trono seu filho Eduardo, então com nove anos. A regência fica nas mãos de seu tio Eduardo Seymour. Em setembro de 1547 as tropas inglesas arrasam as tropas escocesas. Em meio aos combates, a rainha é levada secretamente para o convento de Inchmahome, numa pequena ilha no lago Manteith.

Diante dos fatos, o rei francês Henrique II propões a união de Mary com seu filho Francisco (1544). No dia 7 de junho de 1548 Mary é levada para a França, onde recebe uma educação refinada sob os olhos da família de sua mãe. No dia 24 de abril de 1558 é realizado com grande pompa, na Catedral de Notre Dame, em Paris, o casamento de Francisco e Mary. Na Inglaterra, sua prima Elizabeth se torna rainha e recebe a proteção de Filipe da Espanha contra as pretensões de Mary Stuart à coroa inglesa.

Com o falecimento do rei francês em 1559, Francisco se torna rei, mas como não tinha atingido a maioridade recebe o apoio da mãe Catarina de Médici e do duque de Guise, um adversário de Catarina. O grande poder conquistado pelos Guise desperta inquietação entre a nobreza francesa. Motins foram organizados contra a coroa. A ameaça de atentado levou a família real a se proteger no castelo de Amboise, no alto de Loire.

Retorno à Escócia

Em 11 de junho de 1560 falece sua mãe Marie de Guise, que governava a Escócia em seu nome. Nessa época, o país se via envolvido em agitações políticas e religiosas e com ameaça de ter sua fronteira invadida por tropas inglesas. No dia 5 de dezembro o rei falece deixando Mary com apenas 18 anos de idade. Catarina de Médici assume a regência durante a minoridade de seu filho Carlos IX.

Em agosto de 1561 Mary chegava ao porto de Leith, na Escócia. Foi saudada por seus súditos. Tentou governar com tolerância com os protestantes, uma vez que era católica. No dia 29 de julho de 1565 casa-se com o Lord Henry Damley, um primo católico inglês, que reivindicava a coroa inglesa. Henry era possessivo, ciumento e alcoólatra, transtornando a vida da rainha. Em 1564 nasce James, seu único filho.

Abdicação e prisão na Escócia

Mary Stuart tinha um secretário privado, o italiano David Rízzio, a quem ela admirava. Damley planejou assassiná-lo e numa noite em que ele tocava para Mary e suas damas de companhia, Damley e seus homens o arrastaram e Rizzo foi assassinado. O próximo a morrer foi o próprio marido de Mary, em consequência de uma explosão em sua casa em Kirk O’Field. Muitos desconfiaram que foi o conde de Bothwell, o novo admirador da rainha, que o matou. Logo depois se casam, contra o clamor da sociedade.

O povo pedia a abdicação da rainha, que foi presa no castelo de Loch Leven e obrigada a assinar sua abdicação. O trono foi ocupado por seu filho James VI da Escócia. Seu meio irmão James Stuart, conde de Murray tornou-se regente. Em 1570 o conde foi assassinado por um dos partidários de Mary. Algum tempo depois, Mary foge e levanta um exército, mas é derrotada na batalha de Langride.

Prisão e morte na Inglaterra

Mary Stuart foge para a Inglaterra e pede ajuda a sua prima Elizabeth, que a tomou sob sua proteção, mas na verdade era uma prisioneira. Durante 19 anos foi mantida em diversos castelos. Muitos inimigos pediam a morte de Mary, mas Elizabeth recusava todos os pedidos de soltura, até ser informada de seu envolvimento na rebelião de Babington, em 1586, para assassiná-la, uma vez que era filha ilegítima de Henrique VIII com Ana Bolena.

Mary foi levada a julgamento, considerada culpada de traição e condenada à morte. Foi executada no castelo de Fotheringhay, na Inglaterra, no dia 8 de fevereiro de 1587. Foi sepultada na Catedral de Peterborougl, mas depois, seus restos mortais foram transferidos para a Abadia de Westminster.

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Última atualização: 14/08/2017